Apelidos

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18/09/2017 – FIQUE POR DENTRO

Quem nunca teve um apelido? Mesmo quem não é o rei da popularidade ou das relações sociais, possui algum adjetivo carinhoso. Seja familiar, entre grupo ou namorados.

“Palha no Nariz” redesenhou o mapa da Europa e subjugou um terço dos habitantes do continente ao seu poderio militar. Não sabe de quem estamos falando? Talvez o conheça por Napoleão Bonaparte. O poderoso imperador recebeu esse ridículo apelido de colegas quando era criança.

Muitos outros grandes personagens da história também tiveram um apelido maldoso. Fidel Castro já foi chamado de “Bola Suja”. É que, aos 16 anos, o ditador não gostava muito de certas “convenções sociais”. Tomar banho era uma delas.

Nem todos os apelidos têm origem em críticas. Dentre os benquistos está Castro Alves, o “Poeta da Liberdade”, em casa ele era apenas “Cecéu”. Já Karl Marx era chamado pela filha de “O Mouro”, por causa da pele morena.


Entrevista com o especialista em gerenciamento de estresse, Fábio Gabas. Ele fala sobre o estresse infantil. Confira:

 


Xenofobia

A chegada dos primeiros médicos cubanos ao Brasil foi marcada pela diversidade de opiniões acerca da validade do programa Mais Médicos. Em alguns casos mais extremos, registrou-se médicos e médicas brasileiras no aeroporto vaiando e xingando os colegas cubanos. Todos têm o direito de expressar sua opinião sobre o programa do governo, seja contrária ou a favor. Mas o que justifica maltratar um semelhante a julgar por sua nacionalidade ou aparência?

Na mesma semana, uma médica disse em sua rede social que as médicas cubanas tinham “cara de empregadas domésticas”. Numa outra discussão sobre questões diplomáticas entre Bolívia e Brasil, durante uma entrevista a um jornal, uma professora de direito da Universidade de São Paulo disse que a Bolívia é um “país insignificante”, e que os bolivianos em nada contribuem com o Brasil.

Xenofobia é uma palavra de origem grega, que literalmente significa: “medo ou aversão pelo estrangeiro”. Cubanos, bolivianos e brasileiros. Diferentes nacionalidades que em nada alteram o fato de que todos somos seres humanos. Todos são criação de Deus por quem ele entregou seu filho para que morresse por todos, sem distinção. Repetimos: SEM DISTINÇÃO. A quebra do muro de inimizade entre as pessoas de diferentes etnias é um dos grandes avanços do Reino de Deus na direção de uma humanidade justa e pacífica, da nova humanidade que Deus está fazendo em Cristo Jesus.

A Bíblia fala muito sobre como tratar o estrangeiro. O povo de Israel, no Antigo Testamento, recebeu ordens de Deus sobre como se relacionar com o estrangeiro. Em Êxodo 22.21, lemos: “Não maltratem nem oprimam o estrangeiro, pois vocês foram estrangeiros no Egito”.

No Novo Testamento, mais especificamente, na vida da Igreja, o estrangeiro deixou de existir, por todos são vistos da mesma perspectiva. Em Gálatas 3.26-29, lemos: “Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa”. Em Colossenses 3.11, lemos: “Nessa nova vida já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos”.

As discussões sobre médicos estrangeiros no Brasil ainda vai longe. Por enquanto, fica o alerta para nós cristãos. O Deus da Bíblia é o Deus de todas as terras, línguas, povos e nações. É o Deus que nos enviou para fazer discípulos entre todos os povos. Será que ele se agrada em ver seus enviados maltratando estrangeiros?

Por: Israel Mazzacorati