Palhaços

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09/01/2019 – FIQUE POR DENTRO

Levar uma criança ao circo é uma aposta arriscada: não tem como garantir que a diversão inocente não vá virar um show de horror. A coulrofobia, ou o medo de palhaços, é uma das fobias mais comuns e pode ser carregada da infância até a vida adulta. Mas o que naqueles sapatos enormes, narizes vermelhos e olhos arregalados causa um incômodo tão grande na gente?

O psicólogo norte-americano Frank McAndrew decidiu investigar. Ele levantou primeiro o histórico do “palhaço do mal”. A ideia do bufão amaldiçoado de “A Coisa”, de Stephen King, começou com um serial killer. Nos anos 1970, a polícia descobriu os corpos de 33 vítimas do Palhaço Pogo, que trabalhava em festas infantis aos fins de semana. Aí o palhaço assassino entrou para o folclore.

Só que crianças já sentem medo de palhaços muito antes de terem idade para assistir filmes de terror. Daí a ideia de McAndrew de que a origem desse pavor é muito mais instintiva. O psicólogo realizou, em 2016, um estudo no qual ele se aprofunda no conceito de “creepy”, característica em inglês que atribuímos para pessoas esquisitas e perturbadoras, que nos causam um certo incômodo.
A pesquisa não era sobre palhaços, mas os dois assuntos se cruzaram muitas vezes. Em primeiro lugar, durante o estudo, McAndrew pediu que mil trezentas e quarenta e uma pessoas classificassem as profissões mais esquisitas. Palhaços foram os campeões disparados. Além disso, elas elencaram as características – físicas e comportamentais – mais perturbadoras. Como resultado, os pesquisadores descobriram que homens são mais propensos a ser considerados esquisitos do que as mulheres. Primeira coincidência, já que também há mais palhaços do sexo masculino do que do feminino.

Outras características que se destacaram foram olhos arregalados, sorrisos estranhos e dedos muito compridos. Mas nenhum desses aspectos, sozinho, era a origem daquela inquietação que sentimos perto de alguém “assustador”. O buraco, segundo McAndrew, é mais embaixo: o que nos perturba nessas pessoas é sua imprevisibilidade. Uma pessoa creepy não é exatamente assustadora. Mas ainda sentimos uma ameaça ali. É essa incerteza que gera aquele incômodo difícil de definir.


Entrevista com os palhaços Doutor Nenex Hans Chiclets, Isabelóka e Paçoca. Confira:

 


SUS oferece novo tratamento para pacientes com degeneração da retina

O Ministério da Saúde ampliou o tratamento oferecido a pacientes com degeneração macular relacionada à idade por meio da oferta do medicamento antigiogênico e do exame de tomografia de coerência óptica. Segundo a pasta, ambas as incorporações são importantes para a detecção precoce e para tratar casos já confirmados, estabilizando a evolução da doença.

A degeneração macular atinge a parte central da retina e leva à perda progressiva da visão central. Os dois novos procedimentos devem atender pacientes a partir dos 60 anos, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Degeneração Macular Relacionada à Idade. O medicamento antigiogênico é injetável e pode ser feito em um ou nos dois olhos, com intervalo mínimo de 15 dias entre um olho e outro.

Já a tomografia de coerência óptica é um exame não invasivo para diagnóstico da doença nos dois olhos. A proposta é detectar sinais microscópicos de alterações precoces da retina. A degeneração macular relacionada à idade é uma doença progressiva que acomete a área central da retina, onde as imagens são formadas, levando à perda da visão central.
O principal fator de risco é o aumento da idade. A doença pode ser classificada como seca, responsável pela maior parte dos casos, ou úmida.

Fonte: Agência Brasil


Chorar sorrindo

Recentemente presenciei uma senhora soluçar em choro, como uma criança, pois sua mãe havia falecido, seu marido foi vítima de uma doença que lhe ceifou a vida em poucos meses, e seus dois filhos estavam a estudar fora do país. Num prazo de um ano, aquela senhora estava completamente sozinha no mundo, obrigada a processar seu luto, pela morte do marido e da mãe, e a lidar com as saudades dos filhos, sem ninguém para lhe oferecer apoio, como se já não bastasse as dificuldades que a idade avançada nos impõe.

A vida é assim: nos golpeia a nos surpreender. E quanto isso acontece, logo nos deparamos com as grandes questões da existência humana, que curiosamente não é: “Deus existe?”, mas sim: “por que” isso está acontecendo? Responder é fácil para quem não vive o problema, para quem, como um observador, vê de longe e pondera sobre as mazelas alheias. A vida é transitória, inconstante e dura. A Bíblia nunca disse o contrário. A propósito, desde o terceiro capítulo do seu primeiro livro já sabíamos o que nos esperava.

É com razão que as palavras de Jesus nos oferecem consolo; nos aquece a alma nos dias frios da saudade, da dor profunda da solidão e do luto. Ele disse: felizes são os que hoje choram, pois serão consolados. Chorar é, portanto, uma resposta aos questionamentos da vida, pois, certas questões não precisam de explicação, pois não há explicação satisfatória que preencha o vazio de um coração inconsolável. O que melhor podemos fazer por alguém que se encontra na situação daquela senhora enlutada é sermos solidários no choro, na dor, na saudade, no luto. Foi a instrução do apóstolo Paulo: chorem juntos com os que choram.

E, enquanto chorava, aquela senhora abria um sorriso. Era um sorriso de esperança, a última que lhe restava. O sorriso não interrompeu o choro, mas poeticamente, aquele sorriso dizia: eu tenho que passar por isso, e nada pode ser feito para que minha mãe e meu marido voltem para mim, e isso me faz chorar. No entanto, eu sei que eles estão com o Pai; sei também que, um dia, estarei com eles, na eternidade, com o meu Senhor, que toda lágrima do meu olhar enxugará; isso me faz zombar do sofrimento; isso me faz sorrir.