Envelhecer bem

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11/04/2018

Um levantamento feito com 2 mil homens e mulheres acima dos 45 anos traçou um perfil do brasileiro na terceira idade. A pesquisa, divulgada em outubro do ano passado, revelou que 37 por cento dos entrevistados não pensam sobre como irão envelhecer e que 45 por cento não se sentem velhos. O maior medo deles é o de ficarem sozinhos à medida que os anos passam, seguido pelo temor de dependerem das pessoas ou ter alguma doença.

Os números, colhidos pela Sociedade de Geriatria e Gerontologia de São Paulo em parceria com a farmacêutica Bayer, mostram como pensa uma população que, em breve, será uma das maiores do país. Em 2050, a previsão é a de que 66 milhões de brasileiros estejam acima dos 70 anos, cerca de 1/3 da população.

Para especialistas, esse é um fato a ser comemorado. “O Brasil está alcançando um patamar interessante e envelhecer é uma conquista da sociedade”, comenta Maísa Karalla, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo.

 

Entrevista com a geriatria e gerontóloga, mestre em promoção da saúde, Andrea Prates. Ela fala sobre envelhecer bem. Confira:

 

Sífilis

A cada ano, 5,6 milhões de pessoas contraem sífilis no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a infecção se propaga mais facilmente que outras DSTs, como gonorreia e clamídia.

A doença é provocada pela bactéria Treponema pallidum e transmitida sobretudo pela via sexual (pela lesão genital que causa).

No Brasil, a sífilis adquirida (ou seja, em adultos) teve aumento de 27,9% entre 2015 e 2016 (dados mais recentes disponíveis. Em 2016, foram registrados 87.593 mil casos em adultos. As infecções por sífilis congênita em bebês, passada de mãe para filho na gestação, cresceram 4,7%.

Para cumprir a meta da OMS de eliminar as mortes por sífilis congênita, o Brasil terá de reduzir a taxa atual de 6,8 casos por mil nascidos vivos para no máximo 0,5 por mil.

 

Pelo menos 80 deputados trocam de legenda durante a janela partidária

Pelo menos 80 deputados federais aproveitaram o período conhecido como janela partidária para mudar de partido. É o que revela um levantamento do G1.

A pesquisa não leva em consideração detentores de mandato que estão fora do exercício parlamentar, ou seja, não estão entre os 513 parlamentares que, atualmente, compõem a Câmara.

A janela partidária é um período de 30 dias, previsto em lei, em que deputados federais e estaduais podem mudar de partido sem a possibilidade de perder o mandato por infidelidade partidária.

A lista com todos os filiados em cada partido deverá ser divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral no dia 18 de abril. A filiação partidária é um dos requisitos para o registro de candidatura para a eleição.

Fonte: G1

 

Pais Envelhecem

Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho. Plena de emoções, por vezes angustiante, ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém. Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça. Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor. Um sorriso é capaz de abrir as portas do paraíso. Chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternece, mas os anos passam.

Os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz. O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecemos. E então algo começa a mudar. Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas. Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância e isso é uma dor imensa para os pais.

Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebe as mínimas faíscas no olho de um filho. É quando pais, idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não me tem como seu herói particular? Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida. Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez, mas impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos. A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.

Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes. Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente. Passeios, comida, roupas, médicos?

Tudo passa a ser decidido pelos filhos. E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los? Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento? Sim, é o que a maioria dos filhos faz. Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou capacidade de decisão. E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor.

Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia. A cada manhã que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui.

O cheiro familiar da mãe estará ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa. Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.

Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias (mesmo que sejam repetidas) e dê-lhes atenção, afeto. Acredite, dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.