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04 de Março de 2019

Leitura Bíblica: Mateus 18.21-35

Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores (Mt 6.12).

Uma pessoa publicou na internet a foto de um amigo, com uma declaração de carinho e apoio. Esse amigo (que é bem conhecido publicamente) cometera um erro no passado ao dizer palavras desagradáveis sobre muitas pessoas, incluindo a família de quem postou a foto. Tudo indicava que havia uma reconciliação: a foto selava a paz. No entanto, alguns seguidores da pessoa que fora ofendida ficaram indignados pelo suposto esquecimento das atitudes do ofensor. Um dos comentários dizia: “Por favor, não subestime a nossa inteligência. Nós temos memória”.

Será que diante das nossas falhas alguém dirá o mesmo quando buscarmos seu perdão? O ser humano costuma se gabar de sua memória e muitas vezes usá-la para manter um prisioneiro sob sua acusação eterna. Mesmo que o dano não tenha sido diretamente a nós, o perdão que o outro oferece nos ofende. Por trás desse falso senso de justiça revela-se um desejo justiceiro: sentimo-nos vingados quando enxergamos que o outro está sendo punido. Nem sempre conseguimos esquecer uma ofensa.

Não sou ingênua para ignorar que os males que nos atingem nos causam dor, tristeza, traumas, perdas físicas, materiais, emocionais ou morais. E, tão certo como a macieira dá maçãs, cada um responde por seus erros. Porém, se estes forem confessados com arrependimento e quebrantamento genuínos, serão perdoados por Deus. Não faz sentido nos revoltarmos com o perdão que Deus dá a quem consideramos indignos, pois nós mesmos também não merecemos, mas precisamos de perdão. O Senhor não tipifica pecados nem nos ameaça com o uso de sua memória. Em vez disso, ele diz: “Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões … e que não se lembra mais de seus pecados” (Is 43.25). Diante de um perdão tão completo, como não perdoar ofensas muito menores que a minha? – Fernanda Bispo M Oliveira

Quando não perdoamos, não é o outro que fica prisioneiro

de nossa memória, mas nós mesmos!


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