Direitos da pessoa com deficiência

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01/12/2017 – FIQUE POR DENTRO

Quase 24% da população brasileira é composta por pessoas que possuem algum tipo de deficiência. De acordo com o último Censo do IBGE, o Brasil possui 45 milhões de Pessoas com Deficiência.

De acordo com o Ministério do Trabalho, nos últimos 5 anos, houve um aumento de 20% na participação de profissionais com deficiência no mercado de trabalho. Grandes empresas, bancos e indústrias já estão abrindo as portas para quem costumava ser excluído por suas limitações.


Entrevista com a advogada, Tatiana Viola de Queiroz. Ela fala sobre os direitos da pessoa com deficiência. Confira:

 


Desmatamento em unidades de conservação federais cai

O desmatamento nas unidades de conservação federais caiu 28% entre agosto de 2016 e julho de 2017. O período anterior havia marcado 221 quilômetros quadrados de mata. Os dados são do Projeto de Desmatamento e Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal, e, foram divulgados pelo ministro do Meio Ambiente, em evento paralelo na programação da COP 23.

Essa foi a segunda menor taxa desde 1997 em relação às unidades de conservação. Para o ministro, o número é explicado pelo fortalecimento do comando e controle na região.

Somente no Pará, houve 65% de redução na Floresta Nacional do Jamanxim, o maior percentual registrado entre as unidades de conservação. A Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, registrou queda de 36% no desmatamento.


Borboletário apresenta um balé de cores com mil borboletas

O borboletário da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica é uma boa pedida para visitação. O parque fica localizado na Avenida Otacílio Negrão de Lima, em Belo Horizonte. O local é preparado para receber grupos escolares, famílias e outros interessados em conhecer o ciclo completo de vida de mariposas e borboletas.

Com uma proposta diferenciada, a visita ao borboletário acontece em 2 momentos: no primeiro, o visitante assiste a um vídeo sobre o ciclo de vida de borboletas e de mariposas. Já no momento seguinte, o público é encaminhado ao viveiro de exposição.

Com entrada franca, o espaço é aberto para visitação de terça a sexta, sendo que de quarta e sexta, recebe grupos agendados. Aos sábados, domingos e feriados, o borboletário abre, mas o atendimento é por ordem de chegada. Para mais informações: (31) 32-77-84-89.


Angústias da alma

Angústia é o estado de quem está diante de “um afluxo incontrolável de excitações muito variadas e intensas a que é incapaz de responder”, pelo menos foi o que disse o dicionário Houaiss. Conforme o livro de Gênesis, alma é o conjunto indissociável formado pelo corpo e o espírito humano: pó da terra + fôlego da vida = alma vivente. As angústias da alma implicam, portanto, um inevitável estado de excitamento diante de incontáveis possibilidades, tanto para o corpo quanto para o espírito: a dança da alma diante do efêmero e o eterno, o singelo e o sublime, o animal e o divino, a terra e o céu, que se entrelaçam numa unidade de mútua afetação, pois o que o corpo experimenta toca o espírito e o que o espírito penetra faz tremer o corpo.

As angústias da alma nos jogam de um lado para o outro e não sabemos se nos basta um calmante ou uma oração, ou ambos. Não se sabe se o apelo vem da imanência ou da transcendência. Não é possível distinguir o necessário: o pão ou a providência, o aplauso ou o significado, o sexo ou o afeto, o prazer ou o arrebatamento. Na verdade, não sabemos sequer se uns existem sem os outros, ou, por exemplo, onde estará o afeto sem o toque, a providência sem a mesa posta, a realização sem o reconhecimento, o significado sem a aprovação, o êxtase sem a sensação. Pode o faminto experimentar a segurança; a pertença conviver com a solidão; o útil permanecer anônimo?

De noite, quando o sono não vem, gosto de me imaginar andando sobre as nuvens. Diante de mim um imenso arquivo de madeira, branco patinado, com gavetas abertas e em cada gaveta uma etiqueta com a inscrição de um objeto de minhas preocupações, ansiedades, sonhos, responsabilidades e amores: uma gaveta para minha esposa, uma para cada um dos meus filhos e genro, minha mãe, meu trabalho, meus amigos, meu futuro, e o paradoxo do mundo distribuído em incontáveis gavetas, que percorro lentamente até mergulhar no sono. Caminho calmamente entre as nuvens, como que flutuando, com o único esforço de fechar cuidadosamente cada gaveta, num gesto de gratidão, devoção e consagração: fechar a gaveta é entregar seu cuidado às mãos de Deus. Assim faço minhas orações. Assim vou desacelerando a alma, diminuindo e cadenciando o coração, tratando cada fantasia e administrando cada conflito. Assim oro nas noites de sono difícil, e acabo dormindo sem saber quais gavetas ficaram por fechar.

[…]

Por essas e outras é que minha alma vai dormir exausta. E haja gaveta pra fechar… Por enquanto, sigo meu caminho sob o epitáfio de Olga Benário: lutando pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. E muito agradecido a Deus pela maravilhosa oportunidade de viver.

Por:
Ed René Kivitz (Adaptado por Israel Mazzacorati)