Fogos de artifício

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18/12/2018 – FIQUE POR DENTRO

Torcicolos seriam evitados e muitos cães teriam uma razão a menos para se apavorar caso, há cerca de 2 mil anos, um alquimista chinês não tivesse a ideia de misturar salitre (nitrato de potássio), enxofre e carvão. Depois de seca, essa mistura resultou num pó preto com grande poder para gerar fumaça e chamas. Nascia o fogo químico, em chinês, ou a pólvora, elemento que serve de base para os fogos de artifício.

No início, em vez de embelezar o céu, essa invenção foi usada para tirar vidas, impulsionando projéteis em armas de fogo. Só no século 12, a pólvora passou a protagonizar shows pirotécnicos. Eram ainda rastilhos que não saíam do chão. Antes de subir aos céus, os fogos ganharam cores. O primeiro registro disso vem do século 14. Para celebrar São Giovani, os moradores de Florença, na Itália, resolveram incorporar outros elementos à pólvora.

De repente, a festa europeia digna do nome tinha de contar com uma bela queima. E o rei britânico Henrique quinto levou a coisa tão a sério que contratou um artesão para confeccionar e disparar fogos a partir de um barco no rio Tâmisa. Os portugueses entraram na onda. Registros históricos dão conta de que, para celebrar o fato de terem descoberto o Brasil, eles realizaram o nosso primeiro e rudimentar espetáculo pirotécnico já em 1.500.

Nos fogos modernos, os elementos mais importantes são os oxidantes e, entre eles, o perclorato de potássio é o preferido. Também são utilizados o clorato e o nitrato de potássio. Pesa contra o perclorato o fato de ser caro. É o mesmo combustível usado nos foguetes de ônibus espaciais, que consomem setecentas toneladas dele em cada lançamento, o dobro do que a indústria de fogos usa em um ano.

No Brasil, o manuseio inadequado de fogos de artifício levou à internação hospitalar mais de 5 mil pessoas entre 2008 e 2017, segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Os dados mostram que, nos últimos 21 anos, o país registrou duzentas e dezoito mortes por acidentes com fogos de artifício.

Além dos cerca de dez óbitos contabilizados todos os anos, a brincadeira pode provocar queimaduras, lesões com lacerações e cortes, amputações de membros, lesões de córnea ou perda da visão e lesões auditivas. Entre os estados brasileiros, a Bahia aparece com o maior número de casos. Ao longo da última década, 20% das internações ocorreram em municípios baianos. Outros destaques incluem São Paulo (19%) e Minas Gerais (14%). Juntas, as três unidades da federação representam mais da metade de todos os casos registrados no período (53%). Já entre os estados com menor número de notificações estão Roraima (17), Tocantins e Acre (ambos com 14 internações).

Dados do CFM apontam que 39% das internações registradas no período analisado envolviam crianças e adolescentes de até 19 anos. Já entre adultos de 20 a 49 anos, foram registradas 46% das internações no período. Em 2018, muitas cidades brasileiras terão fogos de artifício sem barulho nas comemorações de fim de ano. A mudança foi adotada em Curitiba, no Paraná; Alfenas, Poços de Caldas e Três Pontas, em Minas Gerais; Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, e Florianópolis, em Santa Catarina. A principal justificativa dos apoiadores da causa animal é o sofrimento que os fogos de artifício causam aos bichos, em especial os cachorros, cuja audição é muito mais sensível que a humana.

Fontes: agenciabrasil.ebc.com.br, gazetadopovo.com.br e revistagalileu.globo.com

 

Entrevista com Pedro Bicho Belo. Ele é veterinário neurologista. Confira:

 

Pode isso? E-mail e WhatsApp após o expediente contam como hora extra?

A realidade é que a gente vive o tempo todo conectado, o que para muitas pessoas torna ainda mais difícil ter folga de verdade do trabalho. Sendo assim, sempre pinta a dúvida: será que é preciso responder aquele e-mail ou mensagem de WhatsApp do chefe mesmo depois do expediente? Segundo especialistas ouvidos pelo UOL Tecnologia, a resposta é “depende”.

