Refugiados

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04/09/2017 – FIQUE POR DENTRO

Mais de 65 milhões de pessoas no mundo deixaram suas casas por conta de guerras, perseguições políticas, violações de todo o tipo. Hoje, a gente vive a mais grave crise de refugiados desde 1945, com o fim da Segunda Guerra.

Vem da África e do Oriente Médio a maioria dessas pessoas. São principalmente sírios, afegãos, sudaneses do sul e somalis. A Guerra da Síria é a maior responsável pelo crescimento desse fluxo. A nação enfrenta há seis anos uma guerra civil que parece longe do fim.

Estima-se que o conflito no país governado pelo ditador Bashar al-Assad já matou mais de 250 mil pessoas e provocou o deslocamento de outras 5 milhões e 500 mil, ou seja, um quinto da população.

Muitos deles estão aqui no Brasil. Em nossas cidades. É só parar para ver. Em 2016, o número total de refugiados no país aumentou 12%. É o que aponta um relatório do Comitê Nacional para os Refugiados, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Até o fim do ano passado, foram reconhecidos 9 mil 552 refugiados de 82 nacionalidades. Os refugiados reconhecidos em 2016 são em maior parte da Síria, República Democrática do Congo, Paquistão, Palestina e Angola.

Já os pedidos de refúgio caíram 64% em 2016, na comparação com 2015. Isso por causa da diminuição das solicitações de nacionais haitianos. Os países com maior número de solicitantes de refúgio no Brasil em 2016 foram Venezuela, Cuba, Angola, Haiti e Síria.


Entrevista com Moussa. Ele é missionário e trabalha com refugiados muçulmanos. Confira:

 


Procura por cursos superiores presenciais cai em 2016

No ensino superior, o número de alunos novos dos cursos presenciais caiu 3,7% de 2015 para 2016, de acordo com o Censo de Educação Superior 2016, divulgado na última quinta-feira pelo Instituto Educacional Anísio Teixeira, o Inep. Em contrapartida na modalidade à distância, houve um aumento de mais de 20% do grupo de ingressantes.

Apesar do encolhimento dos cursos presenciais, o ensino à distância cresceu. O total de alunos novos se manteve praticamente estável. Em 2015, eram 2,92 milhões de ingressantes; no ano seguinte, foram 2,98 milhões, um aumento de 2,2% a mais.

Considerando o total de matrículas no ensino superior, de todos os anos do curso, não só dos iniciais, os cursos à distância também registraram crescimento, segundo o Censo. Em 2006, apenas 4,2% dos universitários estudavam nessa modalidade. 10 anos depois, a parcela saltou para 18,6% das matrículas.


De quem é a culpa?

Nós, cristãos, temos o hábito de lamentar a deterioração dos padrões do mundo com um ar de desalento. Criticamos a sua violência, desonestidade, imoralidade, desrespeito para com a vida humana e sua ganância materialista.

O mundo está se afundando cada vez mais. Dizemos, com um encolher de ombros, “mas de quem é a culpa?” Quem é o responsável por isso?

Vamos colocar a coisa da seguinte maneira. Se a casa fica escura ao cair da noite, não faz sentido algum culpar a casa, pois é isso que normalmente acontece quando o sol se vai. A pergunta a fazer é: ‘Onde está a luz?

Se a carne se estraga e não dá mais para comer, culpar a carne não faz sentido algum, pois é o que acontece quando se permite que bactérias se desenvolvam. É preciso perguntar: ‘Onde está o sal?’

Se a sociedade se decompõe e seus padrões declinam a tal ponto que ela acaba se tornando como uma noite escura ou um peixe malcheiroso, é um contrassenso culpá-la. É isso que acontece quando homens e mulheres caídos são deixados à própria sorte e o egoísmo humano não é questionado. A pergunta é: ‘Onde está a igreja?

Porque o sal e a luz de Jesus Cristo não estão impregnando e transformando a sociedade? É pura hipocrisia da nossa parte erguer as sobrancelhas, sacudir os ombros ou cerrar o punho.

Portanto, se a escuridão e decomposição existem, não podemos ficar omissos, pois também temos a nossa parcela de culpa. O Senhor Jesus disse que nós e só nós, tínhamos de ser sal da terra e luz do mundo.

Crédito: John Stott