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10 de janeiro de 2018

Leitura Bíblica: Romanos 8.26-27

… não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós (Rm 8.26b).

Não deveríamos nunca deixar de orar. Mas temos o costume de sempre achar que precisamos esperar o local, a posição, o horário, a forma, o estilo, as palavras ideais. O jeito perfeito que tornará nossa oração infalível. E enquanto não temos a oração certa, não fazemos a “errada”.

O pastor norte-americano Bill Hybels diz em seu livro Ocupado demais para deixar de orar: “Li quinze ou vinte vezes os livros mais importantes a respeito da oração, novos e antigos. Estudei quase todos os textos bíblicos que tratam do assunto. Depois fiz algo totalmente radical: orei”. Deus não quer um especialista no assunto, ele quer ouvir o que o filho dele tem a dizer. Simples assim.

Não há perigo de nossa oração “errada” invadir os céus e ofender a Deus, pois tudo que nos parece confuso e sem sentido, ilegível ou inaudível, o Espírito Santo conserta e traduz. Ele eleva essa comunicação a um nível que jamais alcançaríamos com esforço próprio, técnica ou oratória litúrgica. Ele indica o caminho para os nossos pensamentos sem rumo, derrama óleo na rigidez dos nossos sentimentos. E nenhuma prece sofrida comoverá mais o coração de Deus que os próprios gemidos de seu Santo Espírito.

Não estamos falando de um “entregador de orações”, mas de um amigo realmente interessado em nos fazer ser entendidos. Na confissão, ele transforma em perfume o que antes era o chorume das nossas transgressões, enchendo taças de ouro que são recebidas com honra nos lugares celestiais (Ap 5.8). Não há impedimento para orar quando temos a certeza de que não oramos sozinhos. Comece orando errado mesmo, pois toda oração feita com verdadeira humildade e submissão, em nome de Jesus e na companhia do Espírito Santo, sempre será certa no final. Atreva-se a orar, em todo o tempo, em todo lugar e sempre com coração grato (1Ts 5.17-18). – FB

Oração errada é a que nunca é feita.