“Se o empregado for acionado por esses meios fora do horário de expediente, ele está trabalhando. E tudo que ultrapassar o limite imposto pela Constituição, de oito horas diárias e 44 horas semanais, deve ser pago ou compensado”, diz a juíza Noêmia Porto, vice-presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho).

Por exemplo, o seu chefe manda um WhatsApp pedindo um relatório às 9 e meia da noite e você responde com o texto às 10. Essa meia deve ser somada à jornada de trabalho que você já tinha cumprido presencialmente. Se o total extrapolar a jornada estipulada, a diferença deve ser paga em horas extras ou ir para um banco de horas.

A regra vale para equipamentos e contas coorporativas, mas também se o contato for feito para o seu número ou e-mail pessoal. Mas, para não restar dúvidas, antes de exigir as horas a que você tem direito é preciso fazer a seguinte pergunta: existe a obrigação (implícita ou explícita) de responder o seu chefe naquele momento? Ou você pode esperar até o horário do experiente?

“Isso fará muita diferença para o juiz, porque, se tiver obrigação, seja por receio de demissão ou porque estava combinado ou era esperado, significa que esse é um tempo à disposição da empresa. Mas se não tem problema responder dentro do seu horário de trabalho, então não pode ser contado como jornada”, explica a juíza.

Outro detalhe importante é que nem todos os trabalhadores estão submetidos a essa regra e esses, portanto, não têm direito a horas extras. A primeira exceção são os que exercem alguma atividade externa e não há meios de o empregador controlar seu horário. O segundo grupo sem direito ao limite de jornada de 44 horas semanais são os funcionários que ocupam cargos de gerência ou de gestão.

A terceira hipótese foi incluída com a reforma realizada no ano passado, quando a lei instituiu a possibilidade do teletrabalho. Esse é o funcionário que faz home office e, em geral, mantém-se conectado à empresa por meio da tecnologia. Essa última possibilidade, no entanto, é controversa para juízes e advogados.

Isso porque muitos entendem que ela poderia ser questionada na Justiça, especialmente nos casos em que, mesmo em home office, há necessidade de cumprimento de horário pelo empregado e existe um controle da jornada de trabalho pela empresa.

 Fonte: UOL

 

Som em Meio à Escuridão

“…porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança” (Salmos 4:8).

Certa vez, quando uma orquestra apresentava uma peça de Mozart, uma tempestade com raios e trovões provocou a queda de energia deixando o teatro completamente às escuras. Os membros da orquestra conheciam bem a música e corajosamente, prosseguiram na escuridão. Ao final da apresentação, todo o público estava aplaudindo emocionado.

O mesmo acontece na vida espiritual. Quando conhecemos o Mestre, podemos tocar sua música mesmo na escuridão. Pondo o mesmo princípio em prática, podemos viver uma vida santa em um mundo contaminado pelo pecado. Podemos viver uma vida moral em um mundo imoral.

A nossa vida cristã tem estado alicerçada na Palavra de Deus? Temos guardado esta mesma Palavra no coração para que sejamos fortes na luta contra o pecado? Conhecemos bem a vontade de Deus a ponto de, mesmo quando cercado por densas trevas, continuar glorificando seu nome?

Quando vivemos preocupados apenas com a vida material e os muitos encantos que o mundo oferece, percebemos apenas luzes coloridas por toda a parte. Tudo parece maravilhoso e o prazer momentâneo não nos deixa ver as armadilhas que estão à nossa frente. De repente, os letreiros luminosos da falsa alegria se apagam e despreparados, ficamos perdidos e sem saber para onde ir. O encanto acaba, o prazer não existe mais, a incerteza enche nossa alma de angústia e aflição.

Quando Jesus é o nosso maior amigo e quando procuramos obedecê-lo em sua orientação a respeito de nossa vida e felicidade, podemos andar sobre solo pedregoso, atravessar vales de dificuldades, caminhar sob ferozes tormentas, sentar em um gramado sob o clarão do sol ou sob uma noite completamente escura.

A nossa paz será a mesma, nossa alegria independente da circunstância e nossa fé inabalável.

Pr. Paulo Roberto Barbosa