Empreendedorismo

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15/08/2018 – FIQUE POR DENTRO

Ter a perspectiva de uma carreira profissional em empresa ou no serviço público parece que está deixando de ser o sonho dos jovens brasileiros. Eles estão querendo, cada vez mais, a independência e se tornando empreendedores desde cedo. Essa é uma das principais descobertas da pesquisa GEM 2017, do Sebrae, que revela o novo perfil do empreendedor no país.

O estudo aponta que, no ano passado, a participação de pessoas entre 18 e 34 anos no total de empreendedores em fase inicial cresceu de 50 para 57%. Isso significa que são nada menos que 15 milhões e 700 mil jovens atrás de informações para abrir um negócio ou com uma empresa em atividade no período de até 3 anos e meio.

Outro dado interessante que a pesquisa mostra é que também aumentou o percentual de pessoas que buscam empreender por oportunidade, saltando de 57 para 59% dos entrevistados. Segundo o levantamento, a taxa total de empreendedorismo no Brasil foi de 36,4%. Em números absolutos, o contingente de empreendedores no Brasil chega a quase 50 milhões de pessoas.

De cada 100 brasileiros e brasileiras adultos (de 18 a 64 anos), 36 deles estavam conduzindo alguma atividade empreendedora, quer seja na criação ou aperfeiçoamento de um novo negócio, ou na manutenção de um negócio já estabelecido. Ou seja, um terço dos adultos brasileiros é empreendedor ou está envolvido na abertura do próprio negócio.

Outras revelações apontam que jovens na faixa etária entre 25 e 34 anos foram mais ativos na criação de novos negócios. Para se ter ideia de como esse dado é expressivo, isso significa que 30,5% dos brasileiros desta faixa etária estão tentando criar um negócio ou já detêm uma empresa com até 3 anos e meio de vida, período considerado estágio inicial do empreendimento ainda.

Na faixa etária mais jovem, entre 18 e 24 anos, também é expressivo o percentual de brasileiros empreendedores (20,3%) envolvidos com a criação de novas empresas. Com 24 milhões de empreendedoras, as mulheres rivalizam com os homens no total e são maioria entre os jovens empreendedores

E quando se trata de nível de escolaridade, o que chama a atenção é o fato de que entre os empreendedores iniciais, o grupo mais ativo é o que tem apenas o ensino fundamental completo, uma taxa que é 10 pontos percentuais acima da verificada no grupo de pessoas com nível superior.

Um número que salta aos olhos também dá conta de que quase 8 milhões de empreendedores estabelecidos não completaram o ensino médio. Como contraponto, porém, entre este mesmo grupo, 2 milhões têm ensino superior completo.

De acordo com o Sebrae, “o jovem brasileiro já entendeu que, para ter trabalho, a melhor alternativa é criar o próprio emprego, é empreender, inovar e gerar novas vagas. E eles não empreendem por necessidade, estão de olho nas oportunidades do mercado, estão atendendo demandas sociais e movimentando a economia.”

Fonte: Isto É


Entrevista com Laura Menegon. Ela é proprietária do Diário Café, em São Paulo. Confira:

 

Diário Café
R. Girassol, 481 – Vila Madalena
Horário: de segunda a sábado, das 10h às 18h
www.facebook.com/diariocafesp

 


Com ‘epidemia’ de cesáreas, 4 em cada 10 bebês nascem antes do tempo ideal

O Brasil vive duas novas “epidemias” relacionadas aos altos índices de cesárea – a de bebês prematuros (menos de 37 semanas de gestação) e a dos chamados “termo precoce”, que nascem em uma fase posterior, com 37 e 38 semanas. Um estudo feito pelas Universidades Católica e Federal de Pelotas mostra que 4 entre 10 crianças nascidas no Brasil em 2015 tinham menos de 39 semanas de gestação, considerado período ideal.

