Situações de emergência

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06/07/2017 – FIQUE POR DENTRO

Muito ajuda quem não atrapalha, já diria o velho ditado. No caso de uma situação de perigo, em que a vida de outras pessoas está sob-risco, cumprir o protocolo e se afastar de novos problemas é a melhor escolha. Por mais que seu instinto grite por um ato de heroísmo, colocar-se na posição de salvador de pátria não é a estratégia mais sensata. É o que comprovou um estudo feito por cientistas da Universidade de Waterloo (UARELU), no Canadá.

Os cientistas recriaram em computador um ambiente urbano real de Kyoto, no Japão, que conta com estação de metrô, estacionamento e shopping center. A situação foi simulada considerando 3 diferentes estratégias de evacuação.

A primeira delas era a tática do “salve-se quem puder”, que fazia cada pessoa que estava ilhada se esforçar para livrar apenas a própria pele. Na segunda, todos trabalhavam em grupo, para tentar garantir que o coletivo saísse junto da situação. Por fim, a última estratégia era que os integrantes mais fortes arrumassem um local seguro para si e depois tentassem salvar os que ficaram para trás, com a ajuda de cordas.

Os resultados confirmaram a teoria dos pesquisadores. Quando membros mais fortes do grupo tentaram ajudar os mais fracos arriscando a própria pele para fazer isso, ambos se prejudicaram, o que atrapalhou todos os integrantes. Quem tentou ajudar os outros com as cordas quando já estava salvo em um local seguro, no entanto, foi muito mais produtivo. A técnica salvou 12 pessoas, dentre as 30. As outras duas formas de evacuação, no entanto, livraram da enchente apenas 5 pessoas cada uma.

Entrevista com o diretor da Rescue Cursos – Segurança do Trabalho, Francisco Castro. Ele fala sobre primeiros socorros. Confira:

 

Imenso iceberg está a ‘dias ou semana’ de se romper na Antártica

Uma imensa rachadura em uma das 5 maiores plataformas de gelo da Antártica está se movendo rapidamente e, em “dias, horas ou semanas” pode originar um gigantesco iceberg. Segundo relatório da Universidade de Swansea (CHUANSEIA), no País de Gales, a largura da fenda na plataforma de gelo aumenta mais de 10 metros por dia.

De acordo com os pesquisadores, apenas 13 quilômetros de gelo mantêm o bloco de 5 mil quilômetros quadrados, área equivalente a do Distrito Federal, preso à plataforma. Quando se romper, a fenda deve criar uma dos 10 maiores icebergs do mundo.

O alargamento da rachadura passou a aumentar consideravelmente depois que a porção de gelo ainda preso ao continente desenvolveu uma bifurcação, vista no início de maio por imagens de satélite. Segundo os cientistas, o desprendimento do bloco de gelo irá mudar principalmente a paisagem da Antártica, e a nova configuração ambiental será menos estável.

A fissura que pode levar à ruptura do iceberg não é derivada das mudanças climáticas, mas um fenômeno geográfico. É possível que as mudanças climáticas tenham antecipado o rompimento, mas, provavelmente, não são a causa central do fenômeno.


O valor de uma decisão

Hebreus e Babilônios tiveram suas histórias cruzadas no século sexto antes de Cristo. A Babilônia era um grande império governado por Nabucodonozor. Ele sitiou a cidade de Jerusalém e levou em cativeiro boa parte da população judaica. Essa conquista aconteceu em etapas, dentre as quais alguns jovens hebreus da família real e da nobreza, e que se destacavam entre os demais, foram levados para o palácio de Nabucodonozor, na Babilônia, para serem instruídos nas ciências, língua e literatura babilônica. Essa história está registrada no livro bíblico de Daniel.

Os nomes dos jovens eram: Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Eles eram de boa aparência, sem defeito físico, cultos, inteligentes e dominavam os vários campos do conhecimento. Eles deveriam ser treinados por três anos para servirem no palácio do rei da Babilônia. Para isso, foram oferecidos aos jovens alguns privilégios, tais como uma alimentação especial: eles comeriam da comida da mesa do rei, bem como beberiam do seu vinho.

Os quatro jovens hebreus, liderados por Daniel, tomaram uma decisão inesperada: rejeitaram as ofertas de privilégios de Nabucodonozor. Eles optaram por se alimentar somente de legumes e água. O motivo deles era simples: eles haviam decidido não se contaminar com a comida e o vinho do rei. Parece ser uma medida drástica somente por causa de uma questão alimentar, mas não era.

Para eles, aceitar as iguarias da mesa do rei seria uma distorção de identidade. Eles eram judeus. Estavam na Babilônia, seriam forçados a aprender a língua, literatura e ciência deles, mas não se tornariam como um deles. O capítulo primeiro de Daniel mostra que Deus fez com que a decisão deles prevalecesse. Os jovens acabaram se tornando os mais sábios e influentes do palácio de Nabucodonozor, e marcaram a história de toda a tradição judaico-cristã.

A idade adulta é marcada pela tomada de decisões. Há um período na vida em que nossos pais decidem por nós, mas a maturidade exige que tomemos as nossas próprias decisões. Quando nos deparamos com exemplos como o de Daniel e seus amigos podemos perceber o quão importante uma decisão pode ser, por mais que no inicio pareça ser algo sem muita importância.

Diante disso, podemos refletir sobre as decisões que temos tomado. Será que elas refletem a nossa identidade? Será que temos aberto mão de princípios que nos deveriam ser caros somente para sermos aceitos ou por medo de sermos hostilizados? Nossas decisões hoje terão reflexos em nosso futuro, por isso, saiba valorizá-las!

Por: Israel Mazzacorati