Desastres naturais

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14/09/2017 – FIQUE POR DENTRO

6 dias após o furacão Irma tocar o solo do Caribe pela primeira vez, milhares de pessoas ainda sofrem com a falta de água, alimento e com a onda de violência que eclodiu nas ilhas mais afetadas.

Quando atingiu o Caribe, o Irma era classificado como um furacão de categoria 5 e um dos mais poderosos da história a se formar no oceano Atlântico. Pelo menos 4 pessoas morreram. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a passagem do Irma pela região deixou milhares de pessoas desabrigadas. Segundo a entidade, há a necessidade também de mais médicos.

Somente na parte holandesa de Saint Martin, cerca de 5 mil pessoas estão sem alojamento por causa dos danos causados em 40% das construções.


Entrevista com a pesquisadora do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina, Regina Rodrigues. Ela fala sobre desastres naturais. Confira:

 


Por que é tão difícil um furacão como o Irma atingir o Brasil?

Países caribenhos e pessoas que vivem em algumas regiões da costa leste dos Estados Unidos estão em alerta para a chegada do furacão Irma. A NASA, agência espacial americana diz que o fenômeno, que está no mar do Caribe, é o maior registrado na última década.

Mas, por que, diferentemente desses lugares periodicamente atingidos por fenômenos climáticos similares, o Brasil não precisa se preocupar com isso?

Segundo meteorologistas, as chances de que isso aconteça por aqui são mínimas, e a explicação é que a formação de um furação depende de uma série de fatores que só foi registrado uma vez no país.

Especialistas explicam que um dos principais “combustíveis” para a formação de um furacão são as águas quentes do mar que precisam estar acima de 27° graus.

Outro fator necessário para a formação de um furacão é o cisalhamento ou a tesoura de vento, como são chamados às mudanças de velocidade ou direção das correntes. Os especialistas explicam que esse fenômeno é raro nos países localizados na linha do equador, como o Brasil.


Compensação e Reparação

Há algum tempo, minha esposa e eu recebemos de um grande fabricante químico a surpreendente oferta de compensação financeira pelo prejuízo que um de seus produtos causou aos nossos pinheiros. O acordo não apenas nos compensou pelas perdas, mas também incluiu 15% adicionais a título de reparação.

Com esse gesto, que a companhia não tinha a obrigação legal de fazer, ela demonstrou sua disposição de ir além do custo de repor nossas árvores: reconheceu que o problema nos causou contrariedade e dissabor e se ofereceu para corrigir isso com uma compensação adicional.

Não tenho como saber o processo que essa empresa de âmbito internacional utilizou para determinar o valor do acordo, mas conheço a origem do conceito de oferecer restituição: a Bíblia. Ela ensina que, “se um homem ou uma mulher prejudicar alguém… terá de confessar o pecado, devolver tudo e pagar mais um quinto para a pessoa que foi prejudicada” (Números 5.6-7).

Existem dois princípios inclusos nesse preceito. Um que postula que se um erro é cometido, e alguém sofre perda financeira ou material, deve-se exigir do ofensor que compense a vítima pelo valor da perda. Outro que determina que os danos podem exceder o valor real da perda e uma compensação adicional deve ser feita para a reparação.

Na sociedade atual geralmente vemos as companhias buscando se ater ao mínimo legal, tanto em termos de qualidade, como do serviço ao consumidor. Assim, é estimulante encontrar o exemplo de uma corporação comprometida em ir além do que é exigido, ou mesmo esperado que faça.

No “Sermão da Montanha”, Jesus disse a seus seguidores qual a forma apropriada de reagir aos inimigos, e os princípios que ele apresentou são também aplicáveis aos negócios, que desejam assegurar-se que os consumidores não se tornem inimigos ou adversários: “E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele um quilômetro, vá com ele dois” (Mateus 5.40-41).

Assim, sugiro que se você descobrir que errou para com alguma pessoa, mesmo que o ato tenha sido involuntário, e você realmente quiser corrigir o erro, considere acrescentar ao total dos danos, um valor adicional a título de reparação. Ninguém poderá acusá-lo por decidir fazer mais do que seria razoável esperar que fizesse.

Por Rick Boxx