Vida

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26/12/2018 – FIQUE POR DENTRO

A expectativa de vida do brasileiro passou de 75,8 anos para 76 anos de 2016 para 2017, um aumento de três meses e 11 dias. A informação consta nas Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2017, divulgada pelo IBGE. A publicação apresenta as expectativas de vida às idades exatas até os 80 anos e são usadas como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Segundo o estudo, a expectativa de vida dos homens aumentou de 72,2 anos em 2016 para 72,5 anos em 2017, enquanto a das mulheres foi de 79,4 para 79,6 anos. Regionalmente, Santa Catarina apresenta a maior expectativa de vida, de 79,4 anos, seguida por Espírito Santo, 78,5 anos; Distrito Federal, 78,4 anos, e São Paulo, 78,4 anos. O Rio Grande do Sul (78 anos), Minas Gerais (77,5 anos), Paraná (77,4 anos) e Rio de Janeiro (76,5 anos) são os únicos que têm indicadores superiores à média nacional. No outro extremo, com as menores expectativas de vida, estão Maranhão (70,9 anos) e Piauí (71,2 anos).

Ao comentar os resultados do estudo, o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi disse que a tendência do país é de convergência com o nível dos países desenvolvidos. De acordo com ele, “temos uma certa gordura para queimar em relação à expectativa de vida. No Brasil, tendemos a convergir para o nível dos países desenvolvidos, que estão na faixa dos 83 anos. É uma diferença ainda considerável, mas, se pensarmos que existem países na faixa dos 50 anos, vemos que estamos mais próximos dessa faixa superior”.

Segundo o pesquisador, é possível que esse aumento continue de forma gradual e cada vez mais lento, uma vez que o salto dado no passado foi fruto de uma forte queda na mortalidade infantil. A taxa de probabilidade de óbito até um ano de idade teve uma melhora, que ficou em 12,8 a cada mil nascidos vivos, contra 13,3 em 2016.

Já a taxa de mortalidade na infância (de crianças menores de cinco anos) caiu de 15,5 por mil em 2016 para 14,9 por mil em 2017. Das crianças que vieram a falecer antes de completar os 5 anos de idade, 85,7% teriam a chance de morrer no primeiro ano de vida e 14,3% de vir a falecer entre 1 e 4 anos de idade.

Para o IBGE, a tendência é de que os óbitos se concentrem cada vez mais nas crianças de até 1 ano, cujas mortes são causadas, predominantemente, por questões congênitas, como a má formação do feto. A avaliação do instituto é de que a queda na mortalidade infantil nas últimas sete décadas está relacionada ao aumento da expectativa de vida.

Fonte: exame.abril.com.br

Entrevista com o teólogo, linguista e hebraísta Luiz Sayão. Confira:

 


Risco de infarto é maior durante festas de fim de ano

Um estudo publicado no “British Medical Journal” que aponta que o risco de acidentes cardíacos é maior durante as festas de fim de ano. De acordo com pesquisadores suecos, o risco máximo acontece em torno das 10 da noite. Uma pesquisa realizada com duzentas e oitenta e três mil pessoas que deram entrada em hospitais suecos com infarto do miocárdio, entre 1998 e 2013, revela que a maior incidência de acidentes cardíacos ocorre na noite do dia 24 de dezembro – uma alta de 37% em relação ao resto do ano – seguido pela noite do Ano Novo – com uma alta de 20%.

Segundo os autores da pesquisa, a maior incidência desses acidentes cardíacos pode ser explicada pelos excessos de bebidas alcoólicas e alimentação nesta época do ano. O risco aumenta conforme o avanço da idade e em pessoas que sofrem de diabetes ou de doenças do coração, destaca o jornal francês “Le Figaro”.

Entrevistado pelo diário, o cardiologista Pierre Aubry descarta a possibilidade de evitar as festas de fim de ano, mas recomenda moderação nos jantares e também o controle das emoções. Além disso, sugere que as pessoas procurem o pronto-socorro logo que forem detectados sintomas como dores ou sensação de pressão no peito, no ombro ou braço esquerdo, falta de fôlego ou desmaios.

Fonte: G1

Celebração da vida

Muitas pessoas ainda confundem o cristianismo com uma religião. Pensam que a definição de “cristão” seja a impossibilidade de fazer determinadas coisas, obrigação em cumprir certos rituais e viver de forma repressiva. Não foram poucas as ocasiões em que minha família e eu fomos rotulados de “fanáticos”. Nossos críticos tinham razão. Sou fanático pela vida!

O estilo de vida que Jesus de Nazaré nos ensinou nada tem a ver com repressão e incontáveis regras; filosofias complexas e religião impraticável. De fato, o que ele ensinou foi completamente diferente de tudo isso, e pelos evangelhos sabemos que Jesus se opôs aos religiosos que pregavam tal modo de vida cercado de regras, cuja religiosidade vinha antes do amor ao próximo.

Os ensinos de Jesus falam de uma qualidade de vida especial. Ele a chamou de vida abundante. Quer dizer, é uma experiência existencial que supera em muito a vida em sua forma comum, conforme vivida por religiosos, ou pelos críticos da fé.

Vida abundante é uma vida que tem Deus em seu centro. Nem a religiosidade, nem a independência do Criador, mas uma vida que de fato entendeu quem é Deus e o que ele pretende para sua criação. Vive em abundância a pessoa que teve um encontro com Jesus e que, por essa razão, seus antigos valores foram relativizados.

Quer dizer, quem vive abundantemente não precisa mais possuir um monte de coisas para ser feliz; encontrou a felicidade ao fazer o bem ao próximo sem esperar receber nada em troca. A vida abundante é a marca do cristão, que com um sorriso no rosto e uma canção de alegria em seus lábios, celebra a vida a todo momento, independente das circunstâncias. Como Paulo e Silas, que no meio da noite, presos injustamente por pregarem o evangelho, cantavam louvores a Deus e se alegravam no meio da adversidade.

Cristianismo é celebração da vida! Essa afirmação está ancorada no fato de que o centro da fé cristã não é a cruz na qual Jesus foi morto, mas sim na declaração de que ele ressuscitou, de que esteve morto e reviveu. Essa é a razão pela qual celebramos a vida, sabendo que nem mesmo a morte pode nublar o nosso horizonte.

Por: Israel Mazzacorati