Bebês que nascem com essa idade gestacional têm maior risco de adoecer e, no futuro, de apresentar problemas de aprendizado. Publicado na revista científica BMJ Open, o trabalho alerta para as consequências desse fenômeno, sobretudo no momento em que o país enfrenta uma crise econômica, com cortes nos investimentos de saúde pública e educação. A pesquisa tinha como objetivo mensurar o impacto das cesáreas na frequência de partos antes do período considerado mais seguro para o nascimento, compreendido entre a 39 e quarenta e uma semanas da gestação.

Há tempos especialistas suspeitam que a cesárea, sobretudo de data agendada, aumentava o risco de partos precoces. O levantamento comprovou a hipótese. Para fazer o estudo, pesquisadores analisaram individualmente 2 milhões e 900 mil registros de nascimentos ocorridos em 2015. Além disso, os autores avaliaram municípios que apresentaram diferentes taxas de cesáreas e concentraram a atenção naqueles que tinham mais de mil registros de nascimento anuais. Ao todo 520 se encaixavam nessas características; juntos respondiam por 82% dos relatos.

Nas cidades que apresentavam taxas de cesárea superiores a 80%, o indicador de partos prematuros era 21% maior do que naquelas que registravam menor proporção (com 30% de cesáreas). Mas a diferença mais significativa foi identificada na frequência dos nascimentos a “termo precoce” (37-38 semanas). Nas cidades onde as taxas de cesárea superam os 80%, a prevalência dos nascimentos de bebês nesta fase da gestação foi 64% superior quando comparado com municípios que tinham menos de 30% de cesáreas.

Crianças prematuras têm maior risco de morte e adoecimento nos primeiro período de vida e de problemas cognitivos mais tarde. Algo que acende o sinal de alerta, principalmente quando se leva em consideração que o Brasil tem o dobro da prevalência de prematuridade de países riscos. No caso de crianças nascidas entre 37-38 semanas, embora o impacto para saúde e desenvolvimento cognitivo seja menos acentuado, o número de crianças nessas condições é maior.

Prematuros respondem por 10% dos nascimentos no país e os pré-termo, por 30%. O risco é mais discreto, mas ele pode produzir uma carga de problemas importantes. Não menos significativa é a ameaça de dificuldades de saúde para a mãe.

Fonte: UOL


O lucro não compensa a dor

Revendo as manchetes de revistas, jornais e portais da internet nos últimos anos, parece existir um padrão recorrente entre líderes profissionais e religiosos, figuras do esporte e artistas em geral com quedas graves de suas posições de privilégio, riqueza e honra, para a desgraça pública e o ridículo. Poderíamos passar o dia todo elencando nomes de pessoas que se encaixam nesse perfil.

Quer sejam altos funcionários de bancos envolvidos em manipulação de taxas, políticos envolvidos em escandalosos casos de corrupção, ou altos executivos de empresas de investimento recomendando operações com conflito de interesses, ou ainda a liderança executiva de uma universidade de prestígio acobertando falhas morais graves, todos perderam fortunas, posições de liderança, respeito no meio em que estavam envolvidos, bem como a liberdade pessoal, por causa de decisões péssimas. Ao tomá-las acreditavam que poderiam “se safar” e não ser descobertos.

Se pudesse entrevistar cada um deles, eu lhes perguntaria se o lucro potencial ou real de suas ações valeu o preço que pagaram, estão pagando ou pagarão no futuro. A maioria provavelmente admitiria ter cometido erros graves e, se tivesse nova oportunidade, escolheria outro curso de ação.

Tomamos decisões todos os dias. Suas decisões visam somente o lucro pessoal? Cuidado, pois essas decisões podem levar você ao caminho da desgraça. Busque o bem coletivo, o bem das pessoas que estão ao seu redor. Procure tomar decisões onde todos saem ganhando, nunca tome decisões onde o lucro e a vantagem de um é o prejuízo de muitos. O mundo será um lugar melhor quando, a começar de nós, optarmos pelo bem de todos ao invés do benefício próprio.

Texto de: Lane Kramer
Adaptado e ampliado por: Israel Mazzacorati.