Sobremesa

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03/09/2018 – FIQUE POR DENTRO

Nos banquetes da Idade Média não existia uma ordem para comer: a mesa era posta completa, com carnes, ensopados, pães, tortas, queijos, frutas, bolos, mel. Não havia diferenciação entre categorias de pratos e tudo era comido ao mesmo tempo, do jeito que cada um quisesse. Um dos motivos para essa fartura de doce e salgado era a vontade de ostentar, pois o montante de comida simbolizava a riqueza do anfitrião.

A ideia da sobremesa servida no fim da refeição é relativamente moderna. Segundo historiadores, se deu graças a Catarina de Médici, que em 1533 saiu de Florença para se casar com o futuro rei francês Henrique Segundo. A italiana levou para a França muitos livros de receitas e seus próprios cozinheiros. A partir dela, a corte passou a aceitar mulheres nos banquetes, a comer com garfos e a saborear a sobremesa apenas ao final da refeição.

Mas foi só no século 19 que a ideia de apresentar os pratos numa certa ordem foi aceita completamente, e os cozinheiros passaram a montar cardápios, sempre finalizando com doces. Essa logística facilitou a vida do chef, que até então não tinha uma ordem estabelecida para servir seus pratos, e foi bom também para quem saboreava as refeições, uma vez que passou a aproveitá-la sem que a comida esfriasse.

Mesmo assim, vez por outra ainda tem quem dê aquela escapulida e adiante a sobremesa para antes do almoço, né? Afinal, quando a sobremesa é muito boa, não é fácil resistir.

Fonte: daguia.com.br


Entrevista com o personal chef Fulvio Rodrigues:

 

Celular ganha cada vez mais espaço nas escolas

O uso do celular em atividades pedagógicas cresce ano a ano, apesar de proibido na maior parte das salas de aula do país. Mais da metade dos professores dizem que utilizam o aparelho para desenvolver atividades com os alunos, que podem ser desde pesquisas até o atendimento aos estudantes fora da escola. O uso não se restringe aos docentes: mais da metade dos estudantes afirmam que utilizaram o celular, a pedido dos professores, para fazer atividades escolares.

A Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Escolas Brasileiras mostra que o percentual de professores que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos passou de 39% em 2015 para 56% em 2017. O aumento ocorreu tanto nas escolas públicas, onde o percentual passou de 36 para 53%, quanto nas particulares, crescendo de 46 para 69%.

Entre os alunos, o uso também avançou. Em 2016, quando a pergunta foi feita pela primeira vez, 52% disseram já ter usado o aparelho para atividades escolares, a pedido dos professores. No ano passado, esse índice passou para 54%. Entre os alunos de escolas particulares, o indicador se manteve em 60%. Entre os das escolas públicas, aumentou de 51 para 53%.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Daniela Costa, diante da falta de infraestrutura, sobretudo nas escolas públicas, o celular tem sido um importante instrumento de acesso à internet. Os dados mostram que 18% dos alunos usuários de internet utilizam apenas o celular para acessar a rede nas escolas urbanas – nas públicas esse índice é 22%, enquanto nas particulares, 2%. Metade dos estudantes de instituições particulares disse ter acesso à internet na escola. Entre os estudantes de escolas públicas, esse percentual é 37%.

Fonte: Agência Brasil


Salmo 84

A vida humana se dá em meio a muitas lutas e tristezas. E a Palavra de Deus, longe de minimizar esse fato, nos mostra que por vezes, em nosso caminhar nem tudo são rosas, nem tudo planícies – há vales profundos, vales secos, áridos; há ermos, há desertos – há um vale de lágrimas…

É assim que o autor do salmo 84 se refere à sua própria vida: vale de lágrimas. No mundo em que vivemos, por vezes, acabamos dando num vale de lágrimas. De modo particular cada um de nós já passou, ou está passando, por esse vale. Para alguns, o vale da perda, da traição, da violência; para outros, o vale da tentação, da indiferença ou da depressão. Há sempre um desses vales sombrios que nos fazem chorar no caminho, no existir, no percorrer cotidiano de cada um de nós.

Mas o que fazer? O salmista que passou essa terrível experiência nos dá conselhos para quem quer atravessar esse vale.

É preciso ter Deus como fonte de nossa força – “bem-aventurado o homem cuja força está em ti”. Só vence o vale de lágrimas aquele que faz de Deus a sua fonte. Na hora do desprezo, depressão, da tragédia, qualquer força humana é inútil. Só vence o vale de lágrimas quem já entra nele afirmando de onde vem a sua força. A nossa força não vem do pensamento positivo, não vem do dinheiro, nem da família – a nossa força vem do Senhor.

É preciso ter o coração mudado – “Bem-aventurado o homem (…) em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial (…)”. Esse que é capaz de transformar o vale árido das lágrimas num manancial de bênção é aquele cuja geografia do coração já foi alterada – o seu coração já foi aplanado, nivelado – Ele tem um coração plano, sem tortuosidade. Só muda de vida, quem já mudou o coração do lado de dentro. É a topografia do coração que determina a topografia da vida. É impossível mudar a história que nos circunda, sem que primeiro mudemos a história do nosso coração.

“Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória”. O vale não estanca a graça de Deus. É por isso é na travessia das lágrimas que se tem a maior percepção da grandeza da graça de Deus.