Moradores de rua

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15/03/2018 – FIQUE POR DENTRO

O Brasil tem pouco mais de 100 mil pessoas vivendo nas ruas. É o que aponta uma pesquisa publicada pelo Ipea com base em dados de 2015. Segundo o levantamento, os grandes municípios abrigavam, naquele ano, a maior parte dessa população.

Das pessoas em situação de rua, 40,1% estavam em cidades com mais de 900 mil habitantes e 77,02% habitavam em municípios com mais de 100 mil pessoas. Já nas cidades menores, com até 10 mil habitantes, a porcentagem era bem menor: 6,63%.

O especialista em políticas públicas e gestão governamental do Ipea e também autor do estudo, Marco Antonio Carvalho Natalino, ressaltou a importância de dados atualizados sobre o tema, pois eles são essenciais à formulação e implementação de políticas públicas para essa parcela de brasileiros.

 

Entrevista com o missionário da Missão Sal, Alaor de Mello Camargo. Ele fala sobre moradores de rua. Confira:

Como o aquecimento global está afastando filhotes de pinguim de seu alimento vital

Segundo cientistas, alguns dos redutos dos pinguins-reis no oceano Antártico podem se tornar insustentáveis para a vida desses animais. O problema é o distanciamento contínuo entre as áreas de reprodução e as de alimentação. Ou seja, à medida que as temperaturas aumentam, a comida fica mais longe do local onde ficam as crias.

A pesquisa mostra que quase 70% dos pinguins-rei terão que se realocar ou desaparecerão antes do fim do século, devido à emissão de gases de efeito estufa. Desenvolvido pelo Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica, o estudo apontou possíveis impactos do aquecimento global, no acasalamento da espécie nas próximas décadas. Além de modelagem climática, os pesquisadores fizeram análise genética para descobrir o histórico da espécie. As descobertas foram publicadas na revista científica Nature Climate Change.

A pesquisa apontou que a Frente Polar Antártica está se movendo em direção ao polo. E, caso as temperaturas globais continuem a aumentar, como é o esperado, pode se afastar do alcance de muitos pinguins, condenando a cada dia a espécie.

 

O social e o espiritual

O cristão, por ser uma criatura social, se encaixa dentro de uma cultura. A cultura brasileira é formada por uma mistura de vida dominada por patrões, chefes, coronéis, políticos. Estes, pouco se interessam no conforto e bem-estar dos que procuram manter, pelo menos, o mínimo das necessidades fisiológicas e psicológicas para viver.

A vida na roça foi substituída pela vida na periferia das cidades, que aglomeram casas, com o mínimo de conforto. As longas viagens para o trabalho em ônibus lotado tomam o lugar da vida sem futuro no campo. O ato de capinar e colher os frutos da terra enriquece o latifundiário, mas não o trabalhador. Será que melhorou a qualidade de vida na favela?

A. H. Maslow, psicólogo renomado, criou um modelo em forma de hierarquia em que ele imaginou que, enquanto as necessidades básicas do nível mais baixo na pirâmide não são satisfeitas, não adiante tentar suprir as necessidades dos níveis superiores. Segurança, seguida por amor, afeição e sentimento de pertencer a um grupo, somente ganham espaço na mente, quando estas exigências básicas são supridas. Depois destas necessidades secundárias serem alcançadas, o homem se concentra na autoestima e, finalmente, na auto-realização.

Enquanto a preocupação com as necessidades fundamentais, para manter a vida, não for satisfeita, não adianta tentar apelar para seres humanos se entregarem a Deus e se tornarem membros fieis da igreja em busca de santidade e a vida eterna. Maslow não percebeu que fé e esperança para o futuro fazem parte das necessidades humanas mais prementes!

Talvez, não entendamos bem porque o sertão do nordeste brasileiro seja a região em que a porcentagem da população evangélica seja menor, enquanto, na periferia das grandes metrópoles, com sua alta proporção de imigrantes do nordeste, encontramos mais abertura para receber o evangelho. Nas áreas mais abastadas destas cidades encontramos forte resistência ao evangelho.

Na Europa, as igrejas perdem membros, enquanto, no terceiro mundo, o crescimento numérico dos evangélicos supera em muito essa perda. Na Escócia, o abandono da igreja Presbiteriana (a igreja nacional) alcança 400 pessoas por semana. O acréscimo na África ao sul, no Saara e na China, excede as perdas da Europa “cristã”. Há mais anglicanos na Nigéria que em toda a Inglaterra e a América, juntos. Comentou um holandês: “Preciso de Deus para quê? Tenho tudo que preciso…”

Há muitos fatores que levam os pecadores a curvarem diante do Senhor Jesus, que se sacrificou na cruz para os salvar. Provavelmente, um deles é a vida apertada, sem propósito ou esperança. Jesus notou as multidões e teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. O sertão brasileiro tem forte inclinação para a religião popular. A tradição reina. Quanto tempo demorará para todo o Brasil reconhecer sua necessidade de uma fé bíblica, inspiradora e cheia de esperança para a vida eterna?

Por: Pr. Russell Shedd