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07 de Setembro de 2020

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesse pedido, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro I impedia este passo. Porém, D. Pedro I respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico.” A presença do príncipe Dom Pedro I impedia que o Brasil perdesse algumas condições políticas e econômicas que recebeu quando a família real passou aqui algum tempo, fugindo de Napoleão Bonaparte. O Brasil precisava retornar a mera condição de colônia e não continuar como algum tipo de vice capital do reino português. No entanto quando D. Pedro I negou-se a cumprir as exigências das cortes só podia concretiza-la declarando a independência brasileira do domínio português.

Eu fiquei pensando que assim como D. Pedro teve o seu “Dia do Fico”, também Jesus proclamou que não retornaria á rebelião humana contra Deus aceitando o jugo do pecado. O diabo lhe ofereceu pão, circo e poder de um reino condenado: o mundo15. Nem só a comida para o físico sustenta e dá razão a existência humana. Ser aclamado pela população por um ato milagroso com intercessão de anjos, um verdadeiro circo que obrigava Deus a mostrar sua intercessão sobrenatural significava tentar a Deus. A isso Jesus rejeitou. E por fim o domínio de todos os reinos do planeta com apenas a condição de adorar o poder e não ao Criador foi a oferta final. Quem resiste a oferta de dominar todo o planeta? Não é esse o sonho de tantos poderosos até hoje? Jesus rejeitou.

O Brasil emprestou dinheiro da Inglaterra para pagar o resgate por sua independência, mas Cristo deu sua vida em favor do pecador. No entanto quando foi proclamada a independência humana do poder do pecado? Quando Cristo morreu crucificado entre dois ladrões, traído, abandonado como um corrupto revolucionário qualquer mas ressuscitou no terceiro dia. Assim Ele morreu para saldar a dívida e dar independência divina ao ser humano pecador. Ressuscitou para ser o advogado, o sacerdote e rei dos que querem viver no reino de Deus aqui e por toda eternidade.16

Esta mensagem responde à pergunta: O que implica a “independência ou morte”?

Tarefa para Hoje: Ao perceber o quanto você precisa da independência do erro, da mentira, volte-se para conhecer o que Deus pensa, promete e faz para você viver independente até da morte.


Notas

¹ 15 Mateus 4:3-11 “E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.”

² 16 Romanos 4:20-25 “E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus, E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. Assim isso lhe foi também imputado como justiça. Ora, não só por causa dele está escrito, que lhe fosse tomado em conta, Mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor; O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.”