Transporte

share on:

21/01/2019 – FIQUE POR DENTRO

A disseminação da onda de protestos e manifestações que marcou o ano de 2013 no Brasil representa o descontentamento da sociedade – ou de parte dela – com relação ao transporte público. Mais do que simplesmente insatisfeita com o aumento do preço das passagens, a população também se queixa da qualidade dos serviços prestados em todo o país. O transporte público no Brasil estrutura-se, principalmente, pela utilização de ônibus, além de metrôs e trens, em algumas cidades ou regiões. Segundo a Constituição Federal, o serviço deve ser administrado e mantido pelos municípios, mas os investimentos realizados também pelos estados e pelo governo federal.

É importante ressaltar que, quando se refere ao transporte público, não estamos falando somente dos meios de transporte utilizados, mas de questões referentes à mobilidade urbana e à infraestrutura existente para esse transporte, como estações e terminais. Além do mais, é preciso entender que o transporte público não está isolado da lógica urbana, sobretudo das grandes metrópoles, que concentram a maior parte da população do país. Cidades maiores e com uma maior quantidade de zonas segregadas necessitam de um transporte público mais amplo e massificado para atender a demanda.

De um modo geral, o transporte público em nosso país é considerado ruim e ineficiente, com passagens caras e ônibus lotados, veículos em más condições, sem contar o tempo de espera nos pontos de ônibus e metrô. Mas de onde surgiu esse problema? O Brasil teve o seu processo de industrialização tardio e veloz, assim como aconteceu na ampla maioria dos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Isso motivou o descontrolado crescimento das cidades por meio do êxodo rural.

Essa população encontrou problemas. Com o valor dos terrenos e imóveis aumentando, o grupo menos abastado teve de buscar por moradia em zonas mais afastadas dos centros. Os serviços concentraram-se nos bairros mais nobres e, consequentemente, o emprego também. O trabalhador precisava se deslocar muito em municípios cada vez mais “inchados” para trabalhar ou utilizar serviços públicos e privados. Essa necessidade de deslocamento não foi acompanhada de uma política de investimentos unificada em nível nacional que permitisse a sua estruturação. É assim até hoje.

Fonte: mundoeducacao.bol.uol.com.br

Entrevista com Celso Rodrigues. Ele é presidente da Associação Helena Piccardi de Andrade Silva (AHPAS). Confira:

Mais informações: http://www.ahpas.org.br/

Adeus aos currículos: empresas usam robôs e games em seleção de vagas de emprego

Entregar currículos na porta das empresas? Enviá-los por e-mail e ficar esperando uma resposta? Participar de um processo seletivo que se resuma a uma entrevista? Essas práticas estão sendo substituídas pelo uso da inteligência artificial que incluem até jogos, desafios de lógica e robôs na seleção dos candidatos. Aplicativos e sites tentam modernizar as técnicas de recrutamento para economizar tempo e atrair candidatos mais jovens ou adaptáveis. O contato pessoal com a empresa vem só nas fases finais.

Essa tendência de usar a tecnologia como método de seleção representa também uma mudança de perspectiva das companhias: elas não querem só saber a universidade onde alguém se formou.  Um jogo propõe desafios e “o candidato mostra quais estratégias usa diante de dificuldades”, explica Márcia Ballariny, professora da ESPM-Rio. Segundo a docente, isso ajuda a empresa a trazer alguém que tenha a ver com a vaga e que não vá pedir demissão ou ser demitido dali a 2 meses. É importante ter alguém rápido? O game ajuda a selecionar a pessoa com o perfil certo.

Além de games, há o uso dos chamados “bots”, espécies de robôs que conversam com os candidatos em chats online. Esses novos processos seletivos facilitam, inclusive, a participação de candidatos que moram longe dos grandes centros urbanos. Mesmo nas entrevistas, é possível usar programas de interação em vídeo, como o Skype.

As empresas também têm a ganhar: além de avaliarem mais habilidades dos candidatos, conseguem ganhar tempo. É que a inteligência artificial filtra os currículos que têm mais a ver com o perfil do posto de trabalho. Assim, deixa de ser necessário avaliar páginas e mais páginas de inscrições.

Fonte: G1

O caminho de volta

Muitas narrativas bíblicas se tornaram mundialmente conhecidas, transcendendo etnias e religiões. Isso porque, na Bíblia, os ensinamentos da fé emergem da concretude da vida, não de heróis, mas de pessoas comuns, temerosas, apaixonadas, falhas. Uma dessas narrativas que marcaram a história da humanidade diz respeito a dois irmãos: Esaú e Jacó. Até mesmo o grande mestre da literatura brasileira, Machado de Assis, se inspirou nessa narrativa bíblica para escrever uma de suas mais famosas obras.

Esaú e Jacó foram filhos de Isaque e Rebeca, cuja gravidez havia sido agitada. Os meninos se empurravam dentro de Rebeca, o que lhe chamava a atenção. Por essa razão, ela consultou a Deus e descobriu que o motivo de tanta agitação em seu ventre era prenúncio de uma relação conflituosa entre os dois irmãos, pais de duas nações, e que duraria por gerações.

Não deu outra. Esaú nasceu primeiro, com Jacó vindo logo em seguida, segurando o seu calcanhar. Esaú tornou-se um caçador habilidoso, cuja imagem é de um homem forte e destemido, enquanto Jacó se dedicou a cuidar dos rebanhos domésticos, um exemplo de homem caseiro e tranquilo.

No entanto, em meio a tanta tranquilidade, Jacó se aproveitou da oportunidade de ficar com a herança destinada ao filho mais velho, o primogênito Esaú. Através de uma hábil manobra, Jacó convenceu seu irmão a abrir mão dos seus direitos como primogênito. Tempos mais tarde, Jacó se aproveitou da velhice do pai Isaque, o enganou se passando por Esaú, e conquistou os direitos de filho mais velho. Claro que Esaú ficou descontente com as tramoias de Jacó, que a partir de então teve de fugir de casa, da vista de seu irmão, para não perder a vida.

Passados muitos anos, se cumpre na vida de Jacó e Esaú aquele velho ditado: “o mundo dá muitas voltas.” Aconteceu que Jacó, agora já casado, com filhos, rebanhos e muita gente junto dele, precisava voltar para a terra de seus pais. Havia chegado a hora de encarar Esaú, os erros cometidos no passado, e enfrentar as possíveis consequências de um encontro com o irmão de quem ele tinha tirado o direito de primogenitura. A história tem um final feliz. Esaú recebeu Jacó com um abraço e lágrimas que dispensaram as palavras de perdão e reconciliação.

Jacó teve que fazer o caminho de volta. É o que aprendemos com essa história. Não importa quantos anos, não importa o quanto adiemos; quantas noites mal dormidas, quanto peso de culpa se acumulem em nós; sempre chega o momento em que é preciso fazer o caminho de volta, o caminho da humilhação e da súplica pelo perdão. Por Israel Mazzacorati