Criação dos filhos

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26/02/2018 – FIQUE POR DENTRO

Dar casa, comida, lazer, cuidados médicos, educação formal, apoio sentimental e orientação espiritual não são tarefas simples, mas fazem parte do processo de educar um filho.

Porém, o tempo escasso, as pressões da sociedade, necessidades particulares e outras exigências que a vida moderna impõe parecem conspirar para o surgimento de um relacionamento prejudicado entre pais e filhos.


Entrevista com o pastor, psicólogo e apresentador do programa Família Hoje, Kleber Lima. Ele fala sobre a criação de filhos. Confira:

 

Instituto oferece mais de 850 vagas para cursos em Rio Branco

Em Rio Branco, o Instituto de Matemática, Ciência e Filosofia abriu inscrições para 13 cursos nas áreas de matemática, ciências da natureza e filosofia.

São 858 vagas nesse primeiro semestre e os cursos têm de 20 a 40 horas. As inscrições podem ser feita até o dia 22 de março. Na ficha de inscrição na internet tem os horários ofertados e também os pré-requisitos.

No edital, também há o cronograma para a convocação das turmas. A primeira chamada deve ser feita no dia 27 de março. Até o dia 28, os candidatos podem interpor recurso. As matrículas dessa primeira fase ocorrem de 2 a 4 de abril.

Os resultados do processo de seleção serão divulgados no site da Secretaria de Estado de Educação e Esporte e na fanpage do Instituto.

Pais e Filhos

Pode parecer estranho falar da relação entre pais e filhos em termos de hospitalidade, mas é questão central na mensagem cristã que os filhos não são propriedades para se ter e dominar, mas dons para se dar carinho e cuidados.

Nossos filhos são nossos mais importantes hóspedes; entram em nossa casa, pedem atenção, ficam algum tempo e depois saem para seguir seu próprio caminho. Os filhos são estranhos que devemos conhecer; possuem seu próprio estilo, seu próprio ritmo e suas próprias capacidades para o bem e para o mal. Não podem ser explicados a partir dos pais. Não é de surpreender, portanto, ouvir pais dizerem sobre os filhos: “São todos diferentes, nenhum se parece; eles sempre nos surpreendem e nos espantam”.

Pais e mães, mais do que família e amigos, sabem quanto seus filhos são diferentes deles e entre eles mesmos. […]

O que os pais podem oferecer é um lar, um lugar receptivo, mas que também possua as fronteiras de segurança, dentro das quais as crianças podem desenvolver-se e descobrir o que é útil e o que é danoso.

Ali a criança pode fazer perguntas sem medo e pode experimentar a vida sem risco de rejeição. Ali pode ser incentivada a ouvir seu eu interior e a desenvolver a liberdade que lhe dá coragem para sair de casa e prosseguir a jornada.

O lar hospitaleiro é o lugar onde pai, mãe e filhos podem revelar seus talentos uns aos outros; tornarem-se presentes uns aos outros como membros da mesma família humana e apoiar uns aos outros em sua luta comum para viver e fazer viver.

A consciência de que os filhos são hóspedes pode ser libertadora, pois muitos pais sofrem de profundo sentimento de culpa em relação a seus filhos, pensando que são responsáveis por tudo que eles fazem.

Quando veem o filho vivendo de uma maneira que desaprovam, os pais podem castigar-se com perguntas assim: “O que eu fiz de errado? O que deveríamos ter feito para evitar esse comportamento?” Podem perguntar-se onde falharam.

Os filhos no entanto, não são propriedades que possamos controlar, como marionetes, ou treinar como o domador aos seus leões. São hóspedes aos quais temos de responder, não posses pelas quais somos responsáveis.

A tarefa difícil da paternidade é ajudar a criança a crescer para a liberdade que lhe permite ficar de pé, física, mental e espiritualmente, e permitir-lhe afastar-se em sua própria direção.

A tentação é sempre agarrar-se à criança, usá-la para satisfazer nossos desejos, e apegar-se a elas, sugerindo, direta ou indiretamente, que nos devem muito. Não há dúvida de que é difícil ver nossos filhos afastarem-se depois de tantos anos de amor e trabalho para conduzi-los à maturidade, mas quando nos lembramos que são apenas hóspedes que têm seu próprio destino, somos capazes de deixá-los ir em paz com nossas bênçãos.

Um bom anfitrião é capaz não apenas de receber seus convidados com honra e oferecer-lhes todos os cuidados de que precisam, mas também de deixá-los ir quando chegar a hora.

Por: Henri Nouwen