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09 de Fevereiro de 2019

Minha esposa chamou-me a atenção para uma menina de 8 anos que começou a engordar. Ela é muito simpática, inteligente, mas, muito voraz. Quando lhe é oferecido um prato com doces ou salgados, enche as mãos, esquecendo-se dos outros à sua volta. Os pais e amigos como zeladores de sua saúde, para não comer tanto, não conseguem impedi-la.


Quando se diz que a gula é um dos sete pecados mortais, está se dizendo que esta voracidade não respeita nenhum outro ser humano e, muito menos, a Deus. O prazer pelo ato de comer fica acima de qualquer outro prazer. Os cuidados com a própria saúde são colocados em risco, pois a gula ignora os limites humanos. O ventre vira o ser adorado com o comer contínuo.

Quem vive em função de seus apetites, tem todos os valores morais, espirituais e humanos relativizados. Um personagem bíblico foi capaz de trocar seu direito de herdeiro por um prato de lentilhas. Esse desafio não é novo, já vi na internet as dicas para você tentar controlar a gula. No entanto, a gula é somente um sintoma de uma “fome” íntima, existencial ou, como dizem alguns, espiritual. Estou falando da gula e não da obesidade.


Agora, a virtude da temperança é a capacidade que alguém tem de manter seu apetite sob controle e reconhecer os devidos valores da vida. Jesus, em uma parábola, fala de um servo que mesmo depois de um dia de serviço é capaz de chegar em casa e preparar a comida para seu patrão, esperá-lo comer e, só então, jantar. O objetivo não é desistir de comer. Essa é um capacidade, uma necessidade, natural de cada ser vivo. No entanto, o ser humano sofre dessa perversão que busca refúgio na bulimia, nas operações para a redução do estomago e em outros remédios.


Na fé cristã, a virtude da temperança ou do domínio próprio, são consequências da presença crescente do próprio Deus, Espírito Santo na vida do cristão. Note como é o próprio Deus que gera no cristão as condições para abandonar a gula, um dos sete pecados capitais e crescer na temperança, na disciplina com alegria. Na fé cristã é o próprio amor a Deus que está envolvido na expressão dessa virtude conhecida como temperança, oposta ao pecado capital da gula.

Tanto o pecado como a virtude, não são situações ou comportamentos pontuais, são na verdade um modo de pensar e encarar os alimentos e, também, a satisfação que eles produzem e ignoram todo o conselho divino.


Aplicação

• Esta mensagem responde à pergunta: Se comer é normal, por que a gula é um pecado capital?
• Tarefa para Hoje: Se a gula é um pecado capital, então a virtude da temperança (domínio próprio) são as motivações que tornam o comer um culto a Deus ou idolatria ao estômago.


GULA nos Sete Pecados Capitais 6/8
Gênesis 25 E 26 Jacó e Seu Irmão Esaú Neste primeiro livro da Bíblia é narrada a criação, a relação de Deus com o homem e da promessa de Deus a Abraão e seus descendentes.
Gálatas 5:22 “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.“ Instruções do apóstolo Paulo aos cristãos da Galacia que desejavam buscar o favor de Deus retornando aos costumes judaicos, escrito entre 48-58 d.C.