Profissionalismo

share on:

24/07/2018

Cada vez mais, estudos com base no comportamento humano e em tendências, identificam novidades para os próximos anos. No aspecto corporativo, as mudanças não ficarão por baixo. Uma revolução transformará de forma significativa o mundo do trabalho, e uma das mudanças está na inversão de valores das competências técnicas para as comportamentais.

Durante muitos anos, empresas contrataram seus profissionais pelo domínio técnico. Hoje, já é nítida a importância que grandes e até pequenos negócios dão para as capacidades comportamentais na hora da contratação. No futuro, essa demanda se tornará ainda mais evidente. Independente da área de atuação, o profissional que não desenvolver certas aptidões, estará fora do mercado de trabalho.

Uma pesquisa recente realizada com presidentes e líderes de empresas dos cinco continentes, pelo Fórum Econômico Mundial, chamada “The future of Jobs”, apontou quais serão as competências que mais serão demandadas e, portanto, valorizadas, na década 20-30. Na relação, ficam claros dois pontos: o mundo está implorando por profissionais mais inovadores. E segundo: no futuro, as competências comportamentais estarão anos luz frente às técnicas.

A questão é que o futuro não está tão longe assim. Na próxima década (20-30), ou seja, daqui a menos de dois anos, os profissionais que ainda não tiverem desenvolvido as cinco competências comportamentais: solução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas e empatia, vão ficar fora do mercado.

Vamos à essas questões comportamentais:

· Solução de problemas complexos

Profissionais que souberem como propor soluções a problemas complexos sobre os temas mais discutidos e mais desafiantes do momento serão disputados na próxima década.

· Pensamento crítico

A ausência dessa capacidade trava o potencial criativo e inovador, transforma profissionais em meros executores, sem capacidade de deixar grandes legados ou promover muitas mudanças no seu ambiente de trabalho.

· Criatividade

Criatividade é a capacidade de fazer conexões incomuns, pensar em coisas novas que ninguém pensou e dar soluções simples para problemas aparentemente (ou realmente) complexos.

· Gestão de pessoas

Quem souber como atrair, reter, motivar e engajar bons profissionais, será protagonista na próxima década.

· Empatia

Nunca se falou tanto em empatia. Essa competência é a que pode ter mais poder transformador. A capacidade de se colocar no lugar do outro, sentir sua dor, a sua alegria, e se colocar à disposição para ajudar, são os ingredientes dessa competência que mudaria o mundo em vários aspectos.


Fonte:
Marcelo Veras, especialista em carreiras e CEO da Inova Business School, Escola de Negócios da Unità Faculdade.

 

Entrevista com Marcelo Veras que é escritor de mais de 300 artigos, empreendedor na área de Educação. Atualmente é CEO da Inova Business School, faz parte do grupo Unità Faculdade, e ainda está dentro das marcas IBFE (Instituto Brasileiro de Formação de Educadores), ESD (Escola Superior de Direito), Proordem e Vida Formação e Saúde. Confira:

 

Cresce fila para cirurgia bariátrica no Hospital de Clínicas da Unicamp

Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (SP), está com uma fila de 1,5 mil pessoas para a realização da cirurgia bariátrica. O centro, para atendimentos e procedimentos de alta complexidade, é o único da região a oferecer a operação a pacientes com obesidade. A espera pode chegar a cinco anos.

As cirurgias são feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e esbarram nas limitações da estrutura oferecida pelo HC. Por isso, desde 2016 a Unicamp não organiza uma data para inscrições, que chegava a atrair até três mil pessoas de todo o Brasil.

Mesmo com o foco de liquidar a fila, o HC recebe, por semana, ao menos cinco casos novos encaminhados pela rede pública de saúde e mais cinco provenientes da demanda interna do hospital. A equipe tem quatro médicos e faz, em média, 20 cirurgias por mês.

Fonte: G1

 

A negligenciada virtude do trabalho duro

Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, foi descoberto que 51% das 26 mil pessoas entrevistadas acreditam que a forma mais eficaz para progredir no ambiente de trabalho consiste em tirar proveito das políticas internas das organizações. Somente 27% disseram acreditar que o avanço profissional é resultado de trabalho duro e diligência.

Se um número tão grande de trabalhadores tem a percepção de que o melhor caminho para ganhar promoções e recompensas é a esperteza, temo que isso possa se transformar numa profecia que perpetue a banalidade. Isso pode levar muitos a concluir que seus interesses pessoais e profissionais prosperam melhor quando tentam debilitar seus colegas e cultivar o favor de seus líderes, ao invés do aperfeiçoamento de suas habilidades.

É uma infelicidade sob vários aspectos. A virtude do trabalho duro – reconhecimento da honra existente no trabalho bem feito – está sendo esquecida. Os que se beneficiam do trabalho duro, empregadores, colegas que dependem da qualidade da contribuição dos companheiros, fornecedores e clientes, estão sendo ludibriados, quando trabalhadores têm seu foco distorcido, visando a manipulação do sistema para satisfazer desejos pessoais. E o valor intrínseco do trabalho, a crença de que por si só ele é nobre e gratificante, está sendo ignorado.

A Bíblia fala extensamente sobre trabalho e sua importância. Ao invés de ser visto como “mal necessário”, as Escrituras asseguram que Deus ordenou o trabalho com um de seus propósitos para a raça humana. Elas também ressaltam que trabalho bem feito pode e deve ser reconhecido e recompensado.

Trabalho foi planejado para fornecer nosso sustento. Todos nós temos necessidades: alimento, abrigo, vestuário, transporte e muito mais. Ao longo da história humana, o trabalho tem sido o meio primário para satisfazê-las. Depreciar seu valor é diminuir a satisfação de ser capaz de prover para suas necessidades e as de sua família. “Quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos isto: Se alguém não quiser trabalhar, também não coma” (2 Tessalonicenses 3.10). Trabalho também reflete integridade e comprometimento pessoal. Provérbios 27.18 diz: “Cuide bem da sua figueira e você terá figos para comer; trate bem o seu patrão e você será recompensado”.

Trabalho pode gerar reconhecimento pela excelência. É verdade que podemos nos empenhar para ganhar o favor do nosso patrão, mas o método mais confiável para progresso profissional é ser reconhecido pela excelência e qualidade do trabalho que nos é atribuído. “Você já observou um homem habilidoso em seu trabalho? Será promovido ao serviço real; não trabalhará para gente obscura” (Provérbios 22.29).

Pessoas que nos rodeiam podem ser adeptas da prática de jogos políticos no trabalho. Deixe-me fazer-lhe uma sugestão: manter-se focado no trabalho duro, enquanto cuida dos interesses do seu líder, pode ser melhor do que “jogos políticos”.

Por: Rick Boxx (Adaptado)