Estradas

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07/09/2018 – FIQUE POR DENTRO

O país que parou com uma greve de caminhoneiros, em maio, tem a maior parte de suas estradas sem pavimentação. Tem terra, cascalho, areia… menos asfalto. O estado de conservação das rodovias brasileiras foi uma demanda paralela dos motoristas de carga, que se rebelaram principalmente contra o preço do óleo diesel. O Brasil tem cerca de 1 milhão e 500 mil quilômetros de estradas. Porém, apenas 211 mil quilômetros com asfalto.

O Ministério dos Transportes pondera que, nesse montante, estão consideradas todas as estradas do Brasil, que se dividem em federais, estaduais e municipais. E destaca que apenas 5% estão sob jurisdição federal – o correspondente a 76 mil quilômetros distribuídos em 165 BRs. Ou seja, o maior volume de rodovias, pavimentadas ou não, é de responsabilidade de estados e municípios.

Dados disponíveis no site da pasta dão conta de que a malha federal tem 64 mil e 800 quilômetros pavimentados, o que corresponde a 84,7%. Desses, 7 mil e 700 quilômetros são estradas duplicadas. O Anuário Estatístico de Transportes, que unificou dados de 2010 a 2016, mostra queda de 1 bilhão e 400 mil reais no investimento público no período – de mais de 10 bilhões para cerca de 8 bilhões e 600 milhões.

O documento apresenta também informações sobre a evolução do estado das rodovias federais. E, em seis anos, somente 2 mil e 700 quilômetros de estradas ganharam asfalto. O Ministério dos Transportes afirma que esse avanço não é mais rápido e maior devido à enorme necessidade de gastos com manutenção.

Boletim econômico da Confederação Nacional do Transporte aponta queda de quase 3 bilhões de reais no valor previsto pelo governo para ser investido neste ano em todo o transporte brasileiro. Em estradas, menos de 2 bilhões foram aplicados até o momento. A situação das rodovias estaduais e municipais não são repassadas à União. O valor disponível para uso na manutenção e construção de novas estradas está disponível apenas nas administrações locais.

Não há, porém, um local que concentre os dados de todo o país. O que se sabe é que as rodovias são a mais importante forma de transporte de cargas no Brasil. Conforme informações do Plano Nacional de Logística, os caminhões levam 65% da carga nacional.

Fonte: gazetadopovo.com.br


Entrevista com a jornalista Julia Fabri. Ela é repórter do programa Brasil Caminhoneiro, do SBT. Confira:

 


Brasil gasta 6% do PIB em educação, mas desempenho escolar é ruim

O Brasil gasta anualmente em educação pública cerca de 6% do Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos aqui. Esse valor é superior à média de 5,5% dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. No entanto, o Brasil vai mal em avaliações internacionais de desempenho escolar, ainda que existam casos de sucesso nas esferas estadual e municipal.

A avaliação é da Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda. Segundo um relatório, o gasto brasileiro também supera países como a Argentina, Colômbia, Chile, México e os Estados Unidos. O documento mostra ainda que a despesa federal em educação quase dobrou, passando de 4,7 para 8,3% no período de 2008 a 2017. O problema no Brasil, de acordo com o relatório, não está no volume dos gastos, mas na necessidade de aprimoramento de políticas e processos educacionais.

Fonte: Agência Brasil


A estrada

Semana passada eu tive um sonho interessante. Sonhei que iniciava uma jornada por uma estrada esburacada que se perdia num horizonte infinito. Eu estava cabisbaixo, triste e descalço.

De ambos os lados uma vegetação, rasteira e aromatizada, mostrava-se coberta pela poeira lançada por um vento sereno e refrescante, que de contínuo sussurrava em meus ouvidos. De repente, notei que cada dez ou doze passos que dava, algo novo acontecia. Já não estava mais cabisbaixo e triste. Meus pés estavam calçados. Os buracos da estrada começavam a desaparecer e pouco a pouco a poeira das plantas sumia como o orvalho que evapora com os primeiros raios do sol.

Apertava o passo e a estrada se deslumbrava à frente. Um asfalto bem preto, com cheiro de novo cobria a poeira do chão batido. Flores perfumadíssimas forravam as margens da estrada como um tapete colorido e cheiroso. Árvores frondosas e frutíferas surgiam aos montes, brotando da terra numa rapidez vertiginosa e indescritível, como na imagem de um filme acelerado. Eram goiabeiras, figueiras, jabuticabeiras, uma infinidade delas em harmonia sinfônica com as flores do campo que deixavam aquele lugar com o aroma e o vislumbre de um paraíso angelical.

Percebi, então, que bem à frente a estrada se elevava lenta e sinuosamente, de modo que em pouquíssimo tempo eu já não conseguia ver o outro lado. Foi quando avistei uma luz que, começando tênue, ia intensificando-se à medida em que eu me aproximava.
Ainda não conseguia ver contudo, o que estava do outro lado da estrada, e muito menos o que produzia aquela luz. Andei mais depressa. Corri. A luz se intensificava. Corri mais depressa ainda. Estava perto, quase chegando. Quando me aproximei para ver o que realmente havia no fim da estrada, acordei.

Moral da estória: Na vida nem sempre se consegue o que queremos. O importante é seguir em frente com Jesus. Feliz Ano Novo!