Crises

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28/12/2017 – FIQUE POR DENTRO

As crises existenciais são fases de profunda reflexão, marcadas principalmente pelo conflito pessoal e que podem surgir a qualquer momento da vida.

De acordo com os psicólogos, existem cinco principais sintomas que caracterizam a maioria das crises existenciais.


Entrevista com a psicóloga e mestre em gerontologia, Dorli Kamkhagi. Ela fala sobre a crise da meia-idade. Confira:

 


Afetado por furacão, observatório da NASA é reativado

Após meses de interrupção devido aos estragos do Furacão Maria, ativo em setembro deste ano, o radar do Observatório de Arecibo, em Porto Rico, voltou a funcionar. Além disso, o local já iniciou os trabalhos com registros de uma nova imagem do asteroide 3200 Phaethon.

O asteroide é, segundo a agência, possivelmente a fonte da chuva de meteoros Gemínidas. O radar planetário do observatório conseguiu fazer a nova fotografia no dia 17 de dezembro. Com isso, a NASA revela que o objeto é esférico e com um diâmetro de cerca de 6 quilômetros, ou seja, 1 quilômetro a mais do que era estimado.


Deus acolhe crises

Somos assim: filhos do instantâneo, incapazes de aprofundar e acolher as crises, os conflitos, as dúvidas do outro e de nós mesmos. Por isso, para todas as questões da vida inventamos um analgésico, uma droga para nos iludir que estamos bem e que resolvemos a questão.

O nosso Mestre Jesus não é assim. Ele trata de nossas crises com paciência, com dedicação, com empenho. Veja como ele lidou com os discípulos que voltam para Emaús levando na mochila muita frustração, dor, saudades e dúvidas. Não tiveram nem a paciência de esperar o fim do terceiro dia (o dia da prometida ressurreição) e já desistiram dos seus sonhos, das profecias e da promessa de Cristo.

Jesus lhes aparece como um viajante desconhecido e desavisado, que andando por ali, passou a ter parte na conversa. Em resposta à crise dos discípulos, Cristo poderia muito bem ter usado um paliativo para amenizar a sua dor. Quando Cléopas perguntou “és o único que ignoras os acontecimentos dos últimos dias?”, Cristo poderia ter simplesmente batido no seu ombro e estancado a dor com a revelação: “Eu sou o Cristo ressurreto! Deixem de choro e voltemos a Jerusalém!”. Mas não! Jesus mais uma vez surpreende! Ele faz outra pergunta em que os discípulos têm a oportunidade de aprofundar as suas crises…Jesus pergunta: “Quais?”. Devolvendo uma pergunta, Jesus dá a oportunidade a Cléopas e a seu amigo de conversarem sobre a sua dor e decepção, relembrarem o ministério e a morte de Cristo e pautarem a pressuposta ressurreição do Mestre testemunhada pelas mulheres.

Jesus aprofunda a crise dos discípulos para que eles garimpem tesouros de convicções! Muitas vezes não agimos assim. O máximo que fazemos é uma oração relâmpago ou um conselho desprovido de envolvimento. Jesus percorre aproximadamente 12km sem se revelar. Ele não tem pressa para “socorrer” os discípulos. Nossos conflitos não são, necessariamente, sinônimos da ausência de Deus. Ele pode estar em silêncio, mas está sempre presente. De Jerusalém para Emaús; da frustração para a promessa cumprida; da saudade para a doce presença; da distância para a comunhão, isto foi o que produziram os 12km de conflito respeitados pelo Mestre.

Que aprendamos com o nosso mestre Jesus a andar o quanto for necessário com os nossos irmãos, respeitando suas dores, frustrações, dúvidas e medos, sem clichês, respostas prontas e sem a pretensão de sermos o messias na tentativa de socorrê-los.