Hospitais

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28/11/2018 – FIQUE POR DENTRO

A Federação Brasileira de Hospitais publicou um estudo inédito que mostra detalhes sobre o mapa dos hospitais no país. O relatório aponta redução de 8,9% no número de instituições privadas entre 2010 e 2017. No mesmo período, a quantidade total de leitos passou de 435 mil 793 para 415 mil, o que significa uma queda de 4,8%. Segundo informações do documento, seria necessário um investimento de 30 bilhões de reais para recuperar o setor dessa redução.

Os dados foram obtidos por meio de pesquisas nos registros do Ministério da Saúde e trazem gráficos e análises que demonstram o cenário do setor em cada região brasileira. Os números de leitos e hospitais são considerados pela FBH como indicadores importantes para determinar o tamanho da estrutura e capacidade de atendimento de saúde disponível à população.

Foram perdidos mais de 31 mil leitos em hospitais que eram, em sua maioria, não filantrópicos e pequenos. Aproximadamente 50% deles atendiam ao SUS. É o que comenta o autor do estudo, Bruno Sobral, economista e consultor da federação. Ele afirma ainda que “esses fechamentos são um fenômeno multifacetado. Tiveram papel importante no cenário econômico adverso, com a redução do número de beneficiários de planos de saúde, somados à falência dos Estados e dos recursos destinados ao SUS. Mas não foi só isso. A relação desigual com as operadoras, principalmente em pequenas cidades, também contribuiu, e os altos impostos também tiveram seu papel. Não à toa, a maioria dos hospitais fechados tinha fins lucrativos sendo, por isso, fortemente impactados por uma carga tributária de mais de 35%”.

A maior parte dos hospitais fechados era das regiões Sudeste e Nordeste. No caso da região Sudeste, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro corresponderam a mais de 24% deste total em 2014. Ainda assim, a FBH é otimista quanto à recuperação do setor. Para a federação, “as perspectivas no lado dos negócios são de melhora. Já em 2017, o número de fechamentos se reduziu. Há um movimento atual de fusão entre hospitais que têm o potencial de ser muito positivo a partir de ganhos de escala e formação de redes integradas. A possibilidade de investimento estrangeiro abriu também boas perspectivas de entrada de dinheiro e a custos reduzidos para novos investimentos e ampliações”.

Já na política, por outro lado, as ameaças continuam crescentes. O economista e consultor da federação Bruno Sobral destaca que “projetos de Lei tentam, de maneira artificial, aumentar custos trabalhistas, o que não só tem o potencial de desestimular novos investimentos, como pode contribuir para o desemprego. Mais recentemente, uma decisão da Câmara de Medicamentos, em uma canetada, passou a proibir que os hospitais possam cobrar pelos custos atrelados à dispensação, armazenamento e compra de medicamentos, o que irá acarretar impactos severos para o setor.

Os gargalos da rede pública são velhos conhecidos: falta de investimento e repasses defasados. O Sistema Único de Saúde paga cerca de 45% do custo dos procedimentos. O Ministério da Saúde diz que faz adequações periódicas na Tabela SUS. No ano passado, foram reajustados 79 procedimentos. Desde 2010, foram mais de mil. Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o debate sobre modelos de remuneração vem ocorrendo nas principais ações da agência, por meio de grupos de trabalho e pesquisas.

Fontes: hospitalar.com e folha.uol.com.br


Entrevista com Roberto Gordilho. Ele é especialista em gestão hospitalar e CEO da GesSaúde. Confira:

 


Redução de açúcar nos alimentos é pontual e precisa de complementos

Uma redução gradativa na quantidade de açúcar foi acordada entre o Ministério da Saúde, Anvisa e associações produtoras ligadas à indústria dos alimentos. A proposta é diminuir até 33,8% do açúcar em refrigerantes, até 32,4% para bolos, e até 10,5% para os achocolatados. Apesar dos percentuais expressivos divulgados pelo governo federal, a redução atinge de forma distinta cada marca e produtos bastante conhecidos do consumidor não necessariamente precisarão reduzir a concentração do ingrediente.

O acordo busca contribuir no combate a doenças associadas ao consumo do açúcar e a obesidade. Os dados mais recentes, de setembro deste ano, apontam que 22% da população é obesa. O brasileiro, segundo comenta o ministério, consome 50% a mais do que a recomendação da Organização Mundial da Saúde – tem uma média de ingestão de 80 gramas de açúcar por dia.

A meta é chegar a uma redução de 144 mil toneladas de açúcar nos próximos 4 anos em bolos, misturas para bolos, produtos lácteos, achocolatados, refrigerantes, e sucos, entre outros produtos. As associações se comprometem a realizar estudos para avaliar a possibilidade de uma nova programação para a redução gradual do açúcar nos quatro anos seguintes a 2022. Elas também devem avaliar a inclusão de novas categorias para o projeto com base em evidências científicas. O acordo diz, também, que não haverá transferência de recursos por meio do termo de compromisso. Cada órgão e empresa deverá arcar com as próprias despesas.

Cada produto disponível no mercado por categoria tem uma quantidade diferente de açúcar. O ministério divulgou a porcentagem máxima que poderá ser reduzida. No caso dos refrigerantes, cerca de 30%. A Coca-Cola, um dos principais produtos da categoria, tem 11g/100ml. Ou seja: até 2020 não precisará rever o índice de açúcar. O Reino Unido, campeão da taxa de obesidade na Europa Ocidental, aumentou a taxação sobre bebidas açucaradas. O preço da Coca-Cola subiu 40%.

Fonte: G1


Hospitalidade

Não se esqueçam da hospitalidade… (Hebreus 13.2a).

Nos tempos antigos a hospitalidade era uma obrigação óbvia. Recusar abrigo a um viajante era falta grave e uma ofensa. Nas sociedades nômades, principalmente, essa cultura persiste até hoje. Por outro lado, abusar desse direito era tão grave quanto recusá-lo. Para nós, que vivemos em cidades com recursos e estrutura social completamente diferentes, esse hábito antigo não é usual e, salvo exceções, provavelmente seria até indesejável para ambas as partes.

O que fazer então com este texto, que parece não fazer sentido nos dias de hoje? Vamos tratar das motivações. O versículo 1 é como um título para essa recomendação de hospitalidade, indicando que ela é um modo de expressar amor. Não se trata, portanto, de receber alguém em casa por obrigação, talvez até com má vontade, mas antes de tudo de abrigar o próximo em nosso coração e mostrar-lhe que é bem-vindo para compartilhar suas necessidades. Mais do que um espaço para dormir, talvez hoje a hospitalidade se traduza, sobretudo, em tempo para ouvir e conversar.

Note como este impulso do amor ainda toma outras formas: solidariedade com sofredores, indo ao encontro dos que não têm como tomar a iniciativa, numa prisão (que nem sempre é o xadrez, mas às vezes os muitos problemas que travam nossa vida); e pelo respeito no casamento, que é um benefício com retorno.

Se você puder abrigar alguém em casa ou visitar gente na prisão, como diz a Palavra de Deus, ótimo, mas não espere por isso, que raramente é possível. Comece aí mesmo, onde você está – e não por meio de um esforço penoso para produzir amor de alguma forma, mas sob a promessa da presença e da ajuda do Senhor. Vai ser um ótimo dia, este, se colocarmos isso em prática.

Receba o outro em nome de Jesus, e Jesus virá junto.