Consumo e consumismo

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27/03/2018

Assim como fumar, beber ou jogar, consumir pode se tornar um vício e não ser uma escolha. Com nome esquisito, a oneomania, mais conhecida como consumo compulsivo, atinge entre 2 e 8 por cento das pessoas no mundo, com muito ou pouco dinheiro, que escondem as sacolas e sofrem com as compras.

A doença afeta principalmente as mulheres: a proporção é de 4 mulheres para cada homem. Em geral, o transtorno leva ao superendividamento, mas nem todo superendividado sofre de consumo compulsivo.

Mas o que diferencia um consumista de um comprador compulsivo? O sofrimento psicológico que a compra causa. Quem tem o transtorno sente euforia enquanto compra, mas não sente prazer ao abrir as sacolas quando chega em casa. Enquanto o consumista gosta de mostrar as compras que fez, o comprador compulsivo tem vergonha e esconde.

 

Entrevista com o Capitão da Policia Militar de Campinas, Pr. Edmar Pedrosa. Ele fala sobre a capelania militar. Confira:

 

Inteligência Artificial sabe pelo seu rosto se você está apto a dirigir

A Affectiva, uma startup de reconhecimento facial, revelou um novo software de inteligência artificial capaz de identificar emoções no rosto de motoristas, além de níveis de energia e distração. A ideia é que o programa seja usado em veículos para prevenir acidentes relacionados ao sono e outras coisas que possam afetar a habilidade de quem dirige.

Montadoras de veículos vão poder equipar seus carros com câmeras e sensores, e usar o software da empresa para a segurança de quem dirige, dos passageiros e até de pedestres. Seu carro, munido do software e decâmeras, pode detectar se você não está parecendo bem, se dormir ao volante ou se está muito chateado ou irritado para se concentrar na condução.

Essa tecnologia poderia funcionar também com carros semiautônomos, que passam a funcionar sozinhos sem depender de você caso ele perceba que não há condições emocionais para você conduzir.

 

Bancadas parlamentares na Câmara dos Deputados

A Câmara Federal possui uma série de procedimentos para garantir sua organização e o bom funcionamento do trabalho legislativo. Um desses procedimentos é a organização dos deputados, que podem ser blocos partidários ou bancadas parlamentares.

A bancada parlamentar, também chamada frente parlamentar, pode tanto ser o agrupamento de representações de um único partido político ou assumir seu significado informal e consistir na reunião de diversos parlamentares com objetivos em comum, independentemente das legendas. Nem sempre os parlamentares se articulam durante os trabalhos, mas por terem objetivos semelhantes acabam votando da mesma forma.

Nesse último caso, a bancada pode ser o grupo de parlamentares com origem em alguma região ou estado. Um exemplo: a bancada mineira, a bancada nordestina e outras.

 

Por que (e como) a Black Friday pega as pessoas?

Black Friday é o dia de grandes promoções que lança a temporada de compras de Natal. Em mais uma moda importada dos EUA, o boletim Ideias no Ar, da Rádio Estadão, explica por que e como funcionam essas estratégias de marketing.

Em primeiro lugar, “os descontos”. O cérebro é muito ruim para avaliar valores absolutos, seja do que for. Isso é ainda mais difícil na consideração de valores tão arbitrários quanto preços. Mas ele é hábil em detectar – e valorizar – contrastes. Descontos jogam com isso: não temos certeza de quanto vale de verdade alguma coisa, mas ao sermos informados de que ela está custando bem menos do que antes automaticamente isso parece um negócio tentador.

Em segundo lugar, “ancoragem”. Fenômeno velho conhecido de marketing, também abusa da avaliação de contraste. Quando somos apresentados a um número qualquer, o próximo número será automaticamente comparado com o primeiro. Quando as etiquetas trazem “de R$ 1.000,00 por apenas R$600,00″, automaticamente seiscentos parece um número pequeno.

Em terceiro lugar, “a urgência”. Nós evoluímos como espécie num ambiente de poucos recursos, convivendo com a perene ameaça de falta: de alimento, de água, de segurança. Com isso, acabamos programados para tentar aproveitar ao máximo os recursos quando eles se tornam disponíveis, sem perda de tempo, antes que eles se esgotem. Quando a promoção é colocada nos termos “só hoje!”, “aproveite antes que acabe!”, “não perca!”, isso ativa nossa sensação de urgência.

Em quarto lugar, “a anestesia”. Já foi provado que gastar dinheiro ativa áreas do cérebro que sinalizam sensações desagradáveis. A compra on-line reduz esse sentimento ao eliminar o simples fato de manusear fisicamente o dinheiro. Sobretudo em sites nos quais o cadastro prévio permite a compra com um clique, sem sequer precisar consultar o número do cartão de crédito, essa dor do gasto é anestesiada.

Em quinto lugar, “a sugestionabilidade”. Embora nos desagrade, somos sim mais influenciáveis do que confessamos para nós mesmos, já que evoluímos em bando e quem seguia o grupo tinha mais chance de sobreviver. Com a multiplicação das notícias sobre as compras, a promoção, o movimento em torno dela, ficamos com a sensação de que todo mundo está participando, o que nos leva a considerar seriamente se queremos ser “os únicos” a ficar de fora.

Nada contra promoções, mas saber desses truques pode ajudar a nos proteger de arrependimentos quando chegar a fatura do cartão.

Por: Dr. Daniel Barros – Psiquiatra