Tribo discriminada das Filipinas recebe aulas de alfabetização

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21/11/2018

O povo sama, das Filipinas, tradicionalmente ganha a vida com a pesca. Eles têm baixos níveis de educação e altos índices de pobreza. Como se não bastasse, a situação se agrava pela discriminação que eles sofrem de outras tribos, que negam a eles emprego e acesso a serviços comunitários. No campo religioso, apesar do país ser predominantemente católico, se um sama decide deixar o islamismo para seguir a Jesus, é visto como um traidor de sua identidade, e é zombado e excluído do convívio social.

É nesse contexto que uma igreja local liderada por Matt e Lydia, nomes fictícios por razão de segurança, tem feito diferença na vida de crianças e adultos. Matt também trabalha como pescador.

Com o apoio de doações e orações dos parceiros da Portas Abertas, organização cristã internacional que apoia aos cristãos perseguidos por sua fé em Jesus em mais de 60 países, permitiram que Lydia participasse de um treinamento para ser professora de alfabetização. Os samas tem o mais baixo nível de alfabetização e educação de todas as tribos das Filipinas. O censo de 2010 mostrou que menos de 40% da tribo é alfabetizada e a média de educação é de apenas dois anos. Fornecer aulas de alfabetização significa melhores oportunidades de emprego, mais capacitação para conseguir benefícios do governo e ter a certeza de não serem enganados nos negócios.

Lydia dá aulas para crianças e adultos, cristãos e muçulmanos. Para ilustrar as aulas ela usa histórias da Bíblia e isso gera efeito nos lares, pois as crianças acabam compartilhando com os pais. Algumas crianças também frequentam a escola estadual e Lydia é sempre encorajada ao ver que estão indo bem nos estudos. Quando as crianças que participam da formação vão para a primeira série, os professores ficam maravilhados por notar que elas já conseguem ler e escrever. Mesmo para as crianças que frequentam a escola, as aulas de Lydia são um grande suporte, já que por serem samas e cristãos, eles, com frequência, enfrentam discriminação dos professores e bullying dos colegas.

A missão Portas Abertas pede oração por Lydia e Matt, sua família e igreja. E para que esse trabalho possa ser fortalecido na comunidade.

Fonte: Portas Abertas

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans Mundial