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18 de outubro de 2016

Leitura Bíblica: Ezequiel 18.5-9

Ele age segundo os meus decretos e obedece fielmente às minhas leis. Esse homem é justo; com certeza viverá. Palavra do Soberano, o Senhor (Ez 18.9).

O nosso texto começa com uma suposição. Começa dessa forma porque o capítulo todo é uma defesa que Deus apresenta contra uma acusação hipócrita do seu povo escolhido. O povo judeu, do antigo reino de Judá, estava agora dividido entre um resto dos habitantes da capital Jerusalém, julgado inofensivo pelos babilônios que haviam reduzido a cidade a escombros, e os exilados que viviam na Babilônia. A acusação era de que Deus estava castigando inocentes. Por certo, os que nasceram no exílio e os filhos dos que permaneceram em Judá achavam razoável pensar assim: “Que Deus injusto! Os pais pecaram e os filhos é que são castigados!”

Trata-se de mero argumento de fuga, pois enquanto o homem não reconhecer sua responsabilidade em ter-se rebelado contra Deus, ele sempre criará uma desculpa e um culpado, e esse culpado sempre será Deus. Vejamos, por exemplo, as principais culpas causadoras do castigo, e que o justo não pratica: adoração e celebração de ídolos, imoralidade sexual, opressão e exploração do pobre e necessitado, roubo, desonestidade nos negócios. No texto, a cada atitude negativa corresponde uma positiva. Agora Deus pergunta: como gente de tal caráter tem o desplante de acusar-me de injusto por puni-la?

Nos dias em que vivemos aqui sempre temos dois caminhos pela frente: o caminho da vida e o caminho da morte. Ao evitar uma decisão responsável, sempre desconversamos como Pilatos no julgamento de Jesus (Mt 27.24). Lavamos as mãos e lançamos a culpa nos outros, como fizeram as autoridades judaicas na mesma ocasião.

Para Deus não há desculpa para a desobediência, mas há sempre prêmio para a obediência. Que bom que Deus é justo! – MJT

Neste mundo, nossa vida é feita de escolhas. Escolha bem.