Compras por impulso

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28/11/2017 – FIQUE POR DENTRO

Quem nunca saiu de casa com a intenção de comprar um item que precisava e voltou com algumas sacolas a mais? Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito divulgada em maio mostrou que 37% dos entrevistados admitiram ter comprado algo de que não precisavam nos 30 dias anteriores.

O percentual é maior entre as mulheres e consumidores da classe A e B, com ensino superior incompleto e renda própria.

O maior motivo que leva os consumidores a comprar por impulso são promoções. Preço atrativo, características do produto, como funcionalidade e beleza, além de facilidade de pagamento, também incentivam compras não planejadas.

A compra por impulso é um dos principais motivos do descontrole financeiro, de acordo com o SPC Brasil. A falta de equilíbrio do orçamento impede que os consumidores tenham uma reserva financeira para lidar com gastos imprevistos ou realizar metas.

Fonte: Exame


Entrevista com o consultor e especialista em E-commerce, Thiago Sarraf. Ele fala sobre compras por impulso. Confira:

 

O robô que pode ajudar a manter corações batendo no futuro

Um robô está sendo testado por cientistas para manter um coração batendo em caso de transplantes. Os primeiros testes foram feitos com um coração de porco, mas a expectativa naturalmente é de corações humanos possam ser mantidos batendo no futuro.

Nele, uma tira que contrai e se contorce, massageia o coração para manter o sangue circulando. Uma haste central, que vai dentro do coração junto com um disco, atua junto com a tira.

Segundo o estudo publicado em uma revista mensal norte americana, os testes foram feitos em corações suínos com diferentes problemas, e o dispositivo ajudou com sucesso para manter tudo funcionando como deveria, permitindo as intervenções cirúrgicas necessárias.

O robô ainda precisa ser melhorado, já que ele ainda é conectado a uma bomba de ar e uma caixa de controle por fios para funcionar direito. Além de mudanças de desenho, testes extensivos precisam ser feitos antes que ele seja usado em humanos.

Operação C’est fini

A operação C’est fini, deflagrada na semana passada no Rio de Janeiro, cumpriu todos os 5mandatos de prisão preventiva, pedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. Segundo a Polícia Federal, a ação ocorreu com base na delação premiada de Carlos Bezerra, um dos operadores da organização criminosa chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral.

A medida cautelar do juiz é um desdobramento das operações Calicute e Eficiência. O objetivo é desmontar a organização criminosa responsável pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo contratos para a realização de obras públicas, entre elas o arco metropolitano e a urbanização de grandes comunidades carentes da cidade, conhecida como PAC-Favelas.


Por que a Black Friday pega as pessoas

Black Friday é o dia de grandes promoções que lança a temporada de compras de Natal. Em mais uma moda importada dos EUA, o boletim Ideias no Ar, da Rádio Estadão, explica por que e como funcionam essas estratégias de marketing.

Em primeiro lugar, “os descontos”. O cérebro é muito ruim para avaliar valores absolutos, seja do que for. Isso é ainda mais difícil na consideração de valores tão arbitrários quanto preços. Mas ele é hábil em detectar – e valorizar – contrastes. Descontos jogam com isso: não temos certeza de quanto vale de verdade alguma coisa, mas ao sermos informados de que ela está custando bem menos do que antes automaticamente isso parece um negócio tentador.

Em segundo lugar, “ancoragem”. Fenômeno velho conhecido de marketing, também abusa da avaliação de contraste. Quando somos apresentados a um número qualquer, o próximo número será automaticamente comparado com o primeiro. Quando as etiquetas trazem “de R$ 1.000,00 por apenas R$600,00″, automaticamente seiscentos parece um número pequeno.

Em terceiro lugar, “a urgência”. Nós evoluímos como espécie num ambiente de poucos recursos, convivendo com a perene ameaça de falta: de alimento, de água, de segurança. Com isso, acabamos programados para tentar aproveitar ao máximo os recursos quando eles se tornam disponíveis, sem perda de tempo, antes que eles se esgotem. Quando a promoção é colocada nos termos “só hoje!”, “aproveite antes que acabe!”, “não perca!”, isso ativa nossa sensação de urgência.

Em quarto lugar, “a anestesia”. Já foi provado que gastar dinheiro ativa áreas do cérebro que sinalizam sensações desagradáveis. A compra on-line reduz esse sentimento ao eliminar o simples fato de manusear fisicamente o dinheiro. Sobretudo em sites nos quais o cadastro prévio permite a compra com um clique, sem sequer precisar consultar o número do cartão de crédito, essa dor do gasto é anestesiada.

Em quinto lugar, “a sugestionabilidade”. Embora nos desagrade, somos sim mais influenciáveis do que confessamos para nós mesmos, já que evoluímos em bando e quem seguia o grupo tinha mais chance de sobreviver. Com a multiplicação das notícias sobre as compras, a promoção, o movimento em torno dela, ficamos com a sensação de que todo mundo está participando, o que nos leva a considerar seriamente se queremos ser “os únicos” a ficar de fora.

Nada contra promoções, mas saber desses truques pode ajudar a nos proteger de arrependimentos quando chegar a fatura do cartão.

Dr. Daniel Barros – Psiquiatra