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08 de Julho de 2020

Leitura Bíblica: Lucas 3.7-18

[Isaías gritou]: Ai de mim! Estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros… (Is 6.5).

Que “bela” saudação esta que João Batista fazia aos que o procuravam junto ao rio Jordão. Não parece ter sido um homem muito educado, além de ter um comportamento exótico, a começar por seu falar, vestir e comer (Mt 3.4; Mc 1.6). Ainda assim, multidões de israelitas, inclusive líderes religiosos, vinham a ele para ser batizados.

João Batista conhecia bem a mentalidade predominante entre o povo: esperava-se um Messias, o Salvador prometido por Deus, mas achava-se que ele julgaria apenas os gentios, conferindo privilégios especiais a Israel. Por isso, os israelitas buscavam o batismo, convencidos de que tal cerimonial confirmaria seu direito como “filhos de Abraão”. Não entendiam que a libertação que o real Salvador traria era espiritual (livrando-os da morte eterna) e que deveria começar pelos próprios israelitas, o povo que recebera aquela promessa.

Isso explica as palavras rudes de João Batista: acreditar e pregar algo diferente do que Deus queria era um veneno, e por isso sua repreensão foi tão direta. Ao chamá-los de “cobras venenosas”, João Batista os alertava de que o Diabo, a serpente que enganara Adão e Eva no Paraíso e mais tarde levara os gentios (não judeus) à idolatria, seduzira também os israelitas com uma ilusão religiosa: achavam que estavam seguros no caminho certo, mas na verdade não poderiam estar mais errados.

O que o Messias – Jesus – realmente faria era ensiná-los sobre o verdadeiro propósito do Senhor: que era necessário arrepender-se, isto é, reconhecer e confessar seu pecado (a autossuficiência em relação a Deus), como Isaías faz no versículo em destaque. Essa postura brota em nós quando reconhecemos quem Deus é e o quanto somos inferiores a ele – isso acontece, p.ex., quando se lê a Bíblia, na qual Deus se revela a nós. Isso dói, mas é necessário para extirpar todo o veneno das falsas crenças que há em nós. – André Luís Selent/Doris Körber

O melhor antídoto para o veneno do engano religioso é realmente conhecer a Deus.


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