Programa cristão de reforço escolar muda a vida de crianças no Egito

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01/10/2018

Atrações como as pirâmides, a máscara de ouro do faraó Tutancâmon, passeio de camelo pelo deserto e todo seu arcabouço histórico fazem do Egito um dos destinos turísticos mais visitados do mundo. O que pouca gente sabe, é que apesar de parecer um país livre e que respeita os direitos humanos, o país tem um histórico de perseguição e hostilidade contra cristãos. Longe dos olhos dos turistas, muitos cristãos enfrentam o extremismo muçulmano.

Uma das maneiras mais cruéis de discriminação aos cristãos egípcios é contra às crianças. No Egito, a carteira de identidade menciona a sua religião e, mesmo que não mencionasse, os cristãos são facilmente reconhecidos pelo seu nome e, especialmente se forem mulheres, pela sua aparência. Em algumas escolas, as crianças cristãs têm de se sentar nos bancos de trás de sua classe, que já é lotada, de modo que dificilmente conseguem acompanhar a aula.

Marina, uma dessas crianças cristãs, conta como a professora a repreendeu na aula, por que ela não estava vestida como as crianças muçulmanas. A educadora a chamou de “garota malvada” na frente de toda sua turma.

A menina, de dez anos de idade, é a mais nova de seis filhos de uma pobre família cristã, vivendo em uma pequena aldeia no Alto Egito. Embora os pais de Marina sejam analfabetos e não haja escola em sua pequena aldeia, eles enviaram todos os seis filhos para a escola pública na aldeia vizinha.

A educação pública no Egito é muito ruim, as crianças são promovidas de série sem serem capazes de ler ou escrever corretamente. Além disso, muitos professores muçulmanos tratam mal as crianças cristãs, concentrando-se apenas em ensinar os estudantes muçulmanos. Há dois anos, Marina era uma dessas crianças.

Um programa realizado com o apoio da Portas Abertas, transformou o futuro educacional dela e de outras crianças. A iniciativa é simples e conta com o apoio de igrejas locais em aldeias de todo o Alto Egito.

Chamado de “Segure minha mão”, o programa é liderado por equipes itinerantes que visitam as igrejas das aldeias para entrevistar todos os seus alunos, e identificar quais estudantes que precisam de ajuda em sua educação.

Marina participou das aulas de reforço do “Segure minha mão”. Ela e mais 19 crianças tiveram aula na igreja três vezes por semana durante o programa. Cada aula de duas horas começava com 30 minutos de ensino bíblico, seguida por 60 minutos de treinamento em habilidades de leitura e escrita, e depois 30 minutos de diversão educacional e recreação.

Com orgulho Marina testemunhou que hoje “os professores de sua escola que costumavam a ignorar, e nunca pediam para ela responder perguntas, hoje a consideram a melhor aluna de sua turma!”

Assim como marina outras dezenas de crianças passaram pelo programa “Segure minha mão” e melhoraram seu desempenho escolar, além de terem sido discipuladas segundo a Bíblia.

Se você quiser fortalecer esse e outros projetos apoiados pela Portas Abertas, acesse o site: portasabertas.org.br e clique na aba como se envolver.

 

Produção e apresentação: Daniel Beltrão
Coordenação: Kaká Rodrigues
Supervisão: André Castilho
Realização: Rádio Trans