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13 de Agosto de 2020

Leitura Bíblica: Romanos 7.14-25

Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos (Gl 5.24).

Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu o dilema que Paulo descreve na leitura bíblica de hoje! Creio que todos nós já sucumbimos diante de algum impulso ou desejo que satisfaz nosso ego (ou corpo), mas que lá no fundo sabemos ser errado. Eles nos assaltam o tempo todo, e muitas vezes cedemos à vontade de ventilar raiva sem medir palavras, de agir sem nos importar com consequências, de pensar só no próprio conforto, de saciar qualquer desejo na hora que vier, da forma que der. Muitas vezes, temos esperança de que a satisfação seja duradoura; todavia, com frequência essa sensação passa depois de alguns minutos, horas ou dias. Cedo ou tarde, lá está aquela vontade novamente…

A consequência de ceder a desejos maus, que não correspondem à vontade de Deus, é que ficamos cada vez mais distantes do Senhor. Vêm a vergonha, o desânimo: “Será que algum dia vou conseguir superar isso?” Acabamos estagnados na situação desconfortável de nos sentirmos escravizados por impulsos que na verdade odiamos.

A boa notícia é que nada disso faz com que Deus nos ame menos, nem mais. Todos os dias, ele renova sua oferta de graça e misericórdia (Lm 3.22,23). Não nos despreza por causa das nossas quedas, pois Jesus passou por isso quando viveu na terra e agora intercede por seus seguidores: experimentou as mesmas tentações que nós, mas, por estar totalmente sujeito a Deus, sempre soube reagir da maneira necessária (Hb 4.15). E agora nos dá condições de resistir (1Co 10.13).

O apóstolo Paulo foi muito honesto ao relatar sua fraqueza frente aos seus desejos. O cristão, por mais experiente que seja, não é super-humano. A natureza pecaminosa continua presente. A diferença é que ele não precisa mais se sentir escravizado por esses desejos, pois ao se reconhecer pecador dependente de Deus, acaba alcançando assim a graça de agir de forma a agradá-lo. – Gabriel de Araújo Almeida

A certeza do perdão de Deus não é desculpa para fazer o que queremos – mas nos consola quando caímos.


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