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04 de dezembro de 2018

Leitura Bíblica: Hebreus 12.5-11

A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe (Pv 29.15).

Vivemos num tempo difícil na questão da disciplina dos filhos. Cada vez mais crianças crescem em total liberdade, sem nenhum limite. Um dos resultados é a violência que vemos crescer a cada dia. Não há mais respeito ao próximo. Esse comportamento se manifesta na escola, na família e em todos os lugares. Os pais não sabem mais o que fazer com seus filhos. Os professores não conseguem mais lidar com seus alunos. É a sociedade colhendo os frutos da permissividade.

Li a história de um menino, muito levado, que mexia em tudo à sua volta numa fila de supermercado, incluindo as compras da sua mãe e também as dos outros. Agia como se fossem seus brinquedos: tirava objetos de um carrinho e colocava-os em outro qualquer. A mãe, indiferente, fazia de conta que não tinha nada a ver com aquilo. Na fila ao lado estava um casal de velhinhos. A senhora, não aguentando mais, foi falar com a mãe do menino. Esta respondeu em alto e bom tom: “Educo meu filho assim, minha senhora, com liberdade, sem repressão. Meu filho é livre e feliz. É assim que se deve educar as crianças hoje em dia.” A idosa, envergonhada, voltou calada ao seu lugar na fila. Mas seu marido não estava mais ali. Não demorou, voltou com um garrafão de água de 5 litros. Calmamente, aproximou-se da mãe do menino, abriu o garrafão e entornou-o na cabeça da mulher.

Colocou o vasilhame no seu carrinho, enquanto a mulher esbravejava. Enquanto isso, o menino morria de rir e perguntou ao velhinho: “Também foi educado com liberdade?”
Faremos bem em levar muito a sério o alerta da Bíblia no versículo em destaque. A leitura bíblica de hoje diz que o próprio Deus disciplina seus filhos, às vezes com dureza – não por prazer, mas para o nosso bem (v.10b). É assim que funciona a disciplina bíblica: não por castigo (muito menos crueldade), mas como orientação amorosa para uma vida feliz. – HS

A disciplina aplicada com amor e propósito não traumatiza ninguém, mas contribui para formar bom caráter.