Cirurgias

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28/01/2019 – FIQUE POR DENTRO

O Brasil é o segundo país onde mais se realizam cirurgias plásticas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Mas a imposição do ideal de um corpo perfeito aliada às facilidades de realizar esse tipo de procedimento são também responsáveis pelas frequentes mortes de mulheres vítimas de operações malsucedidas. Mas o que leva as brasileiras a arriscarem suas vidas em troca de seios ou nádegas, por exemplo?

Casos de brasileiras que morreram vítimas de cirurgias plásticas malsucedidas ocupam as páginas dos jornais todas as semanas. Na maioria desses tristes episódios, as histórias se repetem: as pacientes confiaram em procedimentos inadequados e médicos desqualificados e pagaram com suas vidas o sonho do corpo perfeito.

A ditadura da beleza no Brasil é um fenômeno que penaliza, mas que também banaliza. É o que avalia o sociólogo especialista em Saúde Pública, Francisco Romão Ferreira, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, “há uma preocupação excessiva com o corpo. Não só em termos de cirurgias plásticas, mas a quantidade de academias, salões de beleza e de farmácias no Brasil é algo gritante quando você compara com outros países”.

A necessidade de exibir um corpo perfeito e jovem acabou também por banalizar operações estéticas, como implantes de silicone, lipoaspirações, lifts faciais – frequentemente apresentados por clínicas como procedimentos simples, facilitados por pagamentos parcelados ou até consórcios por operadoras de crédito.

O sociólogo Francisco Romão Ferreira avalia que diversos fatores contribuem para este fenômeno no Brasil, um país com uma grande extensão litorânea, onde a maioria das capitais estão próximas da costa, onde faz calor em boa parte do ano e a cultura da praia é muito intensa. Além disso, o corpo, muitas vezes, é o principal bem dos brasileiros. Ele destaca que num país com uma desigualdade social muito grande, “o físico é um capital para a ascensão social. Quando acesso ao ensino e à educação são bloqueados, o corpo vira uma possibilidade de evoluir socialmente”.

Mas para o sociólogo não há dúvidas que a busca desenfreada da estética não é um fenômeno que diz respeito apenas a determinadas classes, mas é constatada entre pobres e ricos. As classes mais abastadas se engajam em fenômenos da moda, como a recente febre do crossfit ou das corridas, que, por trás de atividades físicas, desenvolvem novos mercados, serviços e produtos imperativamente a serem adquiridos.

De acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, 86,2% das cirurgias plásticas no mundo são realizadas por mulheres. O aumento de seios continua sendo a cirurgia plástica mais realizada (15,8%) entre os 2 milhões e 500 mil procedimentos por ano, seguidos da lipoaspiração (14%) e da cirurgia de pálpebra (12,9%).

Fonte: cartacapital.com.br

Entrevista com o médico Marco Cassol. Ele é cirurgião plástico especialista em face feminina. Confira:

Regulamentar a educação domiciliar é uma das metas prioritárias dos 100 primeiros dias do governo Bolsonaro

O governo federal pretende editar uma medida provisória para regulamentar a educação domiciliar das crianças brasileiras em idade escolar, conhecida também como “homeschooling“. A meta está ligada ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e faz parte dos objetivos da nova gestão para os 100 primeiros dias de governo.

Atualmente, a prática de ensinar as crianças em casa não é regulamentada e está vetada pelo Supremo Tribunal Federal. Entretanto, a maioria dos ministros admitiu que o método poderá se tornar válido se for aprovada uma lei que permita avaliar não só o aprendizado, mas também a socialização do estudante.

Segundo o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a proposta é criar as regras exigidas pelo STF por meio de uma medida provisória. Ainda de acordo com o novo governo, atualmente trinta e uma mil famílias já praticam o “homeschooling“. A ministra da Mulher, Damares Alves, informou que o texto da MP está pronto e será enviado ao Congresso na abertura dos trabalhos legislativos, em fevereiro.

Mais prioridades ligadas à educação foram listadas pelo governo em outras pastas. No Ministério da Educação está prevista a ação batizada de “Alfabetização Acima de Tudo”. Dentro de Ciência e Tecnologia, a meta tem relação com a divulgação da ciência nas escolas. No caso da alfabetização, está previsto o lançamento de um programa nacional de definição de soluções didáticas e pedagógicas para reduzir o analfabetismo a partir de evidências científicas.

Fonte: G1

Onde a mudança começa

Desde cedo aprendi que certas coisas não devem ser feitas, e certas palavras não devem ser ditas. Aprendi que determinado comportamento tem hora e lugar, e quando não se respeita o contexto, o comportamento se torna impróprio, passível de consequências.

Ao crescer fui descobrindo que as regras pré-estabelecidas tinham uma falha. Principalmente durante a adolescência, essas regras impostas eram maravilhosas de serem desobedecidas. Bastava alguém dizer que não podia, que lá ia eu, ávido por desobedecer.

Passado o período da adolescência, na aurora da vida adulta, descobri que as regras tinham sentido, e passei a me revoltar com os adolescentes que as quebravam. Soa meio hipócrita, não?!

A somatórias dessas experiências e constatações me fez refletir sobre onde a mudança de comportamento realmente começa. Minha primeira conclusão foi que a mudança de comportamento não pode ser baseada nas regras e imposições somente, pois estas aguçam ainda mais o nosso desejo de transgredir.

Não estou certo de que seja possível ser adolescente sem quebrar as regras. Muitos pais e professores se revoltam, querendo que seus filhos e alunos sejam o exemplo de comportamento, se esquecendo que eles mesmos tiveram seus dias de quebradeira nas regras. Adolescente obediente em tudo não é o normal, mas sim a exceção.

A mudança de comportamento parece começar quando mudamos a nossa forma de pensar; quando conseguimos enxergar para além das regras; quando vemos claramente o espírito da regra e da lei. Isso é maturidade. Perceber que a boa educação, o cuidado no modo de falar, o respeito pelo espaço do outro, e, principalmente, o colocar as necessidades dos outros antes das necessidades pessoais são coisas de fundamental importância para a formação de uma sociedade bem ajustada.

Portanto, uma mente com a perspectiva correta transforma os comportamentos de uma pessoa; enquanto as imposições de regras não conseguem transformar a mente de ninguém, embora tenham a sua função. A mudança realmente começa quando vem de dentro para fora, e não o contrário.

A Bíblia fala abertamente desse assunto. Jesus disse que não veio para abolir a Lei, e sim para lhe transbordar o sentido; leva-la para dentro do coração. A promessa feita através de Jeremias foi nesse sentido: “Porei as minhas leis em seu coração e as escreverei em sua mente”. Por Israel Mazzacorati