Fotos

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24/05/2018

Embora ela tenha aparecido mesmo no século XIX, a fotografia começou a ser inventada ainda na Antiguidade, quando se descobriu o princípio da “câmara escura”. Basta você fechar completamente um local – de uma grande sala a uma latinha de leite em pó – e depois fazer um buraquinho. A luz atravessa o buraco e projeta no interior da câmara fechada uma imagem invertida do que acontece lá fora. Mesmo com esse princípio conhecido há séculos, faltava o principal para a fotografia: bolar uma maneira de congelar essa imagem.

A história oficial registra dois inventores que arrumaram uma solução para isso quase na mesma época: Henry Talbot, na Inglaterra, e Louis Daguerre, na França. Em 1835, Talbot publicou um artigo documentando como conseguira fixar imagens usando um papel tratado com cloreto de prata, que depois era mergulhado em uma solução de sal. O resultado era um negativo, ou seja, podia ser copiado diversas vezes.

Já o método de Daguerre, anunciado oficialmente quatro anos depois, capturava as imagens em uma fina chapa de cobre revestida com sais de prata, que recebia depois vapor de mercúrio para garantir a fixação. O resultado era uma imagem já positiva, que não podia ser mais copiada. Apesar dessa limitação, a qualidade das fotografias obtidas era superior à das tiradas por Talbot, tanto que o método de Daguerre foi sucesso por muitas décadas, até o aperfeiçoamento de novas técnicas de exposição em negativo.

O que a história oficial não conta, porém, é que em 1833 a fotografia pode ter sido inventada no Brasil, com um método diferente, por Hercule Florence, um francês que viveu aqui por muitos anos. Após vários experimentos, ele desenvolveu uma chapa de vidro tratada quimicamente que capturava a imagem e depois podia passá-la para o papel. Esse feito permaneceu pouco reconhecido por décadas até que o historiador Boris Kossoy, da Universidade de São Paulo (USP), revelou a façanha no livro 1833: A descoberta isolada da fotografia no Brasil.

Fonte: mundoestranho.abril.com.br

 

Entrevista com o fotógrafo Caio Faria. Confira:

 

Asteroide imigrante é descoberto em órbita dentro do Sistema Solar

Um asteroide de outra região do espaço foi encontrado em órbita dentro do nosso Sistema Solar. É o que revela um novo estudo astronômico. A descoberta chamou a atenção porque é o primeiro objeto de outro sistema estelar registrado como “imigrante”.

O asteroide, que está próximo a Júpiter, teria sido capturado em nosso sistema há 4 bilhões e 500 milhões de anos. A nova descoberta sugere que corpos de outros sistemas estelares também possam ter contribuído para a vida terrestre.

O “visitante permanente” tem cerca de 3 quilômetros de diâmetro e foi visto pela primeira vez no fim de 2014 pelo projeto Pan-Starrs, no Havaí. Especialistas perceberam que o asteroide viajava ao redor do Sol na direção oposta a dos planetas.

Outros trabalhos revelaram que ele leva o mesmo tempo que Júpiter para orbitar o Sol, a uma distância média semelhante. Isso sugere que ambos interagem gravitacionalmente.

Fonte: UOL

 

Louvor

Ele trabalhava na prefeitura, o serviço era braçal, pesado mesmo. Todos se admiravam de sua presteza e tranquilidade. E era um camarada com quem se podia contar.

Havia algo curioso em relação a ele. No final do expediente, ele não ia, imediatamente, para o caminhão. Os demais não esperavam a hora! Cumprido o horário, limpavam as ferramentas, acomodavam-nas no lugar determinado e, sem demora, subiam para o transporte.

Ele não! Apoiava o queixo no cabo da enxada e ficava a olhar para a valeta que havia cavado. Era engraçado, porque o suor parecia não combinar com aquele momento de contemplação.

Todos os respeitavam muito, sabiam de sua fé, ele era sempre pacificador, não se ouvia dele nenhum gracejo desrespeitoso, embora ele fosse só alegria, não se perdia em murmurações, embora tivesse um aguçado senso de justiça. Mas, tinha aquele momento.

Um dia, a curiosidade venceu! Os colegas, tão logo ele subiu no caminhão, o interpelaram: – Escuta, a gente não vê a hora de dar a hora, pra gente subir no caminhão… você, não! Tá certo que não toma tanto tempo assim! Mas o que você fica pensando, olhando para a valeta, com o queixo apoiado no cabo da enxada?

Calmo, e com o sorriso, que o caracterizava, ele respondeu: – Eu não fico pensando, pura e simplesmente, eu fico falando com Jesus.

E o que você fica falando com o Jesus? Insistiram os colegas.

Eu falo assim para ele: – Senhor Jesus, o Senhor está vendo essa valeta? Pode ter igual, mas, melhor não tem não. Porque eu fiz esse trabalho para o Senhor, como um presente. É porque eu sei que se o Senhor não tivesse abandonado a sua glória, a vida seria impossível, a minha, a de todos, e de tudo. Então, é minha homenagem ao Senhor, e minha forma de agradecer ao Pai, por ter enviado o Senhor. Amanhã, quando os meninos vierem passar os canos e virem que essa valeta está perfeita, e disserem isso, toma isso como um elogio para o Senhor. Porque eu sei de quem sou, a quem tudo devo, e a quem sirvo.

Tendo dito isto, ele voltou-se para os colegas e, estes, de cabeça inclinada, continuaram em silêncio. Eles sabiam da qualidade de tudo o que ele fazia, e já desconfiavam que só uma inspiração superior explicava tanto empenho.

Por: Ariovaldo Ramos