Acidentes domésticos

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17/11/2017 – FIQUE POR DENTRO

Nossas casas são um dos lugares mais perigosos e suscetíveis a acidentes quando nos referimos a crianças e idosos. Essa afirmação pode soar estranha já que nossos lares são lugares onde nos sentimos confortáveis, seguros e acolhidos. Porém os acidentes domésticos são as maiores causas de quedas na terceira idade e de óbitos infantis.

Segundo o Ministério da Saúde no ano de 2010 foram registradas 11,6 mil internações de crianças por acidentes domésticos. Dentre os acidentes mais comuns estão os riscos acidentais à respiração, responsáveis por 348 mortes de crianças com até 10 anos.

No caso dos idosos, as quedas são os acidentes domésticos mais recorrentes. Muitos podem acreditar que é na rua que mora o maior perigo para os idosos. Porém, entre 59% e 66% dos casos, as quedas acontecem dentro de casa.


Entrevista com o ex-técnico de segurança do trabalho, Agnaldo Fontinele. Ele fala sobre acidentes domésticos. Confira:

 


Emissões de Gás Carbônico aumentam após 3 anos de estabilidade

Após 3 anos de estabilidade, a concentração de dióxido de carbono atmosférico atingiu 403 partes por milhão em 2016 e deverá aumentar em 2,5 partes por milhão em 2017. Até o final desse ano, as emissões globais devem aumentar em torno de 2% ao ano anterior.

Como a emissão de gases é um dos principais fatores que levam ao aquecimento global, a notícia vai na contramão das metas do Acordo de Paris, pacto estabelecido em 2015 por 195 países. O objetivo era conter o aumento da temperatura do planeta em menos dois graus.

Os dados do relatório, divulgado no início dessa semana, monitora as emissões de Gás Carbônico no mundo e é encabeçada por várias instituições e especialistas ligados aos efeitos das mudanças climáticas.

O relatório prevê que as emissões globais de combustíveis fósseis atinjam um recorde de 37 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em 2017, com as emissões totais atingindo 41 bilhões de toneladas, incluindo o desmatamento.

A divulgação dos dados também ocorre em meio a COP-23, a conferência do Clima da ONU que estuda reduzir as emissões de gases do efeito estufa.


Exposição: Levantes

“Levantes” é uma exposição transdisciplinar sob a perspectiva das emoções coletivas. Estão presentes as diferentes formas de representação dos levantes, atos populares, políticos, engajados nas transformações sociais, nas revoltas e ou revoluções.

A exposição é uma proposição do filósofo e historiador da arte George Didi-Huberman que é um dos grandes intelectuais de sua geração, autor de dezenas de livros, cujas reflexões abrangem desde a filosofia da imagem à história da arte, passando pelo cinema e pela literatura.

A mostra é uma realização da instituição francesa e conta com o apoio do Sesc Pinheiros em expor as obras aqui em São Paulo. Os interessados podem visitar de segunda a sábado, no espaço Expositivo, no segundo andar, e o melhor, a entrada é franca.

Para mais informação: www.sescsp.org.br.

Contando uma história de esperança

Disse J.R.R. Tolkien, em sua grande obra, O Hobbit: “É estranho, mas as coisas boas e os dias agradáveis são narrados depressa, e não há muito que ouvir sobre eles, enquanto as coisas desconfortáveis, palpitantes e até mesmo horríveis podem dar uma boa história e levar um bom tempo para contar”.

Creio que Tolkien tenha razão. Somos especialistas em lembrar e contar mazelas. Passamos a vida nos lamentando por nossos sofrimentos e pecados. Nossos olhos pasmam ante os noticiários e nos desconfortamos com as muitas atrocidades que vemos. Todavia, o lamento e o espanto são sentimentos válidos, pois não podemos nos alegrar ao lembrarmos que somos pecadores e que o mundo ao nosso redor está beirando o caos.

Certamente temos inúmeros motivos para o lamento, para nos lembrarmos das “coisas desconfortáveis, palpitantes e até mesmo horríveis”. Mas, nós cristãos, temos algo para trazer à memória que supera todas essas circunstâncias negativas. Trazemos à nossa memória aquilo que nos dá esperança.

O terceiro capítulo de Lamentações de Jeremias é um perfeito retrato do paradoxo humano entre lamento e esperança. O mundo que estava sob a ótica de Jeremias estava desolado por causa do pecado e à beira do caos. Os vinte primeiros versículos revelam um homem dominado pelo desespero, que encerra sua argumentação inicial afirmando: “Lembro-me bem disso tudo, e a minha alma desfalece dentro de mim” (vs. 20). Notamos que o sentimento do poeta é semelhante àquele que às vezes nos domina. Não é possível nos livrarmos do mundo ao nosso redor, e nem devemos (Jo 15.17). De semelhante modo, não é possível nos livrarmos do pecado como num passe da mágica (I Jo 1.10). Mas existe algo dentre de nós que maldade alguma que há no mundo, muito menos o pecado, pode retirar de nós: a esperança.

Nos versos 21-26, Jeremias nos fornece uma lista de bênçãos recebidas das mãos de Deus, que traduzem nossa esperança: amor, misericórdia, fidelidade, bondade e salvação. Estes são bens recebidos de Deus que nos dão motivos para nos alegrar (Fp 4.4). Somos alvo do grande amor de Deus (Jo 3.16). Sua inesgotável misericórdia é motivo de nosso louvor (II Co 1.3). Sua fidelidade e sua bondade sempre estarão conosco (Sl 23.6). E, nas palavras de Simeão, Jesus personifica a salvação de Deus em nosso favor (Lc 2.30).

Que neste e os próximos dias nos lembremos das coisas boas e agradáveis. Mas que estas não sejam narradas depressa, pelo contrário, que haja muito que ouvir e falar sobre tamanha esperança que habita em nós.

Israel Mazzacorati