Companhia

share on:

20/12/2018 – FIQUE POR DENTRO

Podemos morrer mais cedo se passarmos a vida sozinhos. Vínculos próximos com amigos e familiares podem afastar problemas de saúde. A solidão é um fator de risco quanto ao declínio funcional e à morte prematura em adultos que têm mais de 60 anos. É o que revela uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos. Mais de 43% dos 1.604 participantes do estudo relataram que se sentiam excluídos, isolados e sem companhia com frequência.

Durante um período de seis anos de acompanhamento, mais da metade das pessoas que se identificaram como solitárias demonstraram dificuldades com a limpeza e a organização básica da casa e com tarefas pessoais. Descobriu-se também que elas tinham 45% a mais de risco de morrer mais cedo do que os adultos mais velhos que se sentiam mais conectados a outras pessoas.

A maioria das pessoas solitárias (62,5%) era casada ou não morava sozinha – uma indicação de que se sentir solitário e estar sozinho não são a mesma coisa. “Não é a quantidade, mas a qualidade de seus relacionamentos que importa”, disse Carla Perissinotto, geriatra que liderou o estudo. A pesquisa não investigou por que as pessoas diziam se sentir solitárias.

Outros estudos descobriram que a solidão crônica está associada a problemas de pressão arterial alta, doença cardíaca coronária, diminuição da resposta imunológica, depressão, dificuldades de sono, declínio cognitivo e demência. Até o momento, os pesquisadores ainda não compreenderam o modo como a solidão prejudica a saúde e acelera o envelhecimento.

As pessoas cronicamente solitárias – estimadas em 20% da população em geral e até 40% dos adultos com mais de 65 anos – podem ter problemas por causa da maneira como imaginam as outras pessoas. Em vez de procurar por sinais de aceitação vindos dos outros, as pessoas solitárias ficam em alerta procurando por sinais de rejeição.

A pesquisa surge em um momento em que um terço dos norte-americanos com idades entre 45 e 63 anos está solteiro, o que indica um aumento de 50% desde 1980. O número de divórcios entre casais de meia-idade ou mais velhos também está aumentando, com um em cada quatro adultos com mais de 50 anos se divorciando, o que ameaça os vínculos com amigos e familiares.

Mudanças de endereço, doenças e a aposentadoria são eventos comuns na vida da população de meia-idade, exigindo um esforço consciente para reconstruir uma rede social, disse o Dr. George Vaillant, professor e psiquiatra da Escola de Medicina de Harvard. Segundo ele, os relacionamentos são o segredo do envelhecimento saudável. O professor aconselhou a cultivar amizades com pessoas mais jovens por conta de seu vigor e do frescor de sua visão de mundo.

Fonte: saude.ig.com.br

 

Entrevista com o cantor Alann Marino. Confira:

Mais informações: triotris.com.br

 

Rastros de aviões no céu geram teorias conspiratórias

Para muita gente, o rastro branco deixado por aviões que rasgam os céus é algo natural ou desimportante. Mas para outros, inspira teorias conspiratórias — tanto que os Estados Unidos chegaram a emitir um relatório para acalmar a população. Mas, afinal, o que são os rastros deixados nos céus? Cientificamente falando, são “trilhas de condensação”, explica José Eduardo Barros, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Minas Gerais. Segundo Mario Festa, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, “são sempre causadas por aviões que utilizam combustão.”

Em português mais simples: o vapor d’água emitido pela combustão do motor do avião, em contato com o ar frio, se torna líquido e até sólido – e tudo isso em uma velocidade muito rápida, formando as vistosas nuvenzinhas. Isso porque na faixa onde os aviões circulam, de aproximadamente 3 a 12 quilômetros de altitude, a temperatura varia de -30°C a -50°C. “O rastro branco é formado apenas por cristais de gelo. Já a fumaça contém partículas sólidas que tendem a fornecer uma cor mais escura para a nossa visão. A tendência é as fumaças serem muito semelhantes uma com a outra, independente do local onde são produzidas”, destaca Festa.

Fatores ambientais, em especial a umidade e a temperatura, impactam o rastro, dizem os especialistas. “Uma atmosfera mais seca, como a de uma região desértica, propicia trilhas mais curtas, porque só a água resultante da combustão vai condensar”, exemplifica José Eduardo Barros. Já em um ambiente mais úmido, a água do ar também será condensada, alongando o rastro.

Barros afirma que as trilhas são mais facilmente visíveis nas rotas dos aviões que trafegam em grandes alturas, mas, na época do inverno, se houver temperatura abaixo de zero numa região de aeroportos, é possível ver os rastros em alturas bem menores. Trilhas deixadas pelos aviões fazem mal? O professor Festa é categórico: “São totalmente inofensivas tanto para os humanos, como para a fauna e a flora.”

 Fonte: UOL

 

Mostrando compaixão

Na verdadeira comunhão, amizade ou relacionamento em que existe mútuo suporte, as pessoas experimentam compaixão. Comunhão é o espaço para a graça, onde erros não são constantemente lembrados, mas apagados e esquecidos. Comunhão acontece quando compaixão vai adiante da justiça.

Todos precisam de compaixão. Todos nós tropeçamos e caímos, necessitando de auxílio para retomar a jornada. Por isso, devemos estar dispostos a oferecer e receber compaixão uns aos outros.

Não é possível ter comunhão no ambiente de trabalho, numa organização comunitária ou na família sem perdão porque a amargura e o ressentimento sempre destroem a comunhão. Às vezes ferimo-nos uns aos outros intencionalmente; outras vezes sem intenção. Mas em ambos os casos é necessária muita compaixão e graça para gerar e manter comunhão.

A Bíblia apresenta esta sábia admoestação: “Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros”.  A compaixão que Deus demonstra para conosco deveria servir como inspiração para demonstrarmos a mesma coisa para com outros, não importa sob que circunstâncias. Quando somos feridos por outra pessoa temos uma escolha a fazer:

Usar nossas energias e emoções para retaliar ou para solucionar a questão. Não é possível fazer ambas as coisas. Muitos hesitam em mostrar compaixão por não entender a diferença entre confiar e perdoar. Perdoar significa desligar-se do passado. Confiar tem a ver com comportamento futuro. Perdão deve ser imediato, quer a pessoa o tenha pedido ou não. Confiança precisa ser ganha e reedificada ao longo do tempo.

Confiança requer histórico. Se alguém nos fere Deus nos ordena perdoar instantaneamente para nosso próprio benefício e o da outra parte. Falta de perdão pode se transformar em câncer emocional, fonte letal de permanente amargura. Entretanto, não se espera que confiemos imediatamente na pessoa que nos feriu, nem que continuemos permitindo que ela nos ofenda. Elas precisam provar, ao longo do tempo, que mudaram antes de reconquistar nossa confiança.

Mas enquanto damos tempo para que ocorram mudanças positivas em suas vidas, o primeiro passo deve ser perdoar essas pessoas, independentemente da ação terapêutica que elas escolherem adotar. Considere esta visão tirada das Escrituras: “…vocês devem perdoar-lhe e consolá-lo, para que ele não seja dominado por excessiva tristeza.” (Segunda carta aos Coríntios 2:7).

 

Texto de Rick Warren