As Farc

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06/12/2018 – FIQUE POR DENTRO

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia foram fundadas por Pedro Antonio Marín, mais conhecido como Manuel Marulanda, Jacobo Arenas e 48 campesinos da região colombiana de Marquetália. De orientação marxista, os guerrilheiros acreditavam na luta armada para tomar o poder e construir uma sociedade de caráter socialista. A justificativa foi uma reação à política entre os partidos liberal e conservador que se revezavam no governo desde a independência da Colômbia. Esses partidos, cujos membros eram os proprietários das terras e dos negócios, pouco ou nada faziam para mudar a situação de pobreza na qual vivia a população colombiana.

Ao eclodir a guerrilha na selva, ambos partidos solicitam ajuda aos Estados Unidos para sufocar esta rebelião comunista e a criação de estados independentes dentro do território colombiano. Após a Segunda Guerra Mundial, o governo norte-americano patrocinou diversas ações anticomunistas na América Latina, inclusive no Brasil. Os Estados Unidos alegavam que organizações populares, políticas e sociais no continente sul-americano resultavam de um plano da União Soviética para dominar o mundo. Sob essa perspectiva, os norte-americanos contribuíram para a consolidação das ditaduras militares na América do Sul.

Na Colômbia, o governo foi acusado de desrespeitar os direitos dos cidadãos e de agir com violência. Com apoio do exército, grandes latifundiários expulsaram e mataram camponeses e iniciaram uma política de desapropriação de terras. Foi assim que surgiram vários grupos de esquerda armada na América Latina como os de Fidel Castro e Che Guevara em Cuba, as FARC e até mesmo no Brasil como se verificou na Guerrilha do Araguaia.

Essas formações paramilitares eram adeptas da teoria do “foquismo” onde se buscava criar vários focos de guerrilha para forçar o governo central à guerra. Igualmente se espelhavam no Maoísmo, quando o líder chinês Mao Tsé-Tung começou a Revolução Chinesa através de escaramuças no campo. Já na década de 70, no meio da sangrenta guerra civil, surgem as primeiras plantações de coca e o poder do narcotráfico concorre com esse exército paramilitar.

Com fim da URSS, as FARC têm que buscar outros meios de financiamento e passam a fazer alianças com os traficantes a fim de se abastecer de armas. Também sequestraram líderes políticos, empresários e cidadãos que ficavam em seu poder por décadas na selva colombiana. O sequestro da ex-senadora franco-colombiana Ingrid Betancourt foi um dos que mais marcou a história da Colômbia. Ingrid era candidata à presidência da Colômbia e viajava com a diretora de sua campanha, Clara Rojas. Sequestrada em 2002, ela só foi libertada em 2008, após uma operação militar, junto com outros quatorze reféns.

Em 52 anos, a guerra entre as FARC e o governo da Colômbia deixou 220 mil mortos, o deslocamento de 6 milhões de pessoas e incontáveis mutilados e feridos. Com o fim da Guerra Fria e a globalização, o movimento não conseguia mais financiamento e nem apoio da população colombiana. A mudança de política iniciada com o presidente Álvaro Uribe (2002-2010) determinou que as FARC fossem classificadas como grupo terrorista. Assim, foi iniciada uma guerra sem trégua, com o apoio dos Estados Unidos, quando foram mortos seus principais líderes.

Mais tarde, com a ascensão do presidente Juan Manoel Santos, em 2010, começaram as negociações feitas em Havana, Cuba. Nesta cidade, as FARC assinaram um acordo de paz com o governo colombiano em setembro de 2016. As negociações foram intermediadas pela ONU e a confirmação contou com líderes da América Latina e Europa.

O pacto foi assinado pelo líder das FARC, Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, e o presidente colombiano Juan Manuel Santos. Apesar de não necessitar a aprovação do povo, o presidente da Colômbia submeteu o acordo a um referendo em 3 de outubro de 2016. Mas, os colombianos o rejeitaram, por considerarem que os combatentes não seriam punidos. As partes tiveram que assinar um novo pacto que, desta vez, foi ratificado pelo Congresso colombiano em novembro de 2016.

Fonte: todamateria.com.br

Entrevista com Jasar. Ele é pastor e ex-guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Confira:

 

Cientista brasileiro descobre na Antártida bactérias que podem ajudar na luta contra o câncer

A vastidão gelada da Antártida é um ambiente extremo. Por isso mesmo é uma região propícia para o surgimento e evolução de espécies únicas, com metabolismos exóticos, que aumentam as chances de desenvolvimento – e descoberta – de substâncias, que podem dar origem a novas drogas para o tratamento de várias doenças, entre elas o câncer.

Foi justamente o que descobriu o pesquisador Leonardo José Silva, da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, ao estudar bactérias que só existem na Antártida. Ele viajou para o continente entre novembro e dezembro de 2014 com um grupo de outros pesquisadores brasileiros. Ali, coletou pequenas amostras de solo, acondicionou o material em sacos plásticos herméticos e as guardou em um ultrafreezer.

Depois, ao estudar as bactérias na gramínea, constatou que várias delas produzem compostos capazes de inibir o desenvolvimento do glioma (um tipo de câncer que ocorre no cérebro e na medula espinhal), tumores na mama e no pulmão. A pesquisa toda foi realizada entre fevereiro de 2014 e julho de 2018.

Segundo Silva, a descoberta e a identificação da atividade antitumoral dos compostos em células de cânceres cultivadas em laboratório é o primeiro passo para o desenvolvimento de um novo remédio de uso clínico. “Os próximos estágios são testes in vivo (com animais), modificações estruturais para manter sua atividade e evitar efeitos danosos em células não doentes, testes da dosagem ideal e do encapsulamento das substâncias e, por fim, os ensaios em seres humanos”, explica o pesquisador.

Fonte: G1

Rumores de Guerra

Estamos vivendo rumores de guerra.

Cada dia que ouvimos ou lemos as notícias, sentimos que algo ruim está para acontecer. Parece que há uma guerra eminente.

A guerra é sempre ruim. Não há vencedores, todos perdem.

A guerra traz dor, separação, saudades, traumas e sofrimentos que nem o tempo pode reparar.

Jesus, no sermão do Monte, diz que são felizes os pacificadores, pois são filhos de Deus.

Ser pacificador é o que pode por fim aos rumores de guerra.

Procuremos no dia a dia, em nossos lares, trabalho, no trânsito, na escola, pacificar.

Sejamos o meio de resolver problemas.

Oremos pela paz do mundo.

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” Mateus 5.9