Artesanato

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30/05/2018

Para alguns, artesanato é terapia; para outros, fonte de renda extra. E há também os que fazem dele o ganha-pão da família. Mas como será que tudo começou? A própria palavra já define: artesão + ato, ou seja, artesanato é o trabalho manual, produção de um artesão que utiliza matéria-prima natural. Por tradição, o artesanato tem caráter familiar. Quem o produz é detentor dos meios (oficina e ferramentas) e trabalha na própria casa, realizando todas as fases da produção.

Tudo começou com a própria história da humanidade. Afinal, sempre houve a necessidade de produção de itens de uso diário e enfeites. No período neolítico, 6 mil anos antes da era cristã, o homem poliu a pedra, fabricou cerâmica e descobriu que podia tecer com fibras animais e vegetais. Estes foram os primeiros objetos feitos por nossos ancestrais.

Foi a partir do século XIX que o artesanato passou a ter local próprio, digamos assim. Nas oficinas, um mestre-artesão orientava seus aprendizes. O trabalho passou por mudanças com a Revolução Industrial. Houve divisões de tarefas, ou seja, certas pessoas eram escolhidas para funções específicas, deixando de atuar, portanto, no processo todo de fabricação.

O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo. Os índios são os nossos mais antigos artesãos. Sua cultura, crenças e hábitos incluem pintura com pigmentos naturais, cestaria e cerâmica, além da arte com plumas e penas de aves. Atualmente, existe uma forte tendência ligada ao artesanato sustentável, uma modalidade que utiliza reciclagem na produção de artes manuais.

Fonte: tudoela.com

 

Entrevista com a artesã Patricia Corrêa Pereira. Confira:

 



Anvisa abre discussão sobre rotulagem de alimentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária está recebendo contribuições para melhorar a informação nutricional encontrada nos rótulos de alimentos. O objetivo, segundo a entidade, é facilitar a compreensão das principais propriedades nutricionais e reduzir situações que geram engano quanto à composição dos alimentos.

Na semana passada, a diretoria colegiada da agência aprovou um relatório preliminar que investiga alternativas apresentadas por instituições e experiências internacionais de rotulagem.

A Anvisa quer criar alertas sobre o alto conteúdo de nutrientes críticos à saúde, facilitar a comparação entre alimentos e aprimorar a precisão dos valores nutricionais declarados pela indústria.

O relatório aprovado pode ser acessado na aba Tomada Pública de Subsídios, disponível no site portal.anvisa.gov.br.

Fonte: Agência Brasil

 

O Deus Artesão

“Como o vaso, que ele fazia de barro, se quebrou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer”. (Jeremias 18.4)

O “vaso de barro” é uma das imagens que a Bíblia utiliza para se referir ao ser humano (também em Segunda aos Coríntios 4.7). Adão foi criado a partir do barro. Nossas vidas são comparadas ao barro sendo trabalhado pelo Senhor, que nesta passagem, é comparado a um oleiro, um artesão. E aqui está a beleza desta metáfora.

Por vivermos num mundo automatizado, perdemos a noção do valor do trabalho de um artesão. Temos pressa para almoçar, por isso recorremos à comida congelada. Por pressa e economia, compramos ternos em shoppings ao invés de irmos a um alfaiate. Não queremos ir à padaria todos os dias, então compramos pão industrializado e leite longa vida no supermercado.

Mas qualquer um que goste de uma boa comida sabe que a artesanal é incomparavelmente melhor. Qualquer um que goste de vestir-se bem sabe que um terno sob medida veste muito melhor. Qualquer que goste de um pão quente e fresco não o troca pelo pão industrializado. Ou seja, o estilo de vida moderno nos distancia da beleza da metáfora bíblica sobre o Deus artesão.

A Palavra de Deus fala de um Deus criador, onde desde Gênesis, seu trabalho na história é totalmente artesanal. Tudo o que há no universo é fruto da criatividade de Deus. Ele manuseou o universo: “o céu anuncia a glória de Deus e nos mostra aquilo que Suas mãos fizeram” (Salmos 19.1).

Para viver neste imenso universo, ele colocou o ser humano, e para este ele se dedicou em especial. Onde percebemos essa dedicação especial? No fato de que Deus continua a moldar este ser. O céu, a terra e o mar são obras que estão prontas. O ser humano é um ser que ainda está sendo moldado, lapidado pelo criador.

Para o Artesão, não bastava fazer o primeiro casal de seres humanos e abandoná-los para que eles dessem continuidade à história conforme a vontade deles. Não. O Artesão precisava continuar a trabalhar.

O texto de Jeremias é um exemplo disto: Deus moldando a história do seu povo. O vaso se quebra, mas o oleiro faz outro vaso a partir do vaso que se quebrou. Em muitas ocasiões, nossas vidas se quebraram. Foi preciso recolher os cacos e juntá-los novamente. Mas podemos ter a certeza de que Deus estava ali. O Artesão é quem nos conserta.

É importante notar que o vaso se quebrou nas mãos do oleiro. O vaso não caiu no chão e seus pedaços se espalharam. O vaso quebrou, mas quebrou nas mãos do oleiro. Da mesma forma, mesmo quando nossa vida e nossa história se quebram, ainda permanecemos nas mãos do Artesão, nas mãos de Deus.

Que este texto lhe sirva de ânimo para lidar com os momentos difíceis da vida. Que esta reflexão lhe ajude a perceber que as nossas crises não representam o fim, nem uma situação irreversível. Nossas crises são matéria prima para Deus nos moldar. Nossos problemas são ferramentas nas mãos deste Artesão, que neste exato momento está lapidando você.

Por: Israel Mazzacorati