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01 de Março de 2019

Você sabe que o Carnaval é a data em que se festeja a despedida dos prazeres humanos quarenta dias antes da Semana Santa e a Páscoa. Esta festa tem raiz na antiguidade celebrando a colheita, a fertilidade já no Egito e na Grécia por volta de 600 anos antes de Cristo. Quando o cristianismo tornou-se a religião do Império Romano essa festa chegou a ser proibida. Mas por volta do século XI foi incorporada ao calendário religioso cristão. Os três dias de festas se constituíam em uma celebração de alegria e despedida dos prazeres do corpo, da carne. Na Quarta-feira de Cinzas iniciava-se o período de 40 dias de purificação e preparação para a Páscoa, é a Quaresma.

Facilmente a arrogância de alguns é expressa criticando os que festejam o Carnaval com alegria, prazer, máscaras e fantasias. Não é difícil sentir-se superior aos que agem de modo contrário aos nossos próprios valores. O problema é que exatamente nessa questão reside o perigo. Diante de Deus o orgulho revela tanto pecado quanto daqueles que festejam o Carnaval. O orgulho é o sintoma de alguém que considera-se mais merecedor da graça divina do que os que pensam diferente dele. O orgulhoso esquece que a graça é exatamente a falta de merecimento de quem recebe um presente preciosíssimo.

Aproveite esses dias para, seja na praia ou em casa ou em retiro religioso observar o desfile que acontece no seu coração. Sim, no seu íntimo você pode observar os desfiles da sua escola de samba com a ala da família, do trabalho, da sua religião, dos seus amigos e até dos pecados. A ala da vergonha, do medo. Note sua primorosa fantasia de “boa pessoa” que oculta seus próprios erros e frustrações. Seu desfile acontece diante de Deus Pai e da opinião pública. Ao confessar sua condição diante de Deus, Ele não lhe dá mais uma fantasia, alguma nota de desaprovação mas uma roupa para andar com dignidade diante dos homens e diante Dele.

Ao se ver desfilando assim diante de Deus Pai, olhe para o júri divino e você verá somente Cristo Jesus, não lhe dando uma mera nota, mas a oferta de reconciliação com Deus Pai. Então sim a alegria será diferente do que você conhece. Alegria sem máscaras e sem fantasia, mas com a roupa da justificação divina. Você quer?


Aplicação

Esta mensagem responde á pergunta: O que está desfilando no seu coração?
Aplicação para a sua vida: Apresentar-se sem máscaras diante de Deus é o primeiro passo para verdadeira comunhão com Deus e com o próximo através de Cristo Jesus.


Mateus 22:9-14. Parábola de um rei que deu banquete para mendigos e pobres e a respectiva roupa. Mas alguém entrou com roupa não autorizada. Mateus foi o primeiro Evangelho a ser escrito por volta de 60-65 d.C. com o objetivo de mostrar que Ele é o Messias esperado pelos judeus e que traz o Reino de Deus.