Periferias

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07/05/2018

Favela, periferias e comunidades, além de suas dimensões físicas, possuem dimensões estéticas e simbólicas sempre em disputa pelos diversos atores da sociedade. E o que não sabemos sobre a periferia é justamente o que os atores que ali moram e criam a simbologia de seu território estão construindo. E por que não sabemos?

Estamos acostumados a olhar as áreas periféricas de nossas cidades através de representações externas ao próprio território. As camadas médias da sociedade, em um ato ora generoso ora oportuno, acostumaram-se a usar o modo de vida da periferia como tema e objeto.

E dentro dessa temática, a personagem de origem popular era um ser desprovido de qualidades subjetivas, sempre carregando um tom moralizante, de superação e sobrevivência. Quando não, por vezes, o território periférico era um lugar essencialmente carente, onde a pureza é ingênua e até exótica, como ressalta o ativista Marcus Faustini, em seu artigo intitulado “A peleja da invenção do imaginário”, no livro O Novo Carioca.
Com o barateamento das ferramentas tecnológicas que facilitam a distribuição de qualquer produção estética, tanto sonora quanto audiovisual, os sujeitos das camadas populares agora deixam apenas de ser representados por outros e começam a ser apresentados com suas próprias vozes e ações.

Para entender a periferia que nós não conhecemos, primeiro é preciso esquecer aquela (achamos) que conhecemos. Quando se compreende os mecanismos de representação da periferia por outras camadas sociais percebemos que, a diferença fundamental entre a periferia e os centros é que a periferia possui os seus próprios centros, e o que é dito como centro também possui as suas periferias.

A dicotomia entre centro e periferia se dá de acordo com quem é o dono do discurso. A democratização do campo de fala é que fará a gente conhecer essa periferia até então desconhecida.

Fonte: Dorly Neto – Produtor Cultural e Empreendedor


Entrevista com Edu Lyra, fundador da ONG Gerando Falcões. Confira:

 

Unicamp e PUC estudam compartilhar projetos sustentáveis em campus inteligente

A Unicamp e a PUC em Campinas, no interior de São Paulo, estudam uma união entre as universidades para compartilhar projetos de sustentabilidade e ampliar a cooperação acadêmica, que já é uma realidade.

A ideia é unir os esforços das instituições em um “campus inteligente”, que vislumbra a integração também de instituições internacionais.

Reitores e representantes das duas universidades se reuniram para discutir a parceria, que geograficamente será consolidada na área adquirida pela Unicamp em 2013, a Fazenda Argentina.

O professor Marco Aurélio Pinheiro Lima, responsável pelo Plano Diretor da Unicamp, ressalta que o projeto só tem a agregar para o Estado de São Paulo, o país e em nível mundial.

Fonte: G1

Igreja e preconceito

Mahatma Gandhi, o grande líder pacifista e religioso nunca se tornou cristão, apesar de ter estudado em um país de marcante influência evangélica. O líder religioso indiano era muito simpático à causa do evangelho.

Em uma autobiografia que se publicou na Índia, ele conta que em seus dias de estudantes ficou muito impressionado ao ler os Evangelhos. Julgava que no cristianismo encontraria a solução para os preconceitos raciais e diferenças de casta que predominavam na Índia.

Num domingo pela manhã, Gandhi foi a uma igreja cristã, que ficava distante de sua residência, com o propósito de conversar com o pastor. Todavia ficou frustrado quando a comissão de recepção negou-se a proporcionar-lhe um assento, e que procurasse uma igreja destinada a pessoas de cor.

Decepcionado, Gandhi saiu daquele templo para jamais voltar. “Se os cristãos também adotam as diferenças raciais, permanecerei sendo hindu, e continuarei minha carreira contra o mal”.

Triste é saber que cristãos ainda são preconceituosos e fazem divisão entre pessoas a partir da cor, raça, sexo ou etnia. Precisamos recordar das palavras de Paulo para os Gálatas: Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem ou mulher, pois todos são um em Cristo Jesus.