Crianças e adolescentes fora da escola

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13/03/2017

A universalização da Educação Básica continua sendo um desafio no Brasil. Segundo os dados do Censo Escolar 2016, divulgados em fevereiro pelo Inep, 2,8 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão fora da escola. O ensino é obrigatório para essa faixa etária.

A maior parte dessa população tem entre 15 a 17 anos, idade considerada adequada para o Ensino Médio. São quase 1,6 milhão de adolescentes sem frequentar as aulas. No segundo lugar da lista dos que não têm acesso garantido à escola, estão os pequenos de 4 e 5 anos. São 821 mil crianças fora da pré-escola.

O atendimento de todos os estudantes da pré-escola e do Ensino Médio são metas do Plano Nacional da Educação, que está em vigor desde 2014. No entanto, o prazo para o cumprimento desses objetivos venceu no ano passado.

 


Com a coordenadora de projetos da Campanha Nacional Direito Educação, Maria Rehder. Ela fala sobre a exclusão escolar

 

 

Enem 2017 será em 2 domingos seguidos de novembro

 O Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem 2017 será realizado em 2 domingos consecutivos: 5 e 12 de novembro. No ano passado, a prova foi aplicada em um fim de semana. A modificação integra uma lista de novidades divulgadas pelo Ministério da Educação na semana passada.

A decisão de alterar o esquema de datas do Enem foi tomada após a realização da consulta pública sobre o exame, entre os dias 18 de janeiro e 17 de fevereiro. Dos mais de 600 mil participantes, 63,70% votaram que o Enem deveria ocorrer em 2 dias e 36,30 por cento opinaram que deveria ser aplicado em um dia só.

Uma das consequências da realização do exame somente aos domingos é atender uma antiga reclamação dos candidatos sabatistas. Por causa da religião, eles só podem estudar ou trabalhar aos sábados após o sol se pôr.

As inscrições para o Enem 2017 ficarão abertas entre os dias 8 e 19 de maio de 2017. O edital com mais informações sobre o exame será publicado até o dia 10 de abril.

 

Mostrando Compaixão

Na verdadeira comunhão, amizade ou relacionamento em que existe mútuo suporte, as pessoas experimentam compaixão. Comunhão é o espaço para a graça, onde erros não são constantemente lembrados, mas apagados e esquecidos. Comunhão acontece quando compaixão vai adiante da justiça.

Todos precisam de compaixão. Todos nós tropeçamos e caímos, necessitando de auxílio para retomar a jornada. Por isso, devemos estar dispostos a oferecer e receber compaixão uns aos outros.

Não é possível ter comunhão no ambiente de trabalho, numa organização comunitária ou na família sem perdão porque a amargura e o ressentimento sempre destroem a comunhão. Às vezes ferimo-nos uns aos outros intencionalmente; outras vezes sem intenção. Mas em ambos os casos é necessária muita compaixão e graça para gerar e manter comunhão.

A Bíblia apresenta esta sábia admoestação: “Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros”.  A compaixão que Deus demonstra para conosco deveria servir como inspiração para demonstrarmos a mesma coisa para com outros, não importa sob que circunstâncias. Quando somos feridos por outra pessoa temos uma escolha a fazer:

Usar nossas energias e emoções para retaliar ou para solucionar a questão. Não é possível fazer ambas as coisas. Muitos hesitam em mostrar compaixão por não entender a diferença entre confiar e perdoar. Perdoar significa desligar-se do passado. Confiar  tem a ver com comportamento futuro. Perdão deve ser imediato, quer a pessoa o tenha pedido ou não. Confiança precisa ser ganha e reedificada ao longo do tempo.

Confiança requer histórico. Se alguém nos fere Deus nos ordena perdoar instantaneamente para nosso próprio benefício e o da outra parte. Falta de perdão pode se transformar em câncer emocional, fonte letal de permanente amargura. Entretanto, não se espera que confiemos imediatamente na pessoa que nos feriu, nem que continuemos permitindo que ela nos ofenda. Elas precisam provar, ao longo do tempo, que mudaram antes de reconquistar nossa confiança.

Mas enquanto damos tempo para que ocorram mudanças positivas em suas vidas, o primeiro passo deve ser perdoar essas pessoas, independentemente da ação terapêutica que elas escolherem adotar. Considere esta visão tirada das Escrituras: “…vocês devem perdoar- lhe e consolá-lo, para que ele não seja dominado por excessiva tristeza.” (Segunda carta aos Coríntios 2:7).

Texto de Rick Warren