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Professor por vocação, pastor por missão: saiba mais sobre Luiz Sayão, apresentador de dezembro da RTM

Luiz Sayão, tem 56 anos, 31 deles como pastor batista. Na Rádio Trans Mundial, onde apresenta diversas atrações, ele é conhecido como professor Sayão. É que ensinar é uma vocação para este paulistano, que já morou em Tocantins e nos Estados Unidos. Nesta conversa, o apresentador de dezembro da RTM fala sobre seus programas, em especial o “Rota 66”, que passa por tradução para diferentes línguas, ensino, igreja e família, entre outros assuntos.

Projetos na RTM

Luiz Sayão apresenta o Rota 66 desde 2006.

Em 2006, professor Sayão passou a fazer parte da Rádio Trans Mundial. Ele entrou para desenvolver um projeto de estudo bíblico com uma linguagem mais contemporânea. Nascia assim o “Rota 66”. “A ideia é explicar o texto bíblico e depois abrir para perguntas. O Rota é um comentário bíblico diferente porque é bem-humorado e tem muitos trocadilhos, interage com a realidade brasileira”, disse.

A gravação do programa durou três anos e meio. Ao todo, são 613 edições. O fruto mais recente dele é o projeto de tradução. Tudo começou, em 2009, com um contato de dois missionários na Ásia que pediram o material adaptado ao público chinês. A partir desta conversa, Sayão fez um café para captação de recursos. O conteúdo foi traduzido, revisado e o Novo Testamento já foi gravado. Este processo avançou, em diferentes estágios, para inglês, espanhol, árabe, crioulo da Guiné-Bissau, ucraniano (com possibilidade de levar para o russo e polonês), indonésio, alemão, francês e italiano.

Na sequência, a Trans World Radio (TWR), rede da qual a RTM faz parte, demonstrou interesse em trabalhar com o comentário bíblico do “Rota 66” em inglês. A tradução foi feita, assim como a revisão. A ideia é que as novas traduções (como indonésio, por exemplo) ocorram a partir do inglês.

Outras atrações com a participação do professor são destaques. “Conversando com Luiz Sayão”, que apresenta acompanhado de André Castilho; “180 Graus”, ao lado de Susie Lee e Castilho; “A Verdadeira Espiritualidade”; “De Volta às Raízes” (estudo versículo a versículo das histórias de Rute e Jonas); “Fé e Sociedade” e a coluna “No Ponto”, do programa “Fique por Dentro”. Em cada um, uma temática diferente como esclarecimento de dúvidas teológicas, discipulado, reflexões sobre os salmos, estudos bíblicos a partir de elementos contemporâneos, respectivamente.

Uma novidade para 2020 é o programa “O Senhor na Floresta”. “É um comentário bíblico que leva em conta a mentalidade da pessoa indígena do interior do nosso país. Algo leve e com uma linguagem simples e direta”, comentou.

O professor apresenta e produz programas de estudo bíblico na RTM.

Ensino, vida pastoral e obras

Teólogo, linguista, hebraísta, escritor, conferencista, palestrante, pastor. São muitas as atividades de Luiz Sayão. A elas, dedica boa parte de seu tempo. Chega a trabalhar entre 10 e 16 horas diárias.

Ele já deu aula na Faculdade Teológica Batista de São Paulo, Seminário Servo de Cristo (SP), Gordon-Conwell Theological Seminary (Boston), Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (RJ), entre outros lugares. No Seminário Batista do Sul ocupou também o cargo de diretor (2013-2016). Na atualidade, é professor no seminário Martin Bucer, em São José dos Campos.

Sayão foi o fundador, em 2007, da Igreja Batista Nações Unidas (IBNU), em São Paulo. Suas mensagens têm títulos em rima (referência à cultura popular). Ele explica o que ajuda a influenciar nesta linguagem. “Eu tenho uma formação na área de linguística, que estuda também processos de comunicação, e convivência popular (ele morou alguns anos no Tocantins). Isso ajuda a aproximar universos”, explicou.

Sayão destaca o trabalho da IBNU com plataformas digitais. “De forma espontânea, temos mais de 31 mil pessoas em nosso canal no Youtube. A ponto de recebermos pedidos de membresia de gente do exterior. Nós temos membros da IBNU em Moçambique, Espanha e Polônia. Sobre a Polônia, uma história interessante. Lá tem uma brasileira chamada Karina que mora em uma cidade pequena que não tem igreja evangélica. Ela perguntou se poderia se tornar membro da IBNU”, disse ao ressaltar a importância que a igreja dá à internet no cumprimento de sua missão.

Na parte literária, Sayão coordenou a tradução da Nova Versão Internacional (NVI), a convite do Dr. Russel Shedd (1929-2016), com quem teve a oportunidade de trabalhar em projetos especiais e cita sempre com grande respeito, e da Versão Almeida 21. Foi também o coordenador exegético da Bíblia “A Mensagem” e o Editor Geral da Bíblia Brasileira de Estudos. “Cabeças Feitas – Filosofia Prática para Cristãos”, “Agora Sim! Teologia na Prática do Começo ao Fim” e “O Problema do Mal no Antigo Testamento” são alguns dos livros escritos por ele. O “Estudo da Bíblia em Áudio Rota 66”, coletânea com edições do programa da RTM, é um dos trabalhos pelos quais nutre especial carinho.

Viagens

Viagens de ensino às terras bíblicas, como Israel, e aos países europeus que serviram de palco para Reforma Protestante são outra atividade ministerial de Sayão. Mas uma que o marcou recentemente foi uma ida a Moçambique, no sul da África, em julho passado, em parceria com a RTM. “As pessoas foram muito receptivas e demonstraram um grande carinho por causa do ministério da RTM ali e do ‘Rota 66’. Estive no ar direto por algumas horas e tivemos um culto especial com ouvintes do ‘Rota’ em Maputo. Saí de lá marcado por este contato ao saber de convertidos a Cristo através do ‘Rota 66’”, acrescentou

Família

Sayão fala com ternura da família. É casado com Céliz Elaine, desde 1987, e pai de Rachel (31), Israel (29), Deborah (27), Daniel (23) e Miriam (16).  Rachel (designer de interiores por formação) e Israel (advogado) cuidam da Byblos Viagens, agência de viagens da família conhecida pelos pacotes a destinos bíblicos, Deborah é arquiteta, Daniel está terminando a faculdade de Filosofia e Miriam está no Ensino Médio. Sayão e Céliz Elaine são avós do pequeno Davi, de 6 anos, e da bebê Rebeca, filhos de Rachel. A rotina da família é tranquila, como ele bem gosta de definir.

Mensagem final

“Eu não tive a oportunidade de ter família na infância. Convivi com parentes, em ambientes diferentes. Não tive pai ou mãe. Aos 10 anos, já não tinha mais vontade de viver. Fui morar no interior do Tocantins, a convite de um primo médico. Aos 12 anos, conheci o Evangelho e me converti. Isso mudou a minha vida para sempre. Tomei a decisão de usar a minha vida a serviço do Reino de Deus. No fim do ano costumamos dizer muitas coisas do que esperamos e muitos clichês. Mas é um bom momento de reflexão sobre a vida. A palavra-chave para lidar com ela é esperança. Não importa quão difícil seja a sua vida, o poder e a graça de Deus sempre são superiores. Assim como eu tive um início de vida difícil e Deus fez algo impensável no sentido de bondade, amor, graça e transformação, queria que todos pudessem ser beneficiados com este testemunho de vida. Espero que sua esperança seja realinhada com aquilo que o Evangelho tem a nos oferecer por intermédio da pessoa de Cristo Jesus”, finalizou.