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16 de Julho de 2019

Você já sabe a diferença entre o singular e o plural. Refere-se ao número de pessoas ou de objetos envolvidos. Então o alcance de uma declaração é dizer: “Estamos convencidos de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem demônios, nem o presente, nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, Nosso Senhor”. Agora a situação é bem diferente de se fazer a mesma declaração na primeira pessoa do singular, a exemplo de Paulo: “Estou convencido de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem demônios, nem o presente, nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura será capaz de me separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, Nosso Senhor”.

Usar a expressão “nós”, o pronome que envolve você e outras tantas pessoas , implica em identificação com algum grupo. Quando você faz declarações incluindo-se na primeira pessoa do plural é dizer que não está só. Há um grupo. No entanto essas duas modalidades de declaração de fé precisam ser, primeiramente, individual, pessoal e, depois, coletiva. Caso contrário, você corre o risco de fazer uma confissão de fé formal, apenas de aparência. Ninguém segura um punhado de crentes que têm convicções tanto pessoais quanto coletivas, em qualquer lugar, em qualquer tempo e em quaisquer circunstâncias.

No entanto essa declaração coletiva apoia-se na fé pessoal e inabalável. Quando cristãos a proclamam é por que dependem da Palavra e da ação do Espírito Santo de Deus. Depende de exercício, da oração, da obediência, do silêncio, do despojamento da soberba e da comunhão progressiva com Deus. Não se trata de uma mera abstração intelectual, mas de uma vida comprometida com tal profissão de fé.

Esta fé individual é capaz de confessar em meio a dor e ao cerco, como no caso de Jó. Ele disse: “Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra”. Agora, sua declaração de fé, é pessoal ou apenas coletiva doutrinária?


Esta mensagem responde á pergunta: Será suficiente repetir declarações no plural sem vive-la no singular?

Aplicação para a sua vida: Avalie sua prontidão para encarar as implicações de sua profissão de fé não apenas com outros, mas sofre-la pessoalmente.


Rm. 8.38-39 ”Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”
9 Jó 19.25
Este texto é parte integrante do livro esgotado “Em Letras Grandes”, de autoria do Pr. Elbén L. Cezar, diretor presidente da Editora Ultimato. Acesse www.ultimato.com.br e conheça a editora.