Fome

share on:

15/05/2018

O número de pessoas que passam fome no planeta aumentou pela primeira vez em mais de uma década, afetando 11% da população mundial. Segundo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas no ano passado, o crescimento da miséria se deve aos conflitos globais, à mudança climática e às crises econômicas que assolam o planeta.

Em seu informe anual sobre a situação alimentícia, as Nações Unidas afirmaram que 815 milhões de pessoas sofreram de desnutrição crônica em 2016, 38 milhões a mais do que em 2015.

Cerca de 60% das pessoas que passam fome se encontram em zonas de conflito. No relatório, a ONU informa que 20 milhões enfrentam a miséria e a fome no Sudão do Sul, no Norte da Nigéria, Somália e Iêmen.

São quase 490 milhões de pessoas que sofrem de insegurança alimentar em países afetados por conflitos. Mais de 120 milhões são crianças menores de cinco anos, com atrasos de crescimento.

Os países em conflito apresentam, em média, uma taxa de desnutrição infantil de 9% a mais do que nos outros países. Desde 2010, com o aumento dos conflitos violentos, estabeleceu-se a tendência de alta no número de desnutridos nestes locais.

Um dos desafios da humanidade será garantir que, em 2050, com uma população estimada em 10 bilhões de pessoas no planeta, todos tenham o que comer.

O cenário brasileiro

De 2014 pra cá, a crise econômica fez dobrar o número de pessoas em condição de miséria extrema, segundo o IBGE. Quatros anos atrás, 7 milhões de brasileiros não tinham o que comer. Hoje, mais de 13 milhões passam fome.

Com a crise, vem o desemprego, a diminuição na arrecadação de impostos, corte dos gastos públicos e dos programas sociais. Tudo isso colocou o país, mais uma vez, no mapa da fome da ONU.

Segundo a Fundação Getulio Vargas, a fome tem “endereço certo”: negros, nordestinos, pessoas da zona rural ou das periferias das grandes cidades, com baixo nível escolar, e principalmente as mulheres.

Fontes: R7 e O Globo

 

Entrevista com o fundador da ONG Cidades sem Fome, Hans Dieter Temp. Confira:

 

Novo serviço deixa você tomar banho em qualquer banheiro da cidade

Quantas vezes você foi surpreendido pouco antes de um compromisso, seja por uma chuva, um carro que passa em uma poça d’água e te molha ou, ainda, simplesmente pelo suor e brincou dizendo que “pagaria por um banho”? No que depender de uma empresa gaúcha, alugar um chuveiro não apenas fará parte da realidade como também será algo bem simples.

Essa é a ideia por trás da Go Shower, uma startup de Porto Alegre que pretende ser uma espécie de “Airbnb do banho”. A referência à empresa que revolucionou o mercado de hospedagem não é à toa: o método de funcionamento de ambas é bastante similar.

As pessoas poderão oferecer e cobrar pelo uso do chuveiro em suas casas. Inicialmente haverá uma taxa de R$ 15,00 para usar o banheiro por 15 ou 20min. Desta taxa, 75% vai para o anfitrião e o restante vai para a Go Shower. Nesse primeiro momento, isso vai ocorrer mediante reserva e com pagamento via cartão de crédito.

Os dados do anfitrião são checados e ele também pode escolher os horários que o banheiro estará disponível. Os pagamentos são feitos uma vez por semana. Além do chuveiro, o bom anfitrião deve disponibilizar toalha, sabonete e xampu aos usuários, porém isso não é uma obrigação imposta pelo serviço. Quem for usar o chuveiro também pode levar seus próprios produtos de higiene.

A implantação do serviço terá duas etapas. Inicialmente, com a operação em Porto Alegre, os usuários que desejarem utilizar o chuveiro precisarão agendar o banho com um dos proprietários de imóveis cadastrados. O funcionamento terá início no dia 30 de maio.

Fonte: UOL

 

Investimentos da União em 2019 podem ficar perto de zero

A equipe econômica do presidente Michel Temer já discute a elaboração do Orçamento da União de 2019, o primeiro do próximo comandante do Palácio do Planalto. As primeiras análises indicam que o novo presidente terá uma margem muito estreita para gastar, porque as despesas em 2019 estão superando o teto dos gastos públicos.

O próximo presidente vai assumir, pelas previsões, sendo obrigado a fazer um corte de 20 bilhões de reais no Orçamento. Para ajudar o próximo ocupante do Planalto a fechar as contas, a equipe atual vai enviar a proposta de Orçamento de 2019 com a sugestão de congelar, por 1 ano, o reajuste do funcionalismo público. Isso pode gerar uma economia de 12 bilhões caso a medida seja aprovada e inclua servidores civis e militares. Neste ano, o governo tentou aprovar a medida, mas ela foi barrada provisoriamente pelo Supremo Tribunal Federal.

Fonte: G1

 

Tive fome

“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber…” (Mt 25.35).

O Dicionário Aurélio define fome como: “Grande apetite de comer, urgência de alimento, subalimentação, falta do necessário, penúria, miséria. Míngua de víveres, escassez”. Lendo essa definição no papel, até parece que fome não é algo tão ruim assim.

Perguntemos agora para quem passou fome ou está passando fome o que é ter fome e, provavelmente, teremos uma outra resposta. Resposta talvez não tão bem elaborada, mas que certamente refletirá a angústia e o desespero em saber que aquele buraco dentro do estômago não será preenchido.

A fome tem estado nos noticiários. No Nordeste brasileiro e nas grandes cidades, na África e na Índia tem dizimado muitas vidas. São pais e mães desesperados porque não podem alimentar suas crianças. São crianças desnutridas, tentando crescer sem aqueles alimentos básicos para um desenvolvimento sadio. O campo e os animais também padecem chicoteados por uma seca impiedosa.

O que podemos fazer? Nada, dirão alguns. É a vida, faz parte do destino, dirão outros. Isso é responsabilidade dos governos, bradarão os mais exaltados. Os verdadeiros cristãos, porém, dirão: não podemos fazer muito, mas podemos fazer alguma coisa, como por exemplo:

• Orar em favor do povo que sofre por causa da fome e pedir que Deus mande chuva, alimentos e roupas;

• Enviar ofertas para as missões que trabalham nas regiões mais carentes do mundo;

• Oferecer-se como voluntário por um período de tempo para ajudar nas regiões mais necessitadas.

“Tive fome”, disse Jesus. Você já teve fome?

“Senhor, ensina-me a repartir com os mais necessitados uma parte do muito que tens me dado”.

Por: Pr. Antonio Carlos Barro