Saúde da mulher

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08/03/2017

Segundo a Organização Mundial da Saúde, os problemas de saúde que mais afetam as mulheres atualmente são as doenças cardíacas, seguidas pelas infecções respiratórias, como pneumonia e bronquite; e pela doença pulmonar obstrutiva crônica. O câncer de mama, que muitas vezes é lembrado como o maior vilão da saúde da mulher, aparece em DÉCIMO lugar na lista das doenças da mulher, atrás de problemas como diabetes, hipertensão e complicações por parto prematuro.

Segundo a Dra. Danielli Haddad do Hospital Sírio-Libanês, “ainda existe um aspecto cultural muito forte nas famílias em que as mulheres cuidam da saúde dos seus filhos e dos maridos e muitas vezes esquecem de si mesmas”.

Feliz Dia Internacional da Mulher!

 

Entrevista com a ginecologista e obstetra, Lídia Hyun. Ela fala sobre a saúde da mulher

 

Estudo médico adverte para sinais ignorados antes de ataques cardíacos

Um estudo médico realizado pelo Imperial College de Londres, na Inglaterra, descobriu que, entre 2006 e 2010, 16% das pessoas que morreram devido a ataques cardíacos haviam sido internadas nos 28 dias anteriores. De acordo com informações da BBC Brasil, a pesquisa mostrou que sintomas como desmaio, falta de ar e dor no peito foram observadas até um mês antes da morte em alguns dos casos analisados.

Os pesquisadores analisaram registros hospitalares de mais de 135 mil pessoas com mortes por infarto no Reino Unido durante 4 anos. Desses pacientes, quase 22 mil não tiveram seus sintomas cardíacos identificados durante a internação. Isso chama atenção também para um possível descuido dos médicos.

Nem sempre a dor no peito é o sintoma mais percebido em casos de ataque cardíaco, principalmente entre mulheres, idosos e diabéticos. Podem ser percebidas dores em outras partes do corpo, como o braço, na maioria das vezes o esquerdo, mandíbula, pescoço, costas e abdômen.

 

Embaixadas

A embaixada é a presença oficial de uma nação, instalada dentro do território de outra nação. É seu dever proteger os interesses do País que representa e de seus cidadãos. Além disso, é a primeira instância de negociação com o governo local.

Cabe ao embaixador informar o governo sobre os acontecimentos no país estrangeiro e, promover relações amistosas e desenvolver as relações econômicas, culturais e científicas entre as duas nações. Entre as funções de uma embaixada está autorizar o visto de entrada, expedir passaporte, procurações, testamentos, registros de nascimento, casamento e óbito, e legalizar documentos nacionais para cidadãos do país que representa.

 

Dia da mulher: dia de memória, reflexão e esperança!

Em um recente artigo, o biblista Edmilson Schinelo nos lembra que o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é um dia de festa e de luta. Festa porque celebramos o dia daquelas que são as mães da humanidade, as cuidadoras, sem as quais, o que seria de nós, homens? Mas é bom também que seja um dia de resgate da história, pois esse dia é marcado por luta, conquista e esperança.

Edmilson Schinelo nos recorda das “129 mulheres que no 08 de março de 1857 morreram queimadas numa fábrica em Nova Iorque. A razão já é conhecida: diante da justa reivindicação por melhores condições de trabalho, os patrões ordenaram que as portas fossem trancadas e a fábrica incendiada. Na concepção dos patrões, elas estavam fazendo sabotagem”.

O artigo continua, lembrando que essa história de sabotagem feita por mulheres é um pouco mais antiga. Com a Revolução Industrial, mulheres e crianças eram levadas às fábricas para trabalharem quatorze, dezesseis horas por dia, sem direito a descanso, em péssimas condições de higiene, sem qualquer segurança, quase sem remuneração. A história não foi capaz de registrar as milhares de mortes ocorridas, em função da fome, do cansaço e da falta de segurança das máquinas. Ironicamente, costuma-se chamar a esse tipo de morte de “acidentes de trabalho” e não de assassinato!

A sabotagem foi então a primeira forma de resistência das mulheres, no começo de forma isolada, depois em grupos organizados. Tais mulheres utilizavam um grosseiro tamanco de madeira que, logo descobriram, poderia ter outra função: se enfiassem aquele tamanco nas engrenagens das máquinas, elas travariam. E enquanto o patrão as concertasse, as mulheres poderiam respirar, descansar, dialogar, tramar, organizar a resistência e a luta..

Em francês, a palavra utilizada para dizer “tamanco” é “sabot”, daí surgiu o termo “sabotagem”, para referir-se à atitude que punha tanto medo naqueles que se achavam tão poderosos.

Falando em dia de memória e luta, vale citar algumas mulheres da Bíblia, especialmente as que são mencionadas nos evangelhos. Maria, mãe de Jesus, cantou o Magnificat, e em uma das estrofes, afirmou que Deus “derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes” (Lucas 1:52).

Vale mencionar as corajosas mulheres que foram ao sepulcro, onde Jesus fora sepultado, para perfumar o corpo do Cristo. Enquanto os discípulos, homens, estavam longe dali, perdidos na dúvida e dominados pelo medo, foram as mulheres que ousadamente, e sem temer o risco de serem identificadas como discípulas de Jesus a sofrerem as consequências, vão ao túmulo prestar honras ao seu Senhor. Elas foram as primeiras testemunhas da ressurreição, segundo a tradição evangélica.

Que neste dia todos nos lembremos do quanto a mulher já foi oprimida e ainda o é. Que nossa maneira de celebrar o Dia Internacional da Mulher seja com oração e ação, em favor de tantas heroínas que sofrem sem ter quem as ouça. Que essas mulheres, semelhante àquelas dos evangelhos que viviam a realidade da morte, encontrem a ressurreição, e com ela, a esperança.

Israel Mazzacorati
Artigo do Edmilson Schinelo
disponível em: www.cebi.org.br