Estradas

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21/06/2018

O Brasil deu passos importantes para reduzir os acidentes de trânsito, mas não cumprirá as metas fixadas junto à Organização das Nações Unidas de reduzir os desastres pela metade até 2020. Em 2011, quando passou a vigorar o acordo, morriam nas rodovias brasileiras, em média, 24 pessoas por 100 mil habitantes. Agora, são 18 por 100 mil. As estatísticas mostram que entre 40 mil e 50 mil brasileiros ainda perdem a vida nas estradas todos os anos. Trata-se de uma epidemia que mata mais do que guerras como a da Síria.

Diante do fracasso do Brasil e de boa parte dos países que se comprometeram com a ONU a atacar essa praga, a meta de redução das mortes no trânsito foi esticada para 2030. Mas será preciso um grande engajamento de Estado e sociedade para evitar uma nova frustração. Duas políticas adotadas pelo país são apontadas como primordiais para evitar um quadro ainda mais assustador nas ruas e nas estradas brasileiras.

A primeira, a Lei Seca, que completou 10 anos neste mês. Pelos cálculos do deputado Hugo Leal, autor da lei, pelo menos 41.000 vidas foram salvas desde que o país passou a combater o consumo de álcool por quem está ao volante. A segunda política entrou em vigor em 2015. A Lei 13.103 passou a exigir exame toxicológico para motoristas profissionais, com carteiras C, D e E. Em 2 anos de vigência desta lei, cerca de 1 milhão e 200 mil motoristas foram retirados das rodovias porque não conseguiram passar nos testes ou se recusaram a fazê-los.

Os maiores responsáveis pelas mortes nas estradas são caminhoneiros que recorrem ao uso de drogas para cumprirem jornadas extenuantes. Pelos cálculos do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Renato Dias, 48% das mortes registradas em rodovias do país em 2017 foram provocadas por veículos pesados. Procurador do Ministério Público do Trabalho, Paulo Douglas afirmou que a principal droga consumida por caminhoneiros é a cocaína. Para ele, esse quadro só vai mudar quando houver ajustes na legislação.

Ao mesmo tempo em que trouxe avanços, a Lei 13 mil 103 abriu brechas para a exploração de motoristas profissionais ao liberar as jornadas de trabalho. Segundo Rodolfo Rizzoto, coordenador do site S.O.S. estradas, a maior parte dos caminhoneiros passa mais de 200 dias nas estradas e cumprem jornadas semanais de mais de 80 horas.

Não bastasse o excesso de trabalho, vários desses profissionais são assediados e aliciados por traficantes. Passam a consumir entorpecentes e a transportá-los ilegalmente. Por isso, matam tanto nas rodovias. Na opinião do desembargador Henrique Calandra, o Judiciário deve ser mais ativo para punir aqueles que matam no trânsito e tem que firmar entendimento não só para quem dirige veículos pesados, como para todos os motoristas.

Fontes: Correio Braziliense

 

Entrevista com o coordenador de tráfego da CCR ViaOeste, Alessandro Silva. Confira:

 

 

Iniciativa traz cientistas para falar com o povão na Paulista

O pessoal do Via Saber está organizando um interessante encontro em plena Avenida Paulista no próximo domingo, 24 de junho. Um time de pesquisadores ficará à disposição de quem passar pelas vizinhanças do metrô Trianon-Masp para bater papo e tirar dúvidas sobre como a ciência funciona. O evento vai ocorrer das 15h00 às 17h00 da tarde.

Os interessados poderão ter uma conversa individual com um especialista e fazer uma pergunta por vez. Paula Passarin, integrante do Via Saber, afirma que o grupo quer mostrar que a ciência é importante e que podemos aplicá-la nas mais variadas questões da sociedade.

O Via Saber é uma iniciativa estudantil que tem como principal objetivo fortalecer o diálogo entre comunidade científica e sociedade. Para isso, conta com o apoio do Instituto de Física da USP. Mais informações na página facebook.com/ViaSaber.

Fonte: UOL

 

A estrada

Semana passada eu tive um sonho interessante. Sonhei que iniciava uma jornada por uma estrada esburacada que se perdia num horizonte infinito. Eu estava cabisbaixo, triste e descalço.

De ambos os lados uma vegetação, rasteira e aromatizada, mostrava-se coberta pela poeira lançada por um vento sereno e refrescante, que de contínuo sussurrava em meus ouvidos. De repente, notei que cada dez ou doze passos que dava, algo novo acontecia. Já não estava mais cabisbaixo e triste. Meus pés estavam calçados. Os buracos da estrada começavam a desaparecer e pouco a pouco a poeira das plantas sumia como o orvalho que evapora com os primeiros raios do sol.

Apertava o passo e a estrada se deslumbrava à frente. Um asfalto bem preto, com cheiro de novo cobria a poeira do chão batido. Flores perfumadíssimas forravam as margens da estrada como um tapete colorido e cheiroso. Árvores frondosas e frutíferas surgiam aos montes, brotando da terra numa rapidez vertiginosa e indescritível, como na imagem de um filme acelerado. Eram goiabeiras, figueiras, jabuticabeiras, uma infinidade delas em harmonia sinfônica com as flores do campo que deixavam aquele lugar com o aroma e o vislumbre de um paraíso angelical.

Percebi, então, que bem à frente a estrada se elevava lenta e sinuosamente, de modo que em pouquíssimo tempo eu já não conseguia ver o outro lado. Foi quando avistei uma luz que, começando tênue, ia intensificando-se à medida em que eu me aproximava.
Contudo, ainda não conseguia ver o que estava do outro lado da estrada, e muito menos o que produzia aquela luz. Andei mais depressa. Corri. A luz se intensificava. Corri mais depressa ainda. Estava perto, quase chegando. Quando me aproximei para ver o que realmente havia no fim da estrada, acordei.

Moral da estória: Na vida nem sempre se consegue o que queremos. O importante é seguir em frente com Jesus.

Por: Rev. Josivaldo de França Pereira