Esporte – Retrô 2018

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27/12/2018 – FIQUE POR DENTRO

O ano de 2018 foi marcado por grandes eventos esportivos. A Copa do Mundo da Rússia inaugurou o uso de novas tecnologias, como o árbitro de vídeo no futebol. E o Brasil ficou em sexto lugar na competição que teve a França como campeã. No surfe, o brasileiro Gabriel Medina repetiu a dose no Havaí e conquistou o segundo título mundial. Ele já havia levantado o troféu em 2014. A façanha se deu em um bom momento do surfe nacional. Tanto que os atletas brasileiros ganharam nove das 11 etapas na elite e provaram que a nova geração tem tudo para encantar o mundo nas ondas.

Depois de um período sabático, a norte-americana Simone Biles conquistou medalhas nas seis provas realizadas no Mundial de ginástica artística em Doha. Ela foi ouro no individual geral, na competição por equipes, no salto e no solo, além de prata nas barras paralelas e o bronze na trave. A norte-americana alcançou 14 ouros e 20 medalhas no total em Mundiais.

O queniano Eliud Kipchoge venceu a Maratona de Berlim em 16 de setembro e quebrou o recorde mundial da prova. O tempo foi de 2 horas 1 minuto e 39 segundos, superando a marca de seu compatriota Dennis Kimetto, o recordista mundial anterior. Aos 33 anos, Kipchoge foi o grande nome do atletismo em 2018 – ele já havia vencido a prova na capital alemã, em 2015 e 2017, e acumula três pódios olímpicos – ouro em 2016, na maratona; prata em 2008, na prova de 5 mil metros; e bronze em 2004, também nos 5 mil metros.

Uma cena que até tempos atrás parecia impossível marcou a cerimônia de encerramento da Olimpíada de Inverno. Desafetas históricas, as Coreias do Sul e do Norte entraram lado a lado no estádio em Pyeongchang, sinalizando a desejada paz que terminaria com longos anos de conflitos entre as nações. A cena foi vista logo no início da cerimônia. As delegações de ambos os países desfilaram pelo estádio sob intensos aplausos, com bandeiras das duas Coreias, além das cores da península coreana.

O tenista Roger Federer levantou um troféu de Grand Slam pela vigésima vez em sua carreira. O suíço defendeu o título conquistado em 2017 e chegou ao sexto troféu em Melbourne, se igualando aos recordes do sérvio Novak Djokovic e do australiano Roy Emerson – este antes da Era Aberta do tênis.

Assim como ocorreu há quatro anos, a seleção brasileira masculina de vôlei voltou a ser batida pela Polônia na final do Campeonato Mundial da modalidade. Em Turim, na Itália, o time comandado por Renan Dal Zotto foi derrotado pela equipe europeia por 3 sets a 0.

O mesatenista brasileiro Hugo Calderano conseguiu vencer Fan Zhendong, chinês número um do mundo no torneio que contou com os 16 melhores jogadores da temporada. Calderano acabou o ano com a sexta colocação no ranking mundial, a melhor da história de um brasileiro.

Lewis Hamilton não desperdiçou a segunda chance e sacramentou o pentacampeonato na Fórmula 1 ao chegar em quarto lugar no GP do México. Com uma atuação cautelosa, o piloto da Mercedes fez a sua parte para garantir o título, como fizera em 2008, 2014, 2015 e 2017. Já Fernando Alonso decidiu mudar de ares e anunciou sua despedida da Fórmula 1.

Fonte: blogs.opovo.com.br


Entrevista com o jornalista Walter Fernandes, apresentador do programa Atletas no Ar e Gustavo Henrique, o “menino do esporte” da  Rádio Trans Mundial. Confira:

 

Qual a relação entre tempestades solares e o preço do gás natural?

Se você quiser saber os preços futuros do gás natural, talvez seja hora de monitorar o Sol. As tempestades magnéticas em sua superfície podem gerar áreas de aparência escura chamadas manchas solares, marcas que aumentam e diminuem em ciclos de cerca de 11 anos e que podem conter pistas para a previsão de padrões climáticos: quanto menos pontos, mais frio será o inverno em certas áreas do Hemisfério Norte. Pelo menos essa é a teoria que está ganhando terreno entre os meteorologistas comerciais que buscam novas formas de atender seus clientes.

Para entender o assunto, pense no campo magnético do Sol como uma espécie de guarda-chuva da Terra. O guarda-chuva pode impedir que parte dos raios cósmicos — partículas carregadas de estrelas mortas há tempos — bombardeiem a atmosfera. Quando se formam menos manchas solares, o campo enfraquece e mais raios atravessam e atingem a Terra. E então, aumentam as chances de que o ar gelado que sai do Ártico, como normalmente ocorre durante o inverno, fique preso na parte leste da América do Norte ou na Europa e traga episódios de frio rigoroso.

Nem todos no mundo da meteorologia acreditam no poder preditivo das manchas solares no que diz respeito ao clima da Terra. Além disso, a questão gera polêmica porque reforça a teoria de alguns negacionistas das mudanças climáticas de que o aquecimento global não é uma ameaça; muito em breve, um ciclo de resfriamento gerado pelas manchas solares virá nos socorrer, defendem essas pessoas, refrescando a Terra.

O Sol atualmente está em um período livre de manchas, conhecido como mínimo solar. O último ocorreu por volta de 2009. O iminente El Niño no Pacífico já sinaliza um inverno tempestuoso nos Estados Unidos, que pode ser ampliado pelo mínimo solar. E o mercado parece estar suspeitando disso. Os futuros do gás natural subiram 41% em novembro, maior ganho para o mês desde 2000. Os estoques de gás atingiram uma baixa sazonal de 16 anos com a chegada da temporada de uso para aquecimento.

Fonte: UOL

Retrato errado

Talvez você tenha visto um retrato clássico de Cristo no jardim. Ajoelhado ao lado de uma pedra grande, com uma toga branca e as mãos tranquilamente dobradas em oração. Uma aparência de serenidade em seu rosto. Uma luz do céu iluminando o cabelo marrom dourado. O homem que pintou este quadro certamente não usou o evangelho de Marcos como padrão. Olhe o que Marcos escreveu sobre aquela noite dolorosa.

“Então foram para um lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse aos seus discípulos: ‘Sentem-se aqui enquanto vou orar’. Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a ficar aflito e angustiado. E lhes disse: ‘A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem’. Indo um pouco mais adiante, prostrou-se e orava para que, se possível, fosse afastada dele aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres”. Então, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. ‘Simão’, ele disse a Pedro, ‘você está dormindo? Não pôde vigiar nem por uma hora? Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca’. Mais uma vez ele se afastou e orou, repetindo as mesmas palavras. Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Eles não sabiam o que lhe dizer. Voltando pela terceira vez, ele lhes disse: ‘vocês ainda dormem e descansam? Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores. Levantem-se e vamos! Aí vem aquele que me trai!’”

Olhe para as frases. “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal”. “Indo um pouco mais adiante, prostrou-se e orava”.
Isto parece uma cena de um Jesus santo descansando na palma de Deus? Dificilmente.

Marcos usou um quadro nebuloso para descrever a cena. Vemos um Jesus lutador, tenso e agonizante. Vemos “um homem de dores”. Vemos um homem brigando com medo, lutando com compromissos, e ansiando por alívio. O escritor de Hebreus escreveria mais tarde, “Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, Àquele que o podia salvar da morte”. Jesus está sofrendo. Jesus está na fase do medo. Jesus está encoberto, não em santidade, mas em humanidade.

É esse mesmo Jesus que pode ajudá-lo nesse momento se tão somente você clamar a ele.