Notícias falsas e boatos

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22/11/2016

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou planos para combater a circulação de notícias falsas na rede social. O Facebook foi alvo de polêmica após a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Usuários, pesquisadores e colunistas de jornais americanos afirmaram que notícias falsas sobre os candidatos podem ter influenciado a escolha dos eleitores.

A internet é um meio de comunicação fantástico: com ela, podemos fazer compras, conhecer pessoas, estudar, entre outros. Mas, sendo tão abrangente, o “mundo on-line” também pode oferecer perigos dos mais variados tipos. Um deles é o hoax, termo usado para designar boatos que se espalham na internet via e-mail ou redes sociais e que alcançam um número elevado de pessoas.

Falsos sorteios de iPhone, frases que Clarice Lispector nunca disse, sua vida vai ter azar se você não compartilhar esta mensagem, essas e outras são alguns dos boatos que a internet traz.

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Com o criador do site e-farsas, Gilmar Lopes. Ele fala sobre notícias falsas na internet

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Por que (e como) a Black Friday vai te pegar

Às vésperas da aguardada Black Friday, dia de grandes promoções que lança a temporada de compras de Natal, em mais uma moda importada dos EUA, o boletim Ideias no Ar, da Rádio Estadão, explica por que e como funcionam essas estratégias de marketing.

Em primeiro lugar, “os descontos”. O cérebro é muito ruim para avaliar valores absolutos, seja do que for. Isso é ainda mais difícil na consideração de valores tão arbitrários quanto preços. Mas ele é hábil em detectar – e valorizar – contrastes. Descontos jogam com isso: não temos certeza de quanto vale de verdade alguma coisa, mas ao sermos informados de que ela está custando bem menos do que antes automaticamente isso parece um negócio tentador.

Em segundo lugar, “ancoragem”. Fenômeno velho conhecido de marketing, também abusa da avaliação de contraste. Quando somos apresentados a um número qualquer, o próximo número será automaticamente comparado com o primeiro. Quando as etiquetas trazem “de R$ 1.000,00 por apenas R$600,00″, automaticamente seiscentos parece um número pequeno.

Em terceiro lugar, “a urgência”. Nós evoluímos como espécie num ambiente de poucos recursos, convivendo com a perene ameaça de falta: de alimento, de água, de segurança. Com isso, acabamos programados para tentar aproveitar ao máximo os recursos quando eles se tornam disponíveis, sem perda de tempo, antes que eles se esgotem. Quando a promoção é colocada nos termos “só hoje!”, “aproveite antes que acabe!”, “não perca!”, isso ativa nossa sensação de urgência.

Em quarto lugar, “a anestesia”. Já foi provado que gastar dinheiro ativa áreas do cérebro que sinalizam sensações desagradáveis. A compra on-line reduz esse sentimento ao eliminar o simples fato de manusear fisicamente o dinheiro. Sobretudo em sites nos quais o cadastro prévio permite a compra com um clique, sem sequer precisar consultar o número do cartão de crédito, essa dor do gasto é anestesiada.

Em quinto lugar, “a sugestionabilidade”. Embora nos desagrade, somos sim mais influenciáveis do que confessamos para nós mesmos, já que evoluímos em bando e quem seguia o grupo tinha mais chance de sobreviver. Com a multiplicação das notícias sobre as compras, a promoção, o movimento em torno dela, ficamos com a sensação de que todo mundo está participando, o que nos leva a considerar seriamente se queremos ser “os únicos” a ficar de fora.

Nada contra promoções, mas saber desses truques pode ajudar a nos proteger de arrependimentos quando chegar a fatura do cartão.

Dr. Daniel Barros – Psiquiatra

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Rússia bloqueia rede social LinkedIn

A Rússia ordenou na quinta-feira passada o bloqueio da rede social LinkedIn. A rede social de negócios se tornou o primeiro site a ser proibido no país após a aprovação de uma lei que manda empresas de internet armazenarem os dados pessoais de cidadãos dentro do território russo.

A empresa americana, que permite estabelecer contatos profissionais e procurar emprego, reclamou que a decisão afeta os seus “milhões de usuários” russos e se mostrou disposta a se reunir com as autoridades.

Muito criticada pelo setor tecnológico, a lei aplicada ao LinkedIn obriga serviços de mensagens, sites de busca e redes sociais estrangeiros a armazenarem na Rússia os dados pessoais de seus usuários russos. A questão dos dados pessoais e seu uso causa debates em todo o mundo, mas é especialmente delicada na Rússia. Lá, as autoridades introduziram nos últimos anos várias leis que reforçam o controle sobre a internet e as redes sociais, ferramentas vitais para a oposição russa.

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Lei Rouanet

 O novo ministro da Cultura, deputado Roberto Freire, terá como uma das prioridades à frente da pasta realizar mudanças na Lei Rouanet.

A Lei Rouanet é uma lei de incentivo à cultura, em vigor desde 23 de dezembro de 1991. Ela foi criada pelo então ministro da Cultura, Sérgio Paulo Rouanet, e por isso levou seu nome.

O mecanismo de incentivos fiscais da Lei Rouanet é uma forma de estimular o apoio da iniciativa privada ao setor cultural. Ou seja, o Governo abre mão de parte dos impostos, para que esses valores sejam investidos em projetos culturais que ajudam a mudar e até transformar o cenário de uma determinada comunidade.

Em junho, a Polícia Federal afirmou que o Ministério da Cultura falhou na fiscalização da Lei Rouanet. Na ocasião, 14 pessoas foram presas na Operação Boca Livre, que acabou com um grupo que atuava no ministério, desde 1991.