Especial: Missão Cena

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07/07/2017 – FIQUE POR DENTRO

A Missão CENA é um trabalho social desenvolvido por missionários e voluntários, mantidos unicamente por meio de doações.

O trabalho é voltado à transmissão do Evangelho para a “população de rua, crianças em situação de risco, travestis, garotas de programa, albergados e famílias carentes do centro velho de São Paulo, denominado como ‘Cracolândia’”. Essa descrição está no site da instituição, e é acompanhada do propósito a que se dedica: “A Prevenção, o Resgate, a Restauração e a Reintegração do indivíduo na sociedade”.


Entrevista com o pastor João Carlos Batista, o João “Boca”. Ele fala sobre a Missão Cena. Confira:

 


Os bastidores da Missão Cena você também confere na reportagem que a jornalista Paula Ferreira fez pela Agência Radioweb:

 

Nova espécie de anfíbio é descoberta no Brasil

Uma nova espécie de anfíbio foi descoberta na Reserva Biológica de Pedra Talhada, entre Alagoas e Pernambuco. O anfíbio verde com pontos amarronzados nos membros pode chegar até 29 centímetros de comprimento.

Outra característica física do animal é uma linha escura na região dorso-lateral desde a ponta do focinho até a virilha. Alguns também possuem pontos marrons escuros ao longo do dorso e dos membros.

A espécie recebeu o nome científico, que significa “pedra esculpida preciosa de 2 cores”. O nome faz referência à coloração do animal e ao fato de a descoberta ter sido na Pedra Talhada, que é de administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.  O local é também uma das áreas com maior riqueza de anfíbios na Mata Atlântica do Nordeste do Brasil.

De acordo com os pesquisadores que descobriram o anfíbio, por enquanto, a espécie só é encontrada na lagoa do Junco, uma das áreas de vegetação mais conservada do local, a cerca de 850 metros de altitude.

Caixa Cultural abre mostra de filmes de diretoras negras em Brasília

Até o dia 11 de julho, a Caixa Cultural apresenta a mostra “Diretoras Negras no Cinema Brasileiro”. As sessões ocorrem no Teatro da Caixa, em Brasília, no Distrito Federal. Serão exibidos 45 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, fazendo uma retrospectiva da produção cinematográfica feita por cineastas negras brasileiras.

A mostra quer destacar a resistência dessas mulheres no mercado, já que não existe nenhum movimento de cineastas negras.

Entre outros temas, os filmes de ficção e documentários que serão exibidos, buscam retratar os aspectos do cinema negro brasileiro, o lugar da mulher negra na sociedade, a luta das empregadas domésticas e a luta por moradia da América Latina.

A programação ainda traz 2 debates abertos ao público, um sobre as perspectivas e as transformações de mulher negra no cinema nacional, e outro sobre o percurso das diretoras negras no cinema brasileiro.

A Caixa Cultural fica no Setor Bancário Sul, Quadra 4 Lotes 34, Asa Sul, Brasília. Mais informações: (61) 32-06-94-50.

O caminho de volta

Muitas narrativas bíblicas se tornaram mundialmente conhecidas, transcendendo etnias e religiões. Isso porque, na Bíblia, os ensinamentos da fé emergem da concretude da vida, não de heróis, mas de pessoas comuns, temerosas, apaixonadas, falhas. Uma dessas narrativas que marcaram a história da humanidade diz respeito a dois irmãos: Esaú e Jacó. Até mesmo o grande mestre da literatura brasileira, Machado de Assis, se inspirou nessa narrativa bíblica para escrever uma de suas mais famosas obras.

Esaú e Jacó foram filhos de Isaque e Rebeca, cuja gravidez havia sido agitada. Os meninos se empurravam dentro de Rebeca, o que lhe chamava a atenção. Por essa razão, ela consultou a Deus e descobriu que o motivo de tanta agitação em seu ventre era prenúncio de uma relação conflituosa entre os dois irmãos, pais de duas nações, e que duraria por gerações.

Não deu outra. Esaú nasceu primeiro, com Jacó vindo logo em seguida, segurando o seu calcanhar. Esaú tornou-se um caçador habilidoso, cuja imagem é de um homem forte e destemido, enquanto Jacó se dedicou a cuidar dos rebanhos domésticos, um exemplo de homem caseiro e tranquilo.

No entanto, em meio a tanta tranquilidade, Jacó se aproveitou da oportunidade de ficar com a herança destinada ao filho mais velho, o primogênito Esaú. Através de uma hábil manobra, Jacó convenceu seu irmão a abrir mão dos seus direitos como primogênito. Tempos mais tarde, Jacó se aproveitou da velhice do pai Isaque, o enganou se passando por Esaú, e conquistou os direitos de filho mais velho. Claro que Esaú ficou descontente com as tramoias de Jacó, que a partir de então teve de fugir de casa, da vista de seu irmão, para não perder a vida.

Passados muitos anos, se cumpre na vida de Jacó e Esaú aquele velho ditado: “o mundo dá muitas voltas.” Aconteceu que Jacó, agora já casado, com filhos, rebanhos e muita gente junto dele, precisava voltar para a terra de seus pais. Havia chegado a hora de encarar Esaú, os erros cometidos no passado, e enfrentar as possíveis consequências de um encontro com o irmão de quem ele tinha tirado o direito de primogenitura. A história tem um final feliz. Esaú recebeu Jacó com um abraço e lágrimas que dispensaram as palavras de perdão e reconciliação.

Jacó teve que fazer o caminho de volta. É o que aprendemos com essa história. Não importa quantos anos, não importa o quanto adiemos; quantas noites mal dormidas, quanto peso de culpa se acumulem em nós; sempre chega o momento em que é preciso fazer o caminho de volta, o caminho da humilhação e da súplica pelo perdão.

Por: Israel Mazzacorati