Universidades

share on:

25/09/2017 – FIQUE POR DENTRO

As universidades brasileiras estão no pelotão de trás, revela um novo ranking mundial. Na tradicional lista da revista inglesa Times Higher Education, despontam no topo, como sempre, instituições britânicas, Oxford e Cambridge, e americanas, Stanford, MIT e Harvard.

A Universidade de São Paulo, a USP, situa-se numa faixa não numerada que abrange o grupo entre as posições 251 e 300. A Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, que já chegou a superar a USP, está na turma que oscila entre a 401 e a 500.

No geral, o Brasil, que havia emplacado 27 Universidades entre as mil melhores do mundo, agora tem só 20. Voltamos atrás, mas não só aí: o número de jovens matriculados no ensino superior também encolheu pela primeira vez em 25 anos.

 

Universidades brasileiras matriculam cerca de 70 refugiados em menos de 1 ano

Cerca de 60 refugiados ingressaram em 17 instituições de ensino superior aqui no Brasil. Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, a Acnur entre novembro de 2016 até setembro de 2017, houve um aumento nas matriculas de refugiados.

A unidade de informação pública do Acnur afirma que as 17 universidades brasileiras que integram a chamada “Cátedra Sérgio Vieira de Mello” estão engajadas em diversos projetos com pesquisas e ações que dialogam com suas demandas e contribuem para sua integração. Todos os meses elas prestam cerca de 1.000 atendimentos para refugiados que precisam de assistência jurídica, apoio na área da saúde, além de ensino de português.

No entanto, deste grupo, apenas nove, possuem programas específicos para facilitar o acesso deste público à graduação. Entre elas, a pioneira Universidade Federal de São Carlos que desde 2009 já recebeu 27  alunos em situação de refúgio para os cursos de graduação, 5 já se formaram, e 13 seguem estudando.

A hospitalidade da palavra

Sou impressionado com o poder da palavra, em todas as suas formas e manifestações. As ditas, as não ditas, as malditas e as benditas. Mas sei que não sou só eu. Afinal, tudo começou com ela e tudo terminará com ela; quando o “haja” se consumar em “houve”, e tudo for muito bom.

A palavra cria e destrói; orienta e engana. Por ela, o mundo em que vivemos, o mundo dos significados, é construído pelos “falantes”. Ao diferenciar um boi de um cavalo, Adão usava palavras para ordenar o seu – e o nosso – mundo. Tarefa que lhe foi incumbida pelo Criador. Ao “nomear” sua realidade, ele lhe atribuía, ordem: “cavalo não é boi”. Assim participou Adão como ajudante humano na criação divina. Ambos proferindo palavras; ambos esculpindo o mundo simbólico em que haveríamos de habitar, com cinzéis verbais.

É assim que, pelo uso da palavra, ordenamos e reordenamos; recebemos e transmitimos nosso “mundo”. É conversando que o colocamos em ordem; aprendendo, validando pensamentos, corrigindo enganos, entendendo o próprio coração, entre tantas outras transformações internas. E fazemos isso intensamente, a todo momento. A conversa serve, portanto, como uma bússola, a funcionar até enquanto dormimos.

Praticamente, muitas vezes chegamos a uma roda de amigos precisando revisar, reestruturar ou construir alguma parte do nosso mundo. Precisamos ouvir opiniões, conselhos, informações. Contudo, para que isso aconteça, temos de falar, contar. E esse discurso se torna muitas vezes caótico, complicado, pois reflete nossa confusão. Porém o fazemos na esperança inconsciente de que nossos amigos nos ajudem com suas reações. Às vezes, basta um sorriso e já vamos “renomeando” o nosso “mundo”. “Não é cavalo, é boi”; “nem tudo está “perdido”, há “esperança””.

Pois bem, chamamos de “ministros da palavra” nossos pastores. Com efeito, eles prestam serviço à Igreja, ao pregar e ensinar. Entretanto, considerando que temos sede de verdadeiras palavras, exatamente por vivermos no mundo da informação, proponho um ministério leigo à Igreja: o “sacerdócio universal da palavra”. Explico: toda vez que se reunirem dois ou mais irmãos, acenda-se a luz amarela da palavra. Que se cuide dela como se cuida da oração, da pregação ou do cântico. Não se trata de formalizar as rodinhas, de abolir o riso, a alegria, o bom humor ou a espontaneidade; de transformar qualquer conversa em “culto”, no seu pior sentido, mas de “tirar as sandálias” nesses momentos de conversa.

Se, por um lado, é desagradável a pessoa que tudo “espiritualiza”, também se torna inócuo o irmão que se envergonha da imagem de cristão. A sensibilidade e o Espírito Santo hão de ajudar-nos a transformar simples conversas em momentos agradáveis e edificantes.