Violência contra o idoso

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15/05/2017 – FIQUE POR DENTRO

Todo dia, pessoas com mais de 60 anos sofrem por sua idade. Violência física, violência psicológica, violência patrimonial, negligência. Só no Disque 100, serviço do governo federal, foram mais de 62 mil denúncias de violência contra o idoso em 2015, último dado registrado. Um crescimento de 15,8 por cento, se comparado às 54 mil de 2014.

Das 171 notificações diárias, em média, de violação dos direitos dos idosos, a maior parte é por omissão de cuidados em geral, dos próprios familiares. Em seguida, estão registros de violência psicológica, abuso financeiro e violência física veja quadro abaixo.

Segundo especialistas no assunto, os idosos têm medo e vergonha de fazer a denúncia, principalmente se o agressor está dentro de casa. Ainda mais se for o filho, a filha, a nora, o genro ou o neto. Lembrando que hoje é o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa.


Entrevista com a gerontóloga, Mayra Tofanetto. Ela fala sobre violência contra o idoso, confira:

 

Placas tectônicas recém-descobertas podem explicar terremotos misteriosos no Pacífico
Segundo um recente estudo da Universidade de Houtson, no Texas, Estados Unidos, descobriram uma nova camada de placas tectônicas. E esse achado, segundo os autores da pesquisa apresentada na semana passada, explicaria uma série de terremotos misteriosos ocorridos no Pacífico entre 1946 e 1996.

A descoberta pôde ser feita através de uma técnica de mapeamento 3D. Essa camada foi encontrada abaixo do arquipélago de Tonga, no Pacífico, uma região onde são produzidos os terremotos mais profundos do planeta. Basicamente, 90 por cento da atividade sísmica superprofunda ocorre na área de Tonga, região onde foram encontradas as novas placas. Cientistas ressalvam que os resultados da pesquisa são preliminares, e, ainda tem de ser submetidos a uma análise crítica por outros cientistas.

O que aprendi com o Parkinsson

…para que Deus seja tudo em todos.” 1 Coríntios 15.28b

Já estamos juntos há nove anos. Uma caminhada longa e íntima que provocou mudanças, observações, tolerâncias e comportamentos que podem ser considerados verdadeiros aprendizados.

Hoje sou outra pessoa, aprendi muito, mas confesso, é muito difícil, porque não estamos preparados para uma aceitação pacífica de algo que chegou, não pediu licença e se instalou de tal forma que hoje é mais forte do que eu. Sou refém desta situação como nunca imaginei. Fui resistente no começo e pensei que poderia dominá-lo com certa habilidade. Não consegui, até aqui fui surpreendido e não tenho domínio da situação, os momentos de mal-estar acontecem e pronto. Não há o que fazer, senão contar com a graça de Deus, com a ajuda, a solidariedade e a companhia dos queridos ao redor, família, amigos e profissionais da saúde.

Aprendi que a família é fundamental, na aceitação, na paciência, no apoio, no incentivo e por aí afora. Sem a família eu não conseguiria.
Aprendi que os amigos de verdade, pouco podem fazer, mas são solidários, interessados e posso contar com apoio e amizade, o que me deixa muito feliz e equilibrado, pois não sou rejeitado e o “pouco” que fazem significa muito. Estou sempre rodeado de mãos que se estendem para me ajudar. É muito bom contar com os amigos.

Aprendi que os profissionais da saúde, em primeiro lugar são profissionais. No entanto quero ressaltar e homenagear alguns que vão além disso. São pessoas escolhidas por Deus para cuidar. Que maravilha, que bênção, que conforto, que alegria. Sou muito grato a estes “anjos” especiais.

Aprendi que muitas pessoas não têm ideia do que se passa comigo ou das dificuldades que enfrento. Elas simplesmente perguntam: Está melhor? E não aceitam outra resposta que não seja positiva. Confundem Parkinson com Alzheimer, não entendem que é uma doença neurológica incurável, conforme a medicina.

Agora, o verdadeiro aprendizado vem da fé. Quando se tem o controle da vida motora, não nos conscientizamos que a vida pode ser fantástica e os planos e sonhos não têm tamanho. Mas, quando não temos o controle, quando entramos para o grupo de “pessoas com deficiências” aí o mundo é outro.

Lendo Isaac Penington, no livro “Refrigério para a alma”, diz: “Pois essas coisas não são para destruir você, mas para lhe ensinar a sabedoria que o Senhor está apto, por meio de muitos exercícios e provações severas, a transferir a você; que seu coração pode ser libertado de todo peso e, depois, preenchido com todo seu justo desejo no período apropriado e na excelência do Senhor; cujas sábias disposições e suave clemência Ele confiou a você.”

Vemos aí a grandeza imensurável que os sonhos podem ter para todos porque “Fixamos os olhos não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2Coríntios 4. 18b).

No livro “Uma vida com propósitos”, o autor sugere que, ao entrar no céu, não passarão dois segundos sem que você exclame: “Por que fui dar tanta importância a coisas tão temporárias? Onde eu estava com a cabeça? Por que gastei tanto tempo, energia e preocupação no que não iria durar? […] Na morte, você não vai abandonar sua casa – você vai para casa”. (Presente Diário-RTM).

Observem as vidas dos profetas, dos heróis da fé, dos apóstolos do Novo Testamento, tiveram vida terrena apertada e com grandes dificuldades, no entanto foram pessoas usadas para nos ensinar e acrescentar fé. São pessoas escolhidas, que através do sofrimento foram exemplares na obediência e no amor a Deus.

Aprendi que a melhor pregação é a que praticamos fora do púlpito, às vezes pregamos com o nosso olhar, nosso abraço, nosso ouvir, nossa atenção. Aí sim, como dizem: “Deus fala”.

Aprendi que com toda a fragilidade, somos tomados pelas palavras de Paulo quando diz: “… Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”. 2 Coríntios 12.10.

Algumas coisas eu aprendi. O importante é o que Deus quer ensinar, o que eu quero aprender, o que eu busco, o que realmente vale a pena. Quero amar o meu Senhor.

Ensina-me a Te obedecer, ensina-me a Te buscar, ensina-me a Te adorar, ensina-me a Te servir. Aí, sim, tudo terá sentido. Aí eu vou entender tudo que está acontecendo. Senhor eu te entrego as minhas dores e as minhas dificuldades para glória do Teu nome. Amém!

Pr. Paulo Cirelli – 26.04.2014