Estrangeiros

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28/12/2018 – FIQUE POR DENTRO

Portugueses, italianos, japoneses, espanhóis. O Brasil do início do século 20 era uma terra de imigrantes. Mas não é mais. Mesmo com a entrada recente de cerca de 60 mil venezuelanos e com as ondas imigratórias de haitianos e bolivianos nas últimas décadas, a concentração de pessoas nascidas fora do país hoje é das menores da nossa história.

A Polícia Federal estima em cerca de 750 mil a população estrangeira no Brasil, o que dá um percentual de 0,4% do total. Se esse número for subestimado e a realidade for, por exemplo, o triplo disso, nosso país teria cerca de 1,2% de sua população formada por imigrantes. Nos Estados Unidos, a proporção é dez vezes essa: 12,3%.

Em 2018, o Brasil bateu um novo recorde no número de solicitações de refúgio. Apenas nos primeiros sete meses do ano foram quase 42 mil, superando 2017. No ano passado, o país recebeu 33 mil 866 pedidos ao longo dos 12 meses. Os dados são do Comitê Nacional para os Refugiados, do Ministério da Justiça, e foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.
A maioria dos solicitantes em 2018 é mais uma vez composta por venezuelanos, com 32 mil 361 pedidos. Os haitianos aparecem na sequência, com 3 mil 129 solicitações. Completam a lista dos cinco países com mais pedidos Cuba, China e Bangladesh. Considerando a origem dos estrangeiros, Roraima e Amazonas são os estados que acabam recebendo a maioria deles. São Paulo é o terceiro, seguido por Santa Catarina e Paraná.

Neste ano, nós recebemos no Fique por Dentro três missionários estrangeiros trazidos pela Missão Portas Abertas. Eles estiveram conosco no estúdio e contaram suas histórias. Os testemunhos são marcantes e a gente te convida a ouvir um trecho dessas entrevistas novamente no programa de hoje.

A primeira conversa é com Frederick Gitonga, um jovem queniano que sobreviveu ao ataque do grupo radical islâmico Al-Shabaab na Universidade de Garissa, em 2015. Na sequência apresentaremos a Ana, uma viúva nigeriana que, em 2014, viu seu marido ser morto por extremistas do Boko Haram. Por fim, Jasar. Ele é pastor e ex-guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Fontes: UOL e G1

Ana, uma viúva nigeriana que, em 2014, viu seu marido ser morto por extremistas do Boko Haram:

Frederick Gitonga, um jovem queniano que sobreviveu ao ataque do grupo radical islâmico Al-Shabaab na Universidade de Garissa em 2015:

Jasar, pastor e ex-guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia:

 

Férias no Museu do Amanhã têm programação 0800 para a criançada

Partiu férias com muitas brincadeiras e cultura sem gastar nada? Até 29 de janeiro, o Museu do Amanhã, no Rio, oferece uma programação gratuita para crianças de todas as idades, aos sábados e terças-feiras. Inspirado no tema “Entre o Céu e o Mar”, o evento promove oficinas sensoriais para bebês, workshops de acrobacia, compostagem, confecção de pipas e brinquedos sustentáveis, além de observação do céu noturno, cinema e jogos de bicicletas.

Para participar de algumas atividades, é preciso fazer a inscrição com antecedência no site museudoamanha.org.br. Já outras são preenchidas por ordem de chegada. No sábado, 5 de janeiro, por exemplo, o visitante poderá soltar pipas na parte externa do museu enquanto um professor de física explica aspectos interessantes da diversão.

No dia 12, os participantes poderão conhecer um minhocário em funcionamento e aprender como fazê-lo em casa aproveitando o próprio lixo. A Oficina Sensorial para Bebês, no dia 19 de janeiro, traz cantigas de roda, instrumentos musicais, contação de histórias, fantoches, além de livros interativos, sonoros e de panos.

Os participantes serão convidados a experimentar o processo de fotografia artesanal no dia 22, com câmeras de orifício, passando pelo ato fotográfico até a revelação e fixação das imagens em laboratório preto e branco. Também vai ocorrer uma saída fotográfica com a turma, em que cada pessoa poderá escolher, a partir de reflexões propostas, o que registrar no entorno do Museu do Amanhã.

Mais informações em museudoamanha.org.br.

Fonte: catracalivre.com.br

Peregrinos

Conta-se a história de um viajante que, faz muitos anos, bateu à porta de um castelo medieval da França.

– Por gentileza, senhor, posso conseguir pousada para a noite? – perguntou ele ao homem que veio abrir a porta.
– Este castelo não é para peregrinos – respondeu carrancudo, enquanto se dispunha a fechar a porta.
– O senhor é o proprietário? – indagou o viajante.
– Sou – respondeu secamente.
– E quem viveu neste castelo antes do senhor?
– Meu pai.
– Bem, e antes do seu pai?
– Meu avô, é claro – respondeu o senhor feudal com ar de enfado.
Foi então que aquele viajante disse:
– E assim mesmo o senhor diz que este castelo não é para peregrinos?

De tempos em tempos, é preciso lembrar ao cristão, que neste mundo, ele é realmente um forasteiro. Nós somos peregrinos.

Todos nós somos viajantes num caminho apertado e estreito.

Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome.” Hebreus 13